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Casal Hardeman: 'Eles deveriam estar conosco quando estávamos na enfermaria de quimioterapia'

O jornal britânico The Guardian revelou (por Sam Levin) a luta do agricultor norte-americano Edwin Hardeman, 70, que provou a um júri de uma corte federal dos EUA a causa do seu linfoma não-Hodgkin (LNH)

Hardeman Couple: 'They should be with us when we were in the chemotherapy ward' & The British newspaper The Guardian revealed (by Sam Levin) The fight of U.S. farmer Edwin Hardeman, 70 years old, who proved to a jury of a USA federal court the cause of his non-Hodgkin lymphomaHodgkin lymphoma (NHL) 

 

Hardeman julgamento Roundup California EUA

Crédito imagem: Genetic Literacy Project

 

Com base na notícia The family that took on Monsanto: 'They should've been with us in the chemo ward' (por Sam Levin) do The Guardian de 10 de abril de 2019, o agricultor Edwin Hardeman, 70, havia passado por seis sessões de quimioterapia em 2015, quando assistiu a um relato na TV que disse que a exposição a um popular agrotóxico poderia levar ao exato câncer que estava destruindo sua vida. Pela primeira vez, esse californiano teve uma possível explicação para sua doença.

O que ele não imaginada era que, quatro anos depois, ele se tornaria a primeira pessoa a provar em um tribunal federal dos EUA que um agrotóxico à base de glifosato "havia causado seu linfoma não-Hodgkin" (LNH) e que, no âmbito desse processo judicial, "ajudaria a revelar segredos considerados condenatórios" em desfavor do fabricante desse agrotóxico e "sua influência na ciência e no governo dos EUA".

"Espero que esta seja uma reviravolta significativa na história da Monsanto", disse Hardeman em uma recente manhã em sua casa em Windsor, sua primeira entrevista desde que um júri decidiu que "a companhia era responsável por seu câncer" e lhe devia US$ 80 milhões em danos. "Talvez eles finalmente façam a coisa certa", disse Hardeman. 

Segundo o The Guardian, a Monsanto, agora propriedade da companhia alemã Bayer, "não deu indicações de que planeja mudar" seus planos. Mas o triunfo de Hardeman no Tribunal, "superando até mesmo um juiz que era abertamente hostil ao seu caso" poderá agora "afetar dezenas de milhares" de norte-americanos "que sobreviveram ao câncer e suas famílias" nos tribunais dos EUA — e isso poderá "afetar a indústria de agrotóxicos nos próximos anos".

 

Hardeman como o "o rosto" de uma luta

Edwin Hardeman e sua esposa, Mary, nunca esperaram que se tornassem de fato líderes dessa luta em uma corte federal dos EUA contra o agrotóxico mais usado no mundo. O casal só queria que a Monsanto "reconhecesse os perigos do seu agrotóxico" — e "potencialmente salvasse outras famílias do horror que elas suportavam".

 

 

Hardeman, cujo câncer está em remissão, disse ao The Guardian: "Isso é algo que foi notório para mim. Foi minha batalha pessoal e eu queria fazer [desse caso] um círculo completo". "Tem sido uma longa jornada". Sua esposa Mary afirmou que irritava-se "quando pensava na continuada defesa" da companhia Monsanto em favor do seu agrotóxico: "Eles deveriam estar conosco quando estávamos na enfermaria de quimioterapia… sem saber o que fazer para aliviar a dor".  

A companhia norte-americana Monsanto foi a primeira a lançar o Roundup no mercado em 1974, quando apresentou este herbicida, cuja formulação comercial usa o ingrediente ativo glifosato — no Brasil, com monografia autorizada pela agência federal responsável e, no Estado do Paraná, com 89 marcas comerciais cadastradas e autorizadas pelo governo com base na legislação estadual vigente —, "como um avanço eficaz em eliminar ervas daninhas e com segurança". Esse "agrotóxico rendeu à companhia bilhões em receita por ano, e o ingrediente glifosato tornou-se "onipresente no meio ambiente — com traços residuais na água, na comida e na urina dos agricultores".

Porém, a "pesquisa contestou repetidamente as afirmações da Monsanto de que o Roundup era seguro". O ponto culminante dessa controvérsia deu-se em 2015 devido a uma importante decisão tomada pela International Agency for Research on Cancer (IARC) da Organização Mundial da Saúde (OMS), que concluiu que o glifosato deve ser classificado como "provavelmente carcinogênico para humanos".

A classificação de carcinogenicidade da IARC "abriu as portas" para litígios judiciais que alegam que a exposição ao agrotóxico Roundup causou o linfoma não Hodkgin (LNH), um tipo de câncer que afeta o sistema imunológico das pessoas.

Por quase três décadas até 2012, Hardeman frequentemente pulverizou o Roundup em suas propriedades — começou ao redor da sua casa em uma cidade costeira da Califórnia chamada Gualala e terminou em sua propriedade rural de 22,66 hectares na cidade de Santa Rosa, onde o pulverizava sobre o carvalho venenoso. Nunca ocorreu a Hardeman "que essa prática colocava sua saúde em risco": [nos EUA] "É um produto que é tão amplamente usado. Está em todas as lojas de construção de casas. Não há etiqueta de aviso", disse Hardeman ao The Guardian.

No dia de Natal de 2014, Hardeman descobriu um nódulo linfático inchado no pescoço e mais tarde foi diagnosticado com o LNH em estágio três. Hardeman não reconheceu o termo glifosato, quando assistiu ao noticiário da TV sobre a decisão do IARC. Naquela época, os efeitos colaterais da quimioterapia o haviam devastado - causando violentas náuseas, um inchaço que tornou seu rosto irreconhecível e aterrorizantes choques elétricos que sacudiam seu corpo. Mas quando ele percebeu que o glifosato era o principal ingrediente da formulação comercial do Roundup e que a pesquisa científica sugeria que este agrotóxico "poderia ser o responsável por sua forma de LNH, um linfoma difuso de grandes células B, 'ele clicou'": "Isso me atingiu. Tem alguma coisa acontecendo aqui".

Em fevereiro de 2016, segundo a notícia, Hardeman entrou com uma ação judicial contra a Monsanto. Como centenas de outros sobreviventes de câncer e de famílias que perderam seus entes queridos ingressaram com muitos processos judiciais paralelos, eles foram consolidados (bellwether trial) como um só caso sob a responsabilidade do juiz federal Vince Chhabria em San Francisco, Califórnia, EUA. O juiz Chhabria selecionou Hardeman para ser o primeiro – nos EUA isto se chama "teste de tendência", o que significa que este seria o "caso oficial" que se tornasse representativo para todos os demais litígios subsequentes. 

 

"Aprender que eu seria o autor, o único, a face do... litígio, foi um choque" (Hardeman)

Segundo o The Guardian, o casal Hardeman que está unido há 44 anos, afirmou que não era "tão avesso à atenção e que sequer contaram para parentes próximos sobre o processo ao longo de sua luta de anos". Mas "antes de Hardeman e Mary tomarem a decisão e terem suas fotos espalhadas pelos sites de notícias, o litígio da Califórnia já estava fazendo ondas em todo o mundo". Isso porque, "apesar dos melhores esforços da Monsanto, o juiz ordenou a abertura dos seus principais documentos internos" que surgiram durante o transcorrer desse julgamento — registros que, pela primeira vez, "revelaram a conduta da Monsanto 'a portas fechadas'".

 

"Descobrindo a estratégia da Monsanto: [Hardeman] 'fiquei chocado'"

Segundo The Guardian, "os e-mails e documentos não lacrados sugeriam que a Monsanto 'durante anos tinha uma estratégia de relações públicas que envolvia atacar negativamente estudos científicos desfavoráveis, escrever através de escritores-fantasma1 e promover estudos científicos favoráveis". Em um e-mail, conforme o The Guardian, "um executivo da Monsanto aconselhou" seus pares "a serem cautelosos sobre como eles descreveriam a segurança do agrotóxico, alertando: 'Você não pode dizer que o Roundup não é um agente cancerígeno… não fizemos os testes necessários na [comercial] formulação para fazer essa afirmação"". Ainda, conforme o The Guardian, através de um outro e-mail "funcionários da Monsanto também falaram em particular sobre a companhia escrever estudos científicos que seriam na verdade escritos por pesquisadores", pois ao fazer isso "mantinham o custo baixo" e [os escritores-fantasma] "eles apenas os editariam e assinariam seus nomes".

Os documentos revelados também "lançaram uma luz sobre o confortável relacionamento da Monsanto com os reguladores do governo norte-americano e sua campanha na mídia para combater a decisão da IARC (segundo a notícia, "a companhia disse que era aberta sobre seu envolvimento em pesquisa científica). "Um executivo acabou revelando que a companhia tinha um orçamento de aproximadamente US$ 17 milhões para relações públicas" e também relações públicas vinculadas "à IARC e ao glifosato".

 

 

 

 

Hardeman disse: "Eu não acho que percebi a importância do meu caso para desencadear uma investigação sobre os arquivos da Monsanto, o que ninguém jamais foi capaz de fazer". No entanto, os registros ajudaram um outro queixoso, Dewayne "Lee" Johnson, o primeiro a enfrentar a Monsanto em um julgamento em tribunal estadual, a obter uma histórica vitória no ano passado, ocasião em que um júri decidiu que essa companhia "havia 'agido com malícia' e foi 'responsável'" pelo câncer de Johnson. "Fiquei tão horrorizado com a conduta da Monsanto", disse Hardeman ao The Guardian, lembrando como ela "nunca retornou os telefonemas de Johnson", um ex-jardineiro de uma escola que sofre de linfoma não-Hodkgin em fase terminal.

Embora o veredito do tribunal estadual fosse um bom presságio para a causa de Hardeman, ele logo enfrentou uma inesperada barreira que parecia potencialmente intransponível: o juiz Chhabria "impediu seus  advogados de discutirem qualquer assunto sobre a conduta da Monsanto" e também "restringiu os queixosos de fornecerem ao júri informações básicas" sobre a vida de Hardeman. O juiz disse que a primeira fase do julgamento deveria ser estritamente sobre ciência e se o Roundup realmente causou o câncer do queixoso e chegou a emitir uma sanção de US$ 500 contra Aimee Wagstaff sua advogada, por violação das suas ordens. O juiz também não permitiu a apresentação ao júri da esposa de Hardeman e disse que seus advogados não poderiam mostrar nenhuma uma foto dele durante as declarações finais. "Foi muito difícil  de acompanhar e assistir", disse Hardeman, recontando ao The Guardian os "ataques de Chhabria à sua advogada".

 

Hardman, mesmo assim, ganhou a causa

"As limitações incomuns e severas tornaram a mensagem da vitória ainda mais poderosa", disse a advogada de Hardeman, Aimee Wagstaff, em uma entrevista: "Fomos forçados, acima de nossas objeções, a discutir apenas a ciência. Qualquer argumento da Bayer ou da Monsanto de que este foi um júri simpático ao Sr. Hardeman... simplesmente não é apoiado pelos fatos". Porém, como a ciência comprovou2 a causa do câncer de Hardeman, sua equipe de advogados foi finalmente autorizada pelo juiz Chhabria "a apresentar evidências e argumentos sobre o comportamento 'desprezível' e 'imprudente' da Monsanto — e isso também foi um sucesso". O júri "considerou que a Monsanto foi negligente e lhe devia US$ 80 milhões em danos". Poucos minutos após o veredicto final, um porta-voz da Bayer emitiu uma resposta de que a companhia estava desapontada com a decisão do júri e que apelaria contra esse veredicto.

 

Hardeman: "Eu me preocupo com a geração mais jovem"

Conforme a notícia, nos tribunais federais dos EUA existem cerca de 1.200 queixosos com casos semelhantes de câncer supostamente vinculado ao agrotóxico em causa — e cerca de 11.000 nesse país. Apesar de dois veredictos judiciais terem decidido "que o Roundup causa câncer", a defesa da companhia não mudou: "o Roundup é seguro para uso". "Continuamos a acreditar fortemente no confiável e extenso corpo de ciência que apoia a segurança do Roundup e no qual reguladores de todo o mundo continuam a basear suas próprias avaliações favoráveis", disse um porta-voz da Bayer. "Nossos clientes contam com esses produtos há mais de 40 anos e estamos satisfeitos com o contínuo suporte deles".

Segundo o The Guardian, "a Bayer enfrenta uma reação de investidores e uma queda no preço de ações devido à controvérsia do Roundup", com isso, ela pode "ser pressionada a negociar um grande acordo com os queixosos, após a vitória judicial de Hardeman".

