A PSA continua implacável na Ásia e na Europa Oriental

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A PSA continua implacável na Ásia e na Europa Oriental

Na Ásia até 200 milhões de suínos poderão ser abatidos na China; segundo as Nações Unidas, cerca de 1.170.000 suínos já foram abatidos nesse país em um esforço para deter a disseminação da mortal peste suína africana (PSA)

 

PSA 2019 OIE

Crédito imagem: OIE & WAHIS Interface (african swine fever), situação desde 1º de janeiro de 2019

 

Segundo a notícia African swine fever continues relentless spread through Asia and Europe (por Jessie Higgins) de 14 de agosto de 2019 da United Press International (UPI), a fiscalização agropecuária da Sérvia confirmou que a peste suína africana (PSA) infectou seus suínos, ocorrência que torna esse país o 18º a combater incurável doença.

A disseminação do vírus da PSA pelo mundo começou há um ano, quando foi inicialmente relatado na China. Desde então, ela se espalhou implacavelmente por esse país e além, para os países asiáticos vizinhos à China, antes de também se expandir à Europa Oriental.

Desde junho de 2018, de acordo com a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), o vírus foi encontrado em pelo menos 36 países distribuídos em três continentes (África, Europa e Ásia). A PSA foi erradicada ou controlada em metade dos países afetados, a maioria deles concentrados na África.

A PSA ameaça toda a indústria de suínos da Europa Oriental

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A PSA ameaça toda a indústria de suínos da Europa Oriental

A peste suína africana (PSA) não é uma "doença política"

 

ASF notification

Crédito imagem: Researchgate.net

 

Conforme a notícia African swine fever threatens Eastern European pork industry (por Elizabeth Schroeder) do Farmer's Weeklyde 7 de agosto de 2019, na Bulgária, em um esforço para impedir a disseminação do mortal vírus da peste suína africana (PSA) em todo o Leste da Europa, mais de 120.000 suínos já foram abatidos. O vírus da PSA já foi detectado em diversas criações da Europa Oriental, com 300 novos surtos registrados em julho apenas na Bulgária. Especialistas em saúde animal expressaram preocupação de que a PSA possa devastar a indústria de carne suína da União Europeia (UE) caso não seja contida.

Na Bulgária, o vírus da PSA foi detectado pela primeira vez nos suínos de uma aldeia de Vetren, na província de Pazardzhik, e agora há temores que esse país poderá perder toda a sua indústria de aproximadamente 600.000 suínos. No entanto, de acordo com relatos da mídia búlgara, centenas de agricultores estão protestando contra a a ordem do governo de abater todos os suínos existentes em uma zona sanitária de 20 km de raio em torno de todas as criações industriais registradas.Como a Bulgária é um dos países mais pobres da UE, muitos agricultores do sul desse país resisteà ordem da fiscalização agropecuária para eliminação dos suínos não infectados.

Afisa-PR Cientistas independentes alertam que o agrotóxico clorpirifós causa danos cognitivos em crianças

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Cientistas independentes alertam que o agrotóxico clorpirifós causa danos cognitivos em crianças

"Quanto vale a saúde do seu filho? A resposta vinda da administração da Agência de Proteção Ambiental dos EUA é: não muito." (Carey Gillam)

 

Clorpirifos danos neurotoxicos criancas

 Crédito imagem: KHN

 

Segundo a notícia Neurotoxins on your kid's broccoli: that's life under Trump (por Carey Gillam1) do The Guardian de 21 de julho de 2019, o administrador da Environmental Protection Agency (EPA), Andrew Wheeler, confirmou esta semana o que muitos americanos já sabem: "quando a administração Trump pondera os interesses que concorrem com os lucros das corporações versus a saúde pública, as corporações ganham, sem dúvida".

Segundo a notícia, Wheeler anunciou na última quinta-feira que apesar de os cientistas independentes afirmarem que existe uma abundância de evidências que vinculam os agrotóxicos à base de clorpirifós2 ao dano neurológico em crianças, este ingrediente ativo deve continuar a ser comercializado e a ser usado por agricultores que cultivam alimentos regularmente consumidos pelas crianças, incluindo maçãs3, uvas, brócolis3 e cerejas.

A decisão da EPA surge quando os resíduos de clorpirifós nos alimentos e na água estão entre as exposições conhecidas pelos cientistas que contribuem com uma série de problemas cognitivos em crianças, como a diminuição do quociente de inteligência (QI). Estudos mostram que mesmo a exposição ao clorpirifós de mulheres grávidas pode ter um impacto prejudicial sobre seus filhos.

Índia proíbe o uso do antibiótico colistina em animais usados na alimentação humana

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Índia proíbe o uso do antibiótico colistina em animais usados na alimentação humana

A descoberta de um gene resistente à colistina (antibiótico de "última instância") que pode transcender entre bactérias, conferindo resistência para superbactérias nunca expostas à droga, enviou em 2015 "ondas de choque ao mundo médico". O uso do antibiótico colistina como "promotor do crescimento" em animais usados na alimentação humana é proibido no Brasil

 

Galinhas 1

 

Segundo a notícia India bans use of "last hope" antibiotic on farms (por Madlen Davies e Ben Stockton) do The Bureau of Investigative Journalism de 22 de julho de 2019, o governo indiano proibiu o uso de um antibiótico de "última instância" ("last hope"), ou seja, a potente colistina (que possui ação anti-endotoxina prevenindo o choque séptico) em animais usados na alimentação humana, para tentar deter a disseminação de algumas das superbactérias mais letais do mundo, depois que uma investigação revelou que a colistina era amplamente usada nesse país como "promotora de crescimento" na criação de animais.

A colistina é um dos antibióticos mais importantes na medicina humana porque é usada como "último recurso" para tratar pessoas com infecções bacterianas resistentes a quase todos os outros antibióticos. Apesar disso, há anos a colistina era indiscriminadamente adicionada na alimentação de animais usados na alimentação humana nas fazendas indianas, criando as condições para o desenvolvimento de superbactérias letais.

O uso de antibióticos na engorda de animais — prática conhecida como "promoção do crescimento" — é uma das principais causas da crescente crise mundial de resistência bacteriana à múltiplos antibióticos. 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que essa prática deve ser proibida.

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Reino Unido: um 'simples' surto de PSA poderá custar £ 85 milhões

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Reino Unido: um 'simples' surto de PSA poderá custar £ 85 milhões

No Reino Unido, sua fiscalização agropecuária e suas entidades classistas de suinocultores não querem ser mais realistas que o rei

 

 Criacao porcos UK Defra

Crédito imagem: Facebook & Defra/UK

 

Com base na notícia Predicting the costs of a swine fever outbreak in the UK do The Pig Site de 20 de julho de 2019, em uma reportagem da National Pig Association (NPA), David Rutley, subsecretário parlamentar do Department for Environment Food & Rural Affairs (Defra) do Reio Unido, alertou que em um "cenário de pior caso razoável", um surto de peste suína africana (PSA) poderá custar à indústria de suínos do Reino Unido, em valores deste ano, [R$ 398,6 milhões] £ 85 milhões. Esse prejuízo inclui o valor perdido em animais de abate, circulação e restrições comerciais (ou proibições), mais o custo do [fiscalização agropecuária pública] controle de doenças de animais e implementação de rigorosas regras de biossegurança.