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Agrotóxicos: estudo escocês revela a escala de suicídios por envenenamentos auto-infligidos intencionalmente

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Agrotóxicos: estudo escocês revela a escala de suicídios por envenenamentos auto-infligidos intencionalmente

Desde 1960, cerca de 15 milhões de pessoas em todo o mundo se suicidaram por envenenamentos auto-inflingidos intencionalmente por agrotóxicos, alerta o estudo escocês How many premature deaths from pesticide suicide have occurred since the agricultural Green Revolution? 

 

Crianças indianas lamentam a morte do pai 

Crianças perto de Nagpur, Índia, lamentam a morte de seu pai por suicídio por agrotóxico. Crédito imagem: The National 

 

Segundo a notícia Scale of suicides by pesticide poisoning revealed (por Universidade de Edimburgo) da Medical Press de 11 de setembro de 2019, desde 1960, cerca de 15 milhões de pessoas em todo se suicidaram  por envenenamentos auto-infligidos intencionalmente por agrotóxicos, conforme o estudo How many premature deaths from pesticide suicide have occurred since the agricultural Green Revolution? publicado em 9 de setembro de 2019 no Journal Clinical Toxicology, realizado por pesquisadores da Universidade de Edimburgo.

Nesse estudo, os pesquisadores escoceses alertam que durante a chamada "Revolução Verde", a introdução de agrotóxicos perigosos nas comunidades rurais pobres — quando nas décadas de 1950 e 1960 as novas tecnologias provocaram uma explosão na produção de produtos agrícolas — "é responsável por muitas dessas" milhões de mortes.

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Reino Unido: proibição do trânsito de animais pode ser economicamente prejudicial 

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Reino Unido: proibição do trânsito de animais pode ser economicamente prejudicial

Um estudo realizado por pesquisadores das universidades de Warwick e Bristol e do Colégio Imperial de Londres concluiu que a proibição do trânsito de animais em ampla escala, como forma de controle de surtos de doenças, pode se mostrar economicamente prejudicial

 

 FMD note

Crédito imagem: Wikipedia & 2001 United Kingdom foot-and-mouth outbreak

  

Com base na notícia Pig movement bans may be economically damaging (por Vincent ter Beek) do Pig Progress de 21 de agosto de 2019, esta é a conclusão do estudo The role of movement restrictions in limiting the economic impact of livestock infections publicado na Nature Sustainability, que se concentrou nos problemas da febre aftosa, da tuberculose bovina e do vírus da febre catarral ovina (língua azul). 

Em 2011, Reino Unido sofreu de um surto de febre aftosa, ocasião em que o trânsito de animais suscetíveis foi proibido em um esforço da fiscalização agropecuária britânica para evitar a propagação desta doença. Igualmente, em 2007, um surto de vírus da língua azul levou à proibição em larga escala do trânsito de ovinos em todo o leste da Inglaterra.  

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A PSA continua implacável na Ásia e na Europa Oriental

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A PSA continua implacável na Ásia e na Europa Oriental

Na Ásia até 200 milhões de suínos poderão ser abatidos na China; segundo as Nações Unidas, cerca de 1.170.000 suínos já foram abatidos nesse país em um esforço para deter a disseminação da mortal peste suína africana (PSA)

 

PSA 2019 OIE

Crédito imagem: OIE & WAHIS Interface (african swine fever), situação desde 1º de janeiro de 2019

 

Segundo a notícia African swine fever continues relentless spread through Asia and Europe (por Jessie Higgins) de 14 de agosto de 2019 da United Press International (UPI), a fiscalização agropecuária da Sérvia confirmou que a peste suína africana (PSA) infectou seus suínos, ocorrência que torna esse país o 18º a combater incurável doença.

A disseminação do vírus da PSA pelo mundo começou há um ano, quando foi inicialmente relatado na China. Desde então, ela se espalhou implacavelmente por esse país e além, para os países asiáticos vizinhos à China, antes de também se expandir à Europa Oriental.

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A PSA ameaça toda a indústria de suínos da Europa Oriental

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A PSA ameaça toda a indústria de suínos da Europa Oriental

A peste suína africana (PSA) não é uma "doença política"

 

ASF notification

Crédito imagem: Researchgate.net

 

Conforme a notícia African swine fever threatens Eastern European pork industry (por Elizabeth Schroeder) do Farmer's Weeklyde 7 de agosto de 2019, na Bulgária, em um esforço para impedir a disseminação do mortal vírus da peste suína africana (PSA) em todo o Leste da Europa, mais de 120.000 suínos já foram abatidos. O vírus da PSA já foi detectado em diversas criações da Europa Oriental, com 300 novos surtos registrados em julho apenas na Bulgária. Especialistas em saúde animal expressaram preocupação de que a PSA possa devastar a indústria de carne suína da União Europeia (UE) caso não seja contida.

Na Bulgária, o vírus da PSA foi detectado pela primeira vez nos suínos de uma aldeia de Vetren, na província de Pazardzhik, e agora há temores que esse país poderá perder toda a sua indústria de aproximadamente 600.000 suínos. No entanto, de acordo com relatos da mídia búlgara, centenas de agricultores estão protestando contra a a ordem do governo de abater todos os suínos existentes em uma zona sanitária de 20 km de raio em torno de todas as criações industriais registradas.Como a Bulgária é um dos países mais pobres da UE, muitos agricultores do sul desse país resisteà ordem da fiscalização agropecuária para eliminação dos suínos não infectados.

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DESTAQUES DA AFISA-PR

Opinião da Direx: a questão da febre aftosa

Opinião da Direx

A questão da febre aftosa

Como cansou de alertar para o bem do interesse público, a Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) lava suas mãos

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Gazeta do Povo: Greca, Ratinho, Boca Aberta. Veja as frases quentes da semana na política do PR

 

"Representante do outro lado da contenda, Antônio de Oliveira Sampaio, presidente da Sociedade Rural do Paraná, já aceita ser voto vencido, mas nem por isso desistiu de protestar oficialmente. Ele entende que, com o fim da vacinação, a fraca fiscalização transformaria o surgimento de qualquer foco da doença em 'uma catástrofe'.

[...] que conste em ata que fomos contra

Antônio de Oliveira Sampaio, presidente da Sociedade Rural do Paraná"
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Fiscal agropecuário sub-remunerado em início de carreira terá R$ 16,37 de "reajuste"

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Fiscal agropecuário sub-remunerado em início de carreira terá R$ 16,37 de "reajuste"

O governo não tem compromisso com a valorização profissional e justiça salarial do fiscal agropecuário do Paraná

 

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Primeiro, os governos Richa e Borghetti estabeleceram em prejuízo do fiscal agropecuário do Paraná uma redução salarial que hoje ultrapassa 17%; agora o governo Ratinho Junior através de um inaceitável projeto de lei oferece o "reajuste" de 0,5% a partir de outubro próximo, sem efeito financeiro retroativo. Na prática, isso equivale a 0,25% de "reajuste" — trata-se de uma humilhante esmola!

Essa equivocada "política salarial" comprova que o governo Ratinho Junior não tem compromisso com a valorização profissional e justiça salarial do fiscal agropecuário do Paraná; porém, engana-se ao acreditar que sua "política salarial" prejudica apenas o fiscal agropecuário do Paraná.

Há várias décadas, a sub-remuneração na base da carreira própria do fiscal agropecuário impede a construção de um quadro qualificado, adequado, estável e permanente. Essa base sub-remunerada é um fator limitante que prejudica todo o contexto de fiscalização agropecuária pública do Paraná.  

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Opinião da Direx: promessa do governo para nomear mais fiscais agropecuários não resolve

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Opinião da Direx: promessa do governo para nomear mais fiscais agropecuários não resolve

A promessa sem previsão de data do governo para nomear mais 80 fiscais agropecuários não resolve um dos problemas mais graves da fiscalização agropecuária do estado

 

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Segundo a notícia Gestão Ratinho propõe concurso de quase 6 mil vagas, sem previsão de data (por Catarina Scortecci) da Gazeta do Povo de 3 de julho de 2019, o governo promete:

 

(...) A ideia seria abrir 2.560 vagas de policiais militares, 400 de policiais civis (sendo 50 vagas de delegados e 50 de papiloscopistas e investigadores), 96 de peritos e médicos para a Polícia Científica, 1.269 de agentes de cadeia, 400 de profissionais de saúde, 80 de profissionais para a Adapar (Agência de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná) e 988 de professores (...).

 

A promessa sem previsão de data do governo para nomear mais 80 fiscais agropecuários não resolve um dos problemas mais graves enfrentados pela fiscalização agropecuária do estado: a sub-remuneração em prejuízo do fiscal da agropecuário em início de carreira, fator limitante que impede a formação de um quadro de fiscais agropecuários qualificado, adequado, estável e permanente.  

O governo, ao invés de corrigir o problema da sub-remuneração na base da carreira própria — e antes de promover novas nomeações —, ignorou (como já era esperado) a correção proposta por esta Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR), que se fosse implementada, proporcionaria plena valorização profissional com justiça salarial ao fiscal agropecuário, sobretudo, em benefício de um setor do serviço público que deveria ser considerado pelo governo como estratégico e fundamental para os indicadores socioeconômicos do Paraná.   

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Peste suína africana reduzirá em 35% a suinocultura China

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Peste suína africana reduzirá em 35% a suinocultura China

A política do governo do Paraná pelo fim da vacinação contra a febre aftosa ampara-se também na alavancagem dos negócios da suinocultura. Porém, o mesmo governo, mediante a adoção de uma "política salarial" — que deve ser específica e setorizada para sanar um problema de uma carreira própria com baixo contingente — flagrantemente equivocada, impede plena valorização profissional com justiça salarial à carreira própria do fiscal da defesa agropecuária, erro crucial de gestão pública que impede a formação de um quadro profissional qualificado, adequado, estável e permanente

 

PSA injustica salarial governo Parana fiscal agropecuario Afisa

Crédito imagem: RTL

 

Há relação do Estado do Paraná com a endemia da peste suína africana (PSA) que devasta a maior população de suínos do mundo da China? Sim, pois essa tragédia é um claro exemplo de que é preciso priorizar uma política pública eficiente, permanente e de longo prazo que também preconize valorização profissional com justiça salarial em benefício da fiscalização agropecuária e da carreira do fiscal da defesa agropecuária do Estado do Paraná.

Essa medida é necessária para proteger os negócios da agropecuária de catastróficas doenças como a PSA etc. — inclusive, para manter a condição do Estado do Paraná como área livre de peste suína clássica (PSC) —, para que elas não ingressem e se disseminem no território paranaense.

Até o momento, infelizmente, não é plena essa política pública.

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O Paraná não valoriza com justiça salarial seu fiscal agropecuário

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O Paraná não valoriza com justiça salarial seu fiscal agropecuário

É essa a qualidade da política do governo em turno — que afirma que os negócios da agropecuária são prioritários ao estado — em "benefício" da fiscalização agropecuária pública do Paraná?

 

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O subsídio de início de carreira é inadequado e injusto e impede em prejuízo do Paraná a formação de quadro de fiscais agropecuários públicos qualificado, adequado, estável e permanente.

Nos EUA a introdução da peste suína africana (PSA) tem potencial para causar US$ 10 bilhões por ano em prejuízos contra seu setor de suinocultura.

E qual seria o prejuízo contra o Paraná? Certamente muitos milhões de reais por ano. 

E quanto custa uma política competente e eficiente de valorização profissional com justiça salarial em favor da carreira própria (Lei 17.187/2012) do fiscal da defesa agropecuária do Paraná? Obviamente, quase nada ao erário, visto que essa carreira própria conta com poucos integrantes.

Desde 2012, ano em que a carreira de fiscalização da defesa agropecuária foi criada, não houve nenhuma política pública de sucessivos governos estaduais para resolver de forma definitiva a desvalorização profissional e a injustiça remuneratória que prejudica o fiscal da defesa agropecuária do estado. Hoje, em decorrência dessa grave deficiência, esse estratégico e fundamental profissional é prejudicado pela imposição do menor custo salarial entre os principais setores da Administração Pública que prestam serviços em favor da agropecuária do Paraná. 

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