Hardeman disse que o mínimo que a companhia poderia fazer é alertar os consumidores: "Dê-nos a chance de decidir se queremos usá-lo ou não... Tenha alguma compaixão pelas pessoas". Hardeman disse que também o perturbou o fato de que a companhia ainda não tenha realizado "seu próprio estudo sobre a carcinogenicidade do Roundup, mesmo depois de todos esses anos (segundo a notícia, a Monsanto sustenta que 'foi além do que era necessário para testar os riscos de exposição' ao agrotóxico)".

"Eu me preocupo com a geração mais jovem", disse Hardeman. "Por que você não testou este agrotóxico? Por que? Você tem o dinheiro. Você tem medo da resposta?"

_________

1 Na notícia do The Guardian cita ghostwriting, um escritor-fantasma (ghost writer, em inglês), ou seja, "é como se chama uma pessoa que, tendo escrito uma obra ou texto, não recebe os créditos de autoria — ficando estes com aquele que o contrata ou compra o trabalho" (Fonte: Wikipédia). Assim, o ghost-writer é uma pessoa que escreve, por exemplo, um estudo científico, mediante encomenda de uma pessoa que irá constar como "autora" desse estudo científico.

2 No Brasil, a Lei 7.802/1989, art. 3º, § 6º, c, proíbe o registro de agrotóxicos — consequentemente o cadastramento no âmbito do estado —, seus componentes e afins que revelem características carcinogênicas, de acordo com os resultados atualizados de experiências a comunidade científica.

Modificado em 13-4-2019 em 10:27

 

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21-3-2019 - Rede Brasil Atual & Agrotóxico glifosato tem nova condenação nos EUA por causar câncer [O júri ainda vai julgar a responsabilidade da Bayer, dona da Monsanto, que desenvolveu a fórmula. Em fevereiro, a Anvisa liberou o produto no Brasil, ignorando pesquisas que o apontam como cancerígeno]

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21-3-2019 - El País & Justiça dos EUA considera que herbicida da Monsanto liberado no Brasil causou segundo caso de câncer [A nova derrota judicial pode servir de precedente para milhares de ações contra o pesticida Roundup]

 

 

20-3-2019 - RFI & Ações da Bayer despencam após segunda condenação do glifosato na origem de um câncer [As ações do grupo alemão Bayer caíram mais de 10% na manhã desta quarta-feira (20) na bolsa de valores de Frankfurt, na Alemanha. A degringolada acontece no dia seguinte de a justiça americana considerar, pela segunda vez, o glifosato – princípio ativo do herbicida Roundup, marca comprada pela Bayer – como um produto cancerígeno]

20-3-2019 - CNN & Jurors say Roundup contributed to a 2nd man's cancer. Now thousands more cases against Monsanto await [A federal jury dealt a huge blow to Monsanto, saying its popular weedkiller Roundup was a substantial factor in causing a California man's cancer. It's the second time in eight months that a jury has reached such a decision. But Edwin Hardeman's case against Monsanto is the first to be tried in federal court. And thousands of similar cases are still pending at the federal or state level]

20-3-2019 - BBC News & Weedkiller glyphosate a 'substantial' cancer factor [A US jury has found that one of the world's most widely-used weedkillers was a "substantial factor" in causing a man's cancer. Pharmaceutical group Bayer had strongly rejected claims that its glyphosate-based Roundup product was carcinogenic. But the jury in San Francisco ruled unanimously that it contributed to causing non-Hodgkin's lymphoma in California resident Edwin Hardeman. The next stage of the trial will consider Bayer's liability and damages]

20-3-2019 - Brasil de Fato & Júri nos EUA considera que o glifosato, herbicida mais usado no Brasil, causa câncer [Corte da Califórnia viu relação causal entre câncer e a exposição ao Roundup, herbicida da Bayer à base de glifosato]

20-3-2019 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & EUA: júri concluiu que o agrotóxico foi 'fator substancial' para câncer de agricultor [Depois de deliberar por uma semana o júri, integrado por cinco mulheres e um homem, chegou a um veredicto unânime em favor do agricultor Ed Hardeman, 70. Para chegar a essa decisão, o júri efetivamente rejeitou o argumento do fabricante do agrotóxico glifosato de que "não há como se saber o que causou seu linfoma não-Hodgkin" & USA: Jury concluded that agrotoxicity was'substantial factor' for farmer's cancer & After deliberating for a week the jury, integrated by five women and a man, reached a unanimous verdict in favor of farmer Ed Hardeman, 70. To reach this decision, the jury effectively rejected the manufacturer's argument of the agrotoxic glyphosate that "there isn't to know how what caused his non-Hodgkin's lymphoma"]

 

 

19-3-2019 - Environmental Working Group (EWG) & EWG: Verdict in Roundup Trial Latest Blow to Bayer-Monsanto's Claims Glyphosate Doesn't Cause Cancer [Today's verdict in favor of a California man who said his cancer was caused by exposure to Bayer AG's Roundup weedkiller is further evidence that glyphosate, the herbicide's active ingredient, is carcinogenic to humans, said Environmental Working Group President Ken Cook]

 

 

19-3-2019 - The Guardian & Monsanto: Roundup substantial factor in man's cancer, jury finds in key verdict [Federal jury’s decision in case of man who said he used weedkiller for decades could affect hundreds of other plaintiffs]

 

 

19-3-2019 - Sustainable Pulse & California Jury Finds Roundup Weedkiller to be 'Substantial Factor' in Causing Man's Cancer [A California federal jury found Tuesday that Monsanto's Roundup weedkiller was likely a substantial factor in causing a man’s cancer, delivering a major blow to the Bayer AG unit in the first such federal bellwether trial and setting the stage for a second phase to determine damages]

18-3-2019 - Environmental Health News & What's the world's most widely used herbicide doing to tiny critters? [Glyphosate-based herbicides are not supposed to harm wildlife. But lab studies keep finding otherwise]

17-3-2019 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & Cientistas encontram novas evidências preocupantes entre agrotóxicos à base de glifosato e câncer [Um novo estudo — Exposure to Glyphosate-Based Herbicides and Risk for Non-Hodgkin Lymphoma: A Meta-Analysis and Supporting Evidence — sugere que pessoas expostas a "grandes doses" de agrotóxicos à base de glifosato "têm um risco elevado de desenvolver o linfoma não-Hodgkin" & Scientists find new worrying evidence of glyphosate-based pesticides and cancer & A new study - Exposure to Glyphosate-Based Herbicides and Risk for Non-Hodgkin Lymphoma: Meta-Analysis and Supporting Evidence - suggests that people exposed to "large doses" of glyphosate-based pesticides have a high risk of developing lymphoma non-Hodgkin's"]

 

 

17-3-2019 - Sustainable Pulse & New US Bill Aims to Limit Children's Exposure to Glyphosate Herbicides [Rep. Rosa DeLauro (D-Conn.) introduced legislation Friday to dramatically limit American children's exposure to glyphosate, the active ingredient in Monsanto's Roundup weedkiller, in food. The bill would not only ban pre-harvest spraying of glyphosate on oats but also require the federal government to test foods popular with children for the herbicide, which has been linked to cancer]

15-3-2019 - Press Release/Rosa DeLauro & DeLauro Introduces Keep Food Safe from Glyphosate Act [This week, Congresswoman Rosa DeLauro (CT-03) introduced the Keep Food Safe from Glyphosate Act, new legislation that would overturn the Trump Administration's decision to ignore glyphosate residues in the United States Department of Agriculture's (USDA) annual pesticide residue monitoring survey. Exposure to glyphosate—the weed killer made popular by Monsanto—was recently found to increase the risk of cancer by 41%. "American families deserve to know that the food they are eating and feeding to their children is safe," said Congresswoman DeLauro. "But that is not the case because the Trump Administration refuses to test our food for dangerous chemicals like glyphosate—an herbicide linked to increased risk of cancer. That is unconscionable. Congress needs to pass the Keep Food Safe from Glyphosate Act to ensure corporations are not profiting at the expense of Americans' health."]

 

 

15-3-2019 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & Na "dose segura": novo estudo toxicológico revela efeitos nocivos dos GBHs [Novo estudo, realizado por várias instituições científicas independentes em todo o mundo, descobriu que a exposição aos agrotóxicos herbicidas à base do i. a. glifosato [glyphosate-based herbicides (GBHs)] causou efeitos reprodutivos e de desenvolvimento em ratos machos e fêmeas, em um nível de dose tido nos EUA "como seguro" (1,75 mg/ kg pc/dia) - In the "safe dose": new toxicological study shows harmful effects of GBHs & A new study, made by several independent scientific institutions around the world, found that exposure to herbicide-based herbicides I.A. glyphosate-based herbicides (GBHs) caused reproductive and developmental effects in male and female rats at a dose level in the US "as safe" (1.75 mg / kg bw / day)]

 

 

14-3-2019 - Mother Jones & Scientists Found Worrisome New Evidence About Roundup and Cancer [A closely watched lawsuit against the weedkiller’s maker hinges on the link]

14-3-2019 - Rede Brasil Atual & Nota técnica da Anvisa sobre glifosato ignora riscos à saúde da população [Documento do órgão afirma, por exemplo, que o agrotóxico não provoca mutação genética nem é cancerígeno, negando diversos estudos do meio científico. A nota técnica divulgada pela Anvisa sobre o uso de glifosato no Brasil, agrotóxico mais utilizado no país, "não é séria", segundo análise da pesquisadora do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP), Larissa Mies Bombardi, autora do Atlas Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia]

 

 

13-3-2019 - Sustainable Pulse & Global Glyphosate Study Pilot Phase Shows Reproductive and Developmental Effects at 'Safe' Dose [A new study, performed by multiple independent scientific institutions around the world, has found that exposure to glyphosate-based herbicides (GBHs), including Roundup, caused reproductive and developmental effects in both male and female rats, at a dose level currently considered safe in the U.S. (1.75 mg/kg bw/day)]

13-3-2019 - Organic Consumers Association & Judge in Second Roundup Cancer Trial Worked for Firm that Defended Monsanto [On March 12, both sides in the Edwin Hardeman vs. Monsanto case delivered their closing arguments in San Francisco Federal Court. Hardeman sued Monsanto (now owned by Bayer), alleging that his longtime use of Roundup weedkiller caused his non-Hodgkin lymphoma cancer. The jury could return its verdict any day now. The six-juror panel must return a unanimous decision, or a mistrial will be called. A new trial would likely take place in May. If the jury returns a guilty verdict, the case will enter the second phase, where Monsanto’s liability will be determined and damages may be awarded to the plaintiff. This week’s closing  arguments followed a recent favorable ruling for the plaintiff—this despite new revelations about Chhabria’s past ties to Monsanto]

 

 

13-3-2019 - Le Monde & Le glyphosate suspecté d’être un perturbateur endocrinien [Une étude, publiée le 12 mars par un consortium international de chercheurs, ajoute une nouvelle controverse sur ce produit déjà soupçonné d’être génotoxique ou cancérogène]

 

 

11-3-2019 - The Ramazzini Institute & Global Glyphosate Study Pilot Phase Shows Reproductive and Developmental Effects at 'Safe' Dose [A new study has found that exposure to glyphosate-based herbicides (GBHs), including Roundup, caused reproductive and developmental effects in both male and female rats, at a dose level currently considered safe in the U.S. (1.75 mg/kg bw/day)]

 

 

10-3-2019 - Folha de S.Paulo & Licença para envenenar [No Congresso já houve CPI dos agrotóxicos; todos acharam melhor seguir 'o curso normal' (...) O Conselho de Pesquisa Científica da ONU denunciou o agrotóxico glifosato, na semana passada, como potencial causador de câncer. A França estabeleceu, há pouco, duras restrições a determinados agrotóxicos (...). A União Europeia proibiu o uso do agrotóxico atrazina e, já numerosos agrotóxicos com restrições, seguem-se outros. Todos eles, e muitos outros, por ameaça ao consumidor e envenenamento do meio ambiente. Esses agrotóxicos estão, porém, nos pratos e marmitas do almoço e do jantar brasileiros, no café da manhã e no lanche, em doses e guloseimas. E no ar (...)"]

 

 

8-3-2019 - WPBF & Lake Worth woman files billion dollar lawsuit against Bayer [Melanie LaFond blames RoundUp weed killer for her throat cancer]

 

 

8-3-2019 - Brasil de Fato & "Brasileiro sofre com problemas crônicos por uso de agrotóxicos", afirma pesquisadora [No programa Entre Vistas, da TVT, Larissa Bombardi ressaltou os perigos da aplicação intensiva de venenos nas lavouras]

 

 

7-3-2019 - Sustainable Pulse & European Court of Justice Orders EU Regulators to Publicly Release Secret Industry Glyphosate Studies [The European Court of Justice (ECJ) has ordered the European Food Safety Authority (EFSA) to release all of the secret carcinogenicity and toxicity pesticide industry studies on glyphosate to the general public, in a huge legal victory for public health protection. The full ECJ press release, published Thursday (...)]

7-3-2019 - Monitor Mercantil & Glifosato: consulta pública da Anvisa sobre o 'veneno' manipula dados [​​​​​​​Liberação de novos agrotóxicos para a agricultura atinge níveis preocupantes no governo Bolsonaro]

 

 

15-2-2019 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & Novo estudo evidencia que ligação entre o glifosato e o linfoma não-Hodgkin é mais forte do que o anteriormente relatado [Novo estudo da Universidade de Washington, EUA, fornece a análise mais atualizada do agrotóxico glifosato e sua ligação com o linfoma não-Hodgkin (LNH), e incorpora um estudo realizado em 2018 em mais de 54 mil pessoas que trabalham como aplicadores de agrotóxicos licenciados. Vários estudos e avaliações internacionais tiveram conclusões diferentes sobre se esse agrotóxico leva ao câncer em humanos & New study shows that the link among glyphosate and non-Hodgkin's lymphoma is stronger than previously reported & New study by the University of Washington, USA, provides the most up-to-date analysis of glyphosate agrotoxicity and its linkage to non-Hodgkin lymphoma (LNH), and incorporates a study conducted in 2018 in more than 54000 people working as pesticide applicators Licensed. Several international studies and assessments had different conclusions about whether this agrotoxicity causes cancer in humans]

19-1-2019 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & UE: avaliação da renovação do uso do agrotóxico glifosato foi baseada em plágio? [Relatório para o Parlamento Europeu sustenta que a renovação do uso do agrotóxico glifosato na União Europeia (EU) foi baseada em texto plagiado produzido pela própria Monsanto. Members of the European Parliament (MEPs) afirmam que relatório para o Parlamento Europeu "explica por que os reguladores da UE descartaram alertas sobre o perigo desse agrotóxico" & EU: Evaluation of the renewal of the use of agrotoxic glyphosate was based on plagiarism? & Report to the European Parliament maintains that the renewal of the use of glyphosate in the European Union (EU) was based on plagiated text produced by Monsanto itself. Members of the European Parliament (MEPs) state that a report to the explains why EU regulators have ruled out warnings about the danger of agrochemicals"]

11-12-2018 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & China deve introduzir um LMR ao agrotóxico glifosato [A China deve introduzir um limite máximo de resíduo (LMR) de 200 partes por bilhão (ppb) ou menos ao agrotóxico glifosato, em todos as commodities agrícolas que importa, incluindo grãos, soja e outras leguminosas antes do final de 2019, segundo fontes do Sustainable Pulse & China should introduce an MRL to the agrotoxic glyphosate & China should introduce a maximum residue limit (MRL) of 200 parts per billion (ppb) or less to the agrotoxic glyphosate, in all agricultural commodities that matter, including grains, soybeans and other legumes before the end of 2019, according to sources of Sustainable Pulse]

9-12-2018 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & EUA: relatório do CEH denuncia altos níveis de glifosato em mais de 70% dos lanches à base de cereais [O agrotóxico glifosato, o ingrediente ativo do herbicida mais utilizado no mundo, é aplicado em fazendas que cultivam milho, soja, aveia e centenas de outras culturas. Desses cultivos, o agrotóxico pode fazer o seu caminho para a comida & USA: Report of the CEH denounces high levels of glyphosate in more than 70% of cereal-based snacks & The agrotoxic glyphosate, the active ingredient of the most widely used herbicide in the world, is applied in farms that cultivate maize, soybean, oats and hundreds of other crops. Of these crops, agrochemicals can make their way to food]

9-11-2018 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & O relatório da ONU contra os agrotóxicos não pode ser esquecido ["Usar mais agrotóxicos não tem nada a ver com a eliminação da fome. Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), somos capazes de alimentar 9 bilhões de pessoas hoje. A produção está definitivamente aumentando, mas o problema é a pobreza, a desigualdade e a distribuição [de alimentos]". — Hilal Elver, relatora especial da ONU sobre o direito à alimentação & The UN report against pesticides can't  be forgotten & "Using more pesticides has nothing to do with the elimination of hunger. According to the United Nations Food and Agriculture Organization (FAO), we're able to feed 9 billion people today. The production is definitely increasing, but the problem is poverty, inequality and distribution [of food]". — Hilal Elver, UN Special rapporteur on the right to food]

