Afisa-PR

Agrotóxico glifosato: trigo é flagrado com resíduo 100 vezes mais que o permitido

Sem considerar os eventuais níveis de resíduos adicionais ocultados (nos rótulos dos agrotóxicos) como "inocentes ingredientes inertes" (AMPA, POEA etc.) presentes na formulação comercial dos agrotóxicos à base de glifosato. Esse é o "alimento seguro" destinado à população?

 

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No Brasil o "limite máximo de resíduo" do ingrediente ativo glifosato  — anunciado como sendo de "risco zero" e "sem evidências de causar câncer" — é centenas de vezes maior do que, por exemplo, na União Europeia (UE).

Para se ter uma ideia da drástica elevação desse "limite", nos grãos de soja, enquanto na UE o limite máximo de resíduo para o agrotóxico glifosato é de 0,005 mg/kg, no Brasil é de 10,00 mg/kg, ou seja, 200 vezes maior

Em 2015, a Agência Internacional de Pesquisa para o Câncer (IARC, sigla em inglês) da Organização Mundial da Saúde (OMS), classificou o agrotóxico glifosato como "provavelmente cancerígeno para humanos (Grupo 2A)". 

Nos EUA, segundo o arquivo público Monsanto Papers mantido pela U. S. Right Know, aproximadamente 42.000 estadunidentes processam nos tribunais as transnacionais fabricantes dos agrotóxicos à base do i. a. glifosato, alegando que a exposição às suas formulações os fizeram (ou seus ente queridos) desenvolver um câncer chamado Linfoma não-Hodgkin, e que a transnacional processada teria "encoberto esse risco". 

 

 

 

Os agrotóxicos à base de glifosato são os mais utilizados no mundo e seus resíduos foram encontrados no milho, soja e rações para animais de estimação por dois diferentes estudos de testes divulgados pela Food and Drug Administration (FDA) dos EUA e pela Cornell University.

Nos EUA, um relatório "tranquilizador" — visto que neste país o governo elevou os "níveis seguros" do agrotóxico glifosato — da FDA Pesticide Residuo Monitoring Program Fiscal Year 2016 feito no âmbito do programa de testes de resíduos, mostrou que 2.670 amostras de alimentos foram testadas, "e 99% dos quais estavam em conformidade com as normas federais" estabelecidas pela Environmental Protection Agency (EPA) para resíduos de agrotóxicos e das 4.276 amostras de alimentos importados, 90% "estavam em conformidade com as normas estabelecidas". A FDA também testou o glifosato e o AMPA (o principal metabólito do glifosato) pela primeira vez em uma pequena faixa de produtos em 2016, incluindo milho, soja, ovos e leite. Os resultados mostraram que o glifosato foi encontrado em altos níveis, mas legais em soja e milho, mas não em ovos ou leite1.

À época, Henry Rowlands, diretor do Sustainable Pulse, reagiu ao relatório da FDA: "Os níveis de glifosato encontrados na soja e no milho são uma grande preocupação. Em 1999, o "nível seguro" (MRL, em inglês) estabelecido pela EPA para soja foi elevado de 0,1 mg / kg (100 ppb) para 20 mg / kg (20.000 ppb) nos EUA e na Europa. Da mesma forma, em 2004, o Limite Máximo de Resíduo (LMR) do agrotóxico glifosato no Brasil para soja foi elevado de 0,2 mg / kg (200 ppb) para 10 mg / kg (10.000 ppb). Segundo a notícia, um estudo revisado de 2014 sugeriu que os ajustes nos LMRs foram feitos apenas em resposta aos observados aumentos reais de resíduos do agrotóxico glifosato na soja transgênica.

 

 

No Brasil, além da drástica elevação do "nível seguro" para o agrotóxico glifosato, recentemente, os "responsáveis" pela saúde e pela segurança alimentar da população desclassificaram todos os agrotóxicos comerciais à base de glifosato, retirando-os da "desconfortável" situação da classe toxicológica extremamente tóxicos.  

 

Trigo com 100 vezes mais resíduo glifosato que o legalmente permitido

Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Trigo), durante a realização de uma pesquisa2 para analisar perdas qualitativas e quantitativas na fase de armazenamento de trigo, flagraram em uma das  amostras retiradas de um estoque público de trigo em Marau-RS, uma concentração de 5,206 mg/kg do agrotóxico glifosato. O limite máximo de resíduo legalmente tolerado para este agrotóxico é de 0,05 mg/kg, valor 100 vezes inferior.

Os pesquisadores da Embrapa Trigo monitoraram em 2018 esse estoque público de trigo por dez meses e flagraram vários casos em que os níveis de resíduos de vários agrotóxicos estavam fora da lei. 

Segundo a notícia Será que estamos nos alimentando com resíduos de glifosato nos alimentos que produzimos? – entrevista com Antonio Andrioli, do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) de 14 de novembro de 2019:

 

Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) encontraram quantidades de glifosato cem vezes acima do limite seguro para consumo humano no estoque de trigo em um silo da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e em um armazém da empresa gaúcha Unnilodi, que presta serviços à estatal. Segundo matéria da Rede Peperi, a equipe monitorou os dois estoques, de fevereiro a novembro de 2018. De acordo com a autora do estudo, o problema foi "pontual". Mas o cebiano Antonio Inácio Andrioli, doutor com tese sobre soja transgênica pela Universidade de Osnabrück (Alemanha), alerta que o problema pode ser maior. "A matéria é importante por isso: aponta um problema que está velado na opinião pública", afirma.

O trigo contaminado é oriundo de Pato Branco (PR) e seria de vários produtores cujos nomes não foram revelados. Ainda segundo a matéria, os grãos foram adquiridos pela Conab entre dezembro de 2017 e janeiro de 2018. Segundo apurou a reportagem, boa parte dos grãos continua armazenada nos silos. São 1.650 toneladas em Marau (RS) e uma outra parte estocada em Ponta Grossa (PR). Em nota à reportagem, a Conab informou que o trigo contaminado com glifosato se encontra apenas no armazém de Marau. "Em uma das amostras retiradas do estoque em Marau os pesquisadores registraram concentração de 5,206 mg/kg de glifosato. O limite máximo de resíduo permitido é de 0,05 mg/kg, valor 100 vezes inferior", aponta o repórter no texto. (...)

 

França ignora "prorrogação de registro" da UE e começa a proibir e negar registros de comércio para os agrotóxicos à base de glifosato

Com base na notícia L'Anses annonce le retrait de 36 produits à base de glyphosate da Agence nationale de sécurité sanitaire de l'alimentation, de l'environnement (Anses) de 9 de dezembro de 2019, após a União Europeia (UE) ter "prorrogado" em 2017 o registro de comércio por mais 5 anos para os agrotóxicos à base de glifosato, a Anses da França está revisando seus registros de comércio e uso. 

 

 

Sem aguardar o término do processo estabelecido pela UE, a Anses começou a proibir os registros contra 36 agrotóxicos à base de glifosato e negou registrar mais 4 novos. A Anses informou que a sua decisão, de retirar do comércio e proibir o uso de agrotóxicos à base de glifosato a partir do final de 2020, deve-se à insuficiência ou falta de estudos científicos da indústria que afastem qualquer risco genotóxico (suscetibilidade de danificar o DNA ou causar mutações) desse agrotóxico em prejuízo da saúde das pessoas.  

 

Parlamentares japoneses foram cronicamente expostos a uma variedade de agrotóxicos

Segundo a notícia Unique Hair Testing Project Reveals High Levels of Glyphosate in Members of the Japanese Parliament do Sustainable Pulse de 26 de agosto de 2019, um projeto de teste exclusivo (Projeto Detox) que envolveu 23 membros do Parlamento japonês chocou o Japão depois que revelou que a maioria dos políticos sofreu exposição a longo prazo a uma variedade de agrotóxicos, incluindo o herbicida mais usado no mundo, o glifosato.

Os resultados dos testes de cabelo foram anunciados na Câmara dos Deputados do Japão no início de agosto e levaram a um crescente apelo por uma mudança de abordagem dos agrotóxicos nesse país.

Os resultados do herbicida mais usado no mundo, o glifosato e seu metabólito AMPA foi particularmente alarmante. O método de teste no Japão utilizou o capilar que revelou níveis de contaminação muito mais altos do que os detectados em outras partes do mundo através de exames de urina ou sangue.

Como resultado desse teste, o membro da Câmara dos Vereadores do Japão, Ryūhei Kawada, disse ao Yahoo News Japan "Eu pretendo lançar um grupo parlamentar não-partidário para a segurança alimentar".

Outro membro da Câmara dos Vereadores do Japão, Mizuho Fukushima, também chamou a importação de trigo estrangeiro como um grande problema devido à prática de pulverização pré-colheita ("dessecação") com glifosato nos EUA e no Canadá: "Precisamos promover refeições escolares orgânicas e gratuitas usando arroz orgânico e pão de trigo japonês".

 

 

Os resultados — Das 28 amostras de cabelo colhidas, 75% delas apresentaram resultados positivos para exposição crônica a agrotóxicos, com um total de 14 agrotóxicos detectados. Os agrotóxicos detectados incluíram cyprodinil, fipronil sulfone, iprovalicarbe, metolacloro, propiconazol, piraclostrobina, espiroxamina, tebuconazol, tetrametrina, transfluthrina, trifloxistrobina, glifosato, AMPA e  glufosinato. 

Quatro desses agrotóxicos foram encontrados em mais de 10% das amostras: tebuconazol (um fungicida) - 10,7%; transfluthrin (um inseticida) - 14,3%; glifosato (um herbicida) - 32,1% e AMPA (o principal metabólito do glifosato) - 53,6%.

Os resultados para glifosato e AMPA incluíram níveis regulares acima de 33 e 166 ppb, respectivamente, com os maiores resultados de 791 ppb para glifosato e 1205 ppb para AMPA.

 

 

_________

1 Mais informações sobre esse relatório estão disponíveis na notícia FDA releases pesticide residue report; scope of glyphosate testing inadequate, says Detox Project (por Elaine Watson) do Food Navigator de 2 de outubro de 2018. 

2 Íntegra da pesquisa "Perdas Qualitativas e Quantitativas no Armazenamento de Trigo" realizada pela Embrapa Trigo.

Modificado em 11-12-2019 em 22:14 

 

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5-3-2020 – Por trás do alimento & Antiga Dow Agrosciences é campeã em acionar Justiça para flexibilizar controle de agrotóxicos [Levantamento inédito de ações no STF mostra que a empresa americana, que hoje se chama Corteva Agriscience, foi parte em 36 das 64 ações sobre agrotóxicos (...) Sétima empresa do setor com maior número de registros de produtos agrotóxicos no país – 97 ao todo – a Dow Agrosciences Industrial LTDA, subsidiária do grupo americano Corteva Agriscience, ex-Dow Agrosciences, recorre constantemente à Justiça para flexibilizar leis que procuram controlar o uso de pesticidas. É o que revela um levantamento feito pela Agência Pública e Repórter Brasil com base nos processos do Supremo Tribunal Federal. Dentre as 64 ações sobre o tema identificadas no STF desde os anos 1990, a Dow é responsável por 36, ou seja, 56%. Conhecida como "litigância estratégