Uma Europa agroecológica não é irrealista em termos de segurança alimentar

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Uma Europa agroecológica não é irrealista em termos de segurança alimentar

Um novo estudo do IDDRI usou o modelo agroecológico para verificar a redução da produtividade agrícola na Europa que resultaria da transição total para a produção de alimentos ambientalmente amigável

An agroecological Europe isn´t unrealistic in terms of safe food & A new Iddri study used the agroecological model to verify the reduction of agricultural productivity in Europe that would result from the total transition to environmentally friendly food production

 

Agroecologia

Crédito imagem: AgroECOS

 

Com base na notícia European farms could grow green and still be able to feed population (por Rebecca Smithers) do The Guardian de 20 de fevereiro de 2019, a Europa ainda seria capaz de alimentar sua crescente população, mesmo se convertesse totalmente seu modelo convencional de produção de alimentos para práticas ambientalmente amigáveis, como a agricultura orgânica, sustenta o novo relatório An agroecological Europe in 2050: multifunctional agriculture for healthy eating do Institut du développement durable et des relations internationales (IDDRI).

Uma semana após uma pesquisa ter revelado um acentuado declínio nas populações de insetos que tem sido associado ao uso de agrotóxicos, o estudo do IDDRI afirma que na Europa esses produtos químicos podem ser eliminados e a emissão de gases de efeito estufa radicalmente reduzida, pela adoção do modelo de agricultura agroecológica que não trará prejuízo à suficiente produção de alimentos para suprir sua crescente população.

A agroecologia é baseada nos ecossistemas naturais e usa conhecimento local para a produção de alimentos para aumentar como um todo a sustentabilidade do sistema agrícola. O estudo do IDDRI baseou-se no modelo agroecológico para verificar a redução da produtividade agrícola na Europa que resultaria da transição total para a produção de alimentos ambientalmente amigável.

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PSA se espalha pela Ásia

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PSA se espalha pela Ásia

Relatados os primeiros surtos de peste suína africana (PSA) no Vietnã

ASF spreads across Asia & Reported the first outbreaks of African swine fever (ASF) in Vietnam

 

PSA Vietnan

Crédito imagem: Department of Animal Health do Vietnã

 

Com base na notícia ASF Vietnam: 1st outbreaks on farms near Hanoi (por Vincent ter Beek) do Pig Progress de 20 de fevereiro de 2019, a agência de notícias Reuters informou que os responsáveis pela fiscalização agropecuária do Vietnã localizaram o vírus da PSA em suínos que eram criados em três fazendas nas províncias de Hung Yen e Thai Binh, a sudeste da capital Hanói. Todos animais infectados pelo v-PSA foram abatidos, informou oficialmente o Department of Animal Health do Vietnam Sanitary and Phytosanitary Notification Authority and Enquiry Point desse país.

Segundo um relatório à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), na província de Hung Yen, mais próxima de Hanói, foram notificados dois surtos em criações com, respectivamente, com 33 e 101 suínos. 

O surto na criação com 33 animais (Trung Nghia) teve início em 1º de fevereiro. No total, 5 animais contraíram a PSA, dos quais 3 morreram. Em 17 de fevereiro, uma segunda criação na província de Yen Hoa, com 101 suínos, foi diagnosticada como infectada pelo v-PSA; 20 suínos contraíram a doença e 10 morreram.

Na província vizinha de Thai Binh, uma criação com 123 suínos confirmou a infecção pelo v-PSA. Neste local, chamado Dong Do, 50 animais foram infectados e 30 morreram.

 

Fronteiras: contrabando de animais suscetíveis e turismo

Segundo a Reuters, enquanto a fiscalização agropecuária do Vietnã apressa-se a lembrar a população que a PSA não oferece risco à saúde pública, seus surtos não eram inesperados. Nguyen Van Long, chefe de epidemiologia do Department of Animal Health desse país, disse que o contrabando de animais suscetíveis entre as fronteiras e o turismo dificulta o controle da disseminação do v-PSA.

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Japão: a alarmante escalada da PSC

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Japão: a alarmante escalada da PSC

"Estamos diante de uma situação extremamente séria", disse em Tóquio o ministro da Agricultura do Japão, Takamori Yoshikawa, diante da alarmante escalada da peste suína clássica (PSC)

Japan: The alarming escalation of the CSF & "We are facing an extremely serious situation," Japan Minister of Agriculture Takamori Yoshikawa said in Tokyo in the face of the alarming escalation of classical swine fever (CSF)

 

Japan CSF The Japan Times News

Crédito imagem: The Japan Times News


Com base na notícia Japan sees CSF cases rise alarmingly (por Vincent ter Beek) do Pig Progress de 9 de fevereiro de 2019, na Ásia, onde os chineses lutam contra o brutal vírus da [epidemia] peste suína africana (PSA), os japoneses têm sua própria batalha contra o vírus da peste suína clássica (PSC). No Japão, nas últimas semanas, o vírus da PSC rapidamente se espalhou na sua região central.

No início de setembro do ano passado, a PSC foi detectada em uma criação de suínos na Província de Gifu. Até janeiro deste ano, foram registrados surtos regulares, mas a maioria dos casos concentrados em javalis selvagens nas províncias de Gifu e Aichi. Em 2018, segundo a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), os surtos de PSC no Japão levaram ao abate de 8.704 suínos.

Segundo essa notícia, "há razões para supor" que no Japão a disseminação da PSC "fica cada vez mais preocupante". Nas primeiras 5 semanas de 2019, mais de 18.369 suínos foram abatidos porque várias criações comprovaram a presença do vírus da PSC. No dia 6 de fevereiro, conforme a OIE, foram notificados vários surtos de PSC que atingiram planteis com quantidades variadas.

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Novo estudo evidencia que ligação entre o glifosato e o linfoma não-Hodgkin é mais forte do que o anteriormente relatado

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Novo estudo evidencia que ligação entre o glifosato e o linfoma não-Hodgkin é mais forte do que o anteriormente relatado

Novo estudo da Universidade de Washington, EUA, fornece a análise mais atualizada do agrotóxico glifosato e sua ligação com o linfoma não-Hodgkin (LNH), e incorpora um estudo realizado em 2018 em mais de 54 mil pessoas que trabalham como aplicadores de agrotóxicos licenciados. Vários estudos e avaliações internacionais tiveram conclusões diferentes sobre se esse agrotóxico leva ao câncer em humanos

New study shows that the link among glyphosate and non-Hodgkin's lymphoma is stronger than previously reported & New study by the University of Washington, USA, provides the most up-to-date analysis of glyphosate agrotoxicity and its linkage to non-Hodgkin lymphoma (LNH), and incorporates a study conducted in 2018 in more than 54000 people working as pesticide applicators Licensed. Several international studies and assessments had different conclusions about whether this agrotoxicity causes cancer in humans

 

Uso massivo glifosato dessecacao linfoma Afisa PR

Crédito imagem: GMO Sciense

 

Com base na notícia Exposure to Chemical in Roundup Increases Risk of Cancer – New Review do Sutainable Pulse de 14 de fevereiro de 2019, a  exposição ao agrotóxico glifosato — o ingrediente ativo do herbicida de amplo espectro mais utilizado no mundo — "aumenta em mais de 40% o risco de alguns tipos de câncer", de acordo com o estudo Exposure to Glyphosate-Based Herbicides and Risk for Non-Hodgkin Lymphoma: A Meta-Analysis and Supporting Evidence da Universidade de Washington, EUA.

A equipe de pesquisadores conduziu uma atualizada meta-análise — que considerou uma abrangente revisão da literatura disponível — e se concentrou em cada estudo realizado nos grupos mais expostos ao agrotóxico. Eles descobriram que "a ligação entre o glifosato e o linfoma não-Hodgkin é mais forte" do que o anteriormente relatado. As descobertas foram publicadas neste mês no jornal online Mutation Research/Reviews in Mutation Research.

"A análise se concentrou em fornecer a melhor resposta possível à questão de saber se o glifosato é ou não cancerígeno", disse a autora sênior Lianne Sheppard, professora do Department of Environmental and Occupational Health Sciences da Universidade de Washington. "Como resultado desta pesquisa, estou ainda mais convencida de que é", disse Sheppard.

O exame de cada estudo epidemiológico publicado entre 2001 e 2018 possibilitou aos pesquisadores determinaram que a exposição ao glifosato "pode aumentar o risco de linfoma não-Hodgkin em até 41%". Os pesquisadores priorizaram seu estudo na pesquisa epidemiológica em humanos, mas também consideraram as evidências constatadas em animais de laboratório.

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UE: novo escândalo da carne exige regulamentação mais rigorosa

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UE: novo escândalo da carne exige regulamentação mais rigorosa

Como fica o "autocontrole", ou seja, a privatização da fiscalização pública de produtos de origem animal? O governo do Paraná, através de portaria1 que introduz um "modelo" rejeitado pelo DIPOA do Ministério da Agricultura, na prática privatizou a fiscalização de produtos de origem animal nos frigoríficos que exigem a presença permanente de um fiscal agropecuário público

EU: New beef scandal requires hardest regulation & How is self-control, that is, the privatisation of public inspection of products of animal origin? The Government of Paraná state, through a ordinance1 that introduces a "model" rejected by the Ministry of Agriculture's  - DIPOA, in practice privatized the supervision of animal products in slaughterhouses that require the permanent presence of  agricultural inspector public.

 

Escandalo alimentar Polonia carne bovina

Crédito imagem: TVN24

Segundo a notícia Secret filming shows sick cows slaughtered for meat in Poland (por Christian Davies) do The Guardian de 27 de janeiro de 2019, imagens secretas denunciaram que animais doentes  contrabandeados para um frigorífico polonês que vendia carne com pouca ou nenhuma fiscalização. Esse escândalo alimentar chama a atenção para os "padrões de fiscalização" da Polônia que é um dos maiores exportadores de carne da União Europeia (UE).

As imagens secretas feitas no interior de um frigorífico polonês flagram animais tão doentes que eram incapazes de ficarem de pé, sendo arrastados de caminhões para o abate através de um guincho, com cordas amarradas em torno de seus chifres ou pernas.

Segundo o The Guardian, o abate dos animais doentes ocorria à noite, sem a presença de um médico veterinário no local, irregularidade que violava os padrões básicos de segurança alimentar. Os trabalhadores do frigorífico removiam partes das carcaças como feridas ou tumores, que poderiam indicar que os animais estavam doentes ou que ficaram deitados de lado por seguidos dias.

Especialistas que assistiram ao filme afirmaram que essa situação levanta a possibilidade de sérios riscos para a saúde das pessoas, e pediram que governo polonês atuasse rapidamente para notificar todos os Estados-membros da UE. Chris Elliott, professor de segurança alimentar da Queen's University de Belfast, fundador do Institute for Global Food Security e que, após o escândalo a carne de cavalo de 2013, liderou uma revisão independente feita pelo governo britânico sobre o sistema alimentar do Reino Unido, disse ao jornal inglês que parte da carne produzida pelo frigorífico irregular deixou a Polônia, desta forma, existe o potencial para um alerta de segurança alimentar em toda a UE, com o envolvimento de muitas agências reguladoras e potencialmente até mesmo o uso de forças policiais.

No final do ano passado, um repórter do Superwizjer, um programa televisivo policial transmitido pelo canal polonês de notícias TVN24, se infiltrou no frigorífico irregular e por quase três semanas trabalhou nele disfarçado.

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