20-10-2018 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & União Europeia (UE): investigações do britânico The Independent e do Greenpeace revelaram tática de lobby em favor do glifosato [Ambientalistas acusaram os organizadores de uma "campanha de lobby de seis dígitos" destinada a defender um polêmico agrotóxico com o emprego de "táticas dos lobistas do tabaco" & European Union (EU): investigations by the British the Independent and Greenpeace revealed lobbying tactics in pro of glyphosate & Environmentalists accused the organizers of a "six-digit lobbying campaign" aimed at defending an agrotoxic polemic with the Use of "tobacco lobbyists' tactics"]

4-10-2018 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & Relatórios da FDA e da Cornell University mostram resíduos do agrotóxico glifosato em milho, soja e ração animal [Em 1999, o "nível seguro" (MRL, em inglês) estabelecido pela EPA para soja foi elevado de 0,1 mg / kg (100 ppb) para 20 mg / kg (20.000 ppb) nos EUA e na Europa. Da mesma forma, em 2004, o Limite Máximo de Resíduo (LMR) do agrotóxico glifosato no Brasil para soja foi elevado de 0,2 mg / kg (200 ppb) para 10 mg / kg (10.000 ppb) & FDA and Cornell University reports show residues of agrotoxic glyphosate in maize, soybean and animal feed & In 1999, the "Safe level" (MRL) established by the EPA for soybean was elevated from 0.1 mg/kg (100 ppb) to 20 mg/kg (20,000 ppb) in the U.S.A. and Europe. Similarly, in 2004, the maximum residue limit (MRL) of glyphosate agrotoxicity in Brazil for soybean was elevated from 0.2 mg/kg (200 ppb) to 10 mg/kg (10,000 ppb)]

19-8-2018 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & Opinião da Direx: agrotóxico glifosato e o alegado "risco zero para a saúde" [Diretor da Sociedade Rural Brasileira afirma em notícia que o "glifosato tem risco zero para a saúde" das pessoas e que o Ministério Público Federal quer "transformar 'disparates' em 'verdades absolutas'"; porém, a realidade toxicológica da formulação comercial do agrotóxico à base de glifosato é outra & Opinion by Direx: agrotoxic glyphosate and the alleged "zero risk to health" & Director of the Brazilian Rural Society says in the news that "glyphosate has zero risk to people's health" and that the Federal Public Ministry wants to "in 'absolute truths' "But the toxicological reality of the commercial formulation of glyphosate-based pesticide is another]

10-8-2018 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & Opinião da Direx: o caso do agrotóxico glifosato [Cancelamento de registro, reavaliação toxicológica, câncer e julgamento nos EUA & Direx's Opinion: The Case of Agrotoxic Glyphosate & Cancellation of Registration, Toxicological re-evaluation, cancer and trial in the U.S.]

2-2-2016 - Newsweek & Glyphosate now the most-used agricultural chemical ever [The world is awash in glyphosate, the active ingredient in the herbicide Roundup, produced by Monsanto. It has now become the most heavily-used agricultural chemical in the history of the world, and many argue that’s a problem, since the substance comes with concerning albeit incompletely-determined health effects .A study published Tuesday in the journal Environmental Sciences Europe reveals that Americans have applied 1.8 million tons of glyphosate since its introduction in 1974. Worldwide, 9.4 million tons of the chemical have been sprayed onto fields. For comparison, that’s equivalent to the weight of water in more than 2,300 Olympic-size swimming pools. It’s also enough to spray nearly half a pound of Roundup on every cultivated acre of land in the world. Anyway you look at it, this is a staggering amount, says study author Charles Benbrook. And it's troubling, considering that in March 2015 the World Health Organization's International Agency for Research on Cancer unanimously determined that glyphosate is "probably carcinogenic to humans," says Bill Freese, a science policy analyst with the Center for Food Safety, who wasn't involved in the work. A carcinogen is a substance known to cause cancer. Research has also shown that glyphosate is an endocrine disruptor, meaning that it interferes with the proper functioning and production of hormones, in human cell lines. It's not yet clear how much of an impact glyphosate has had on cancer rates (...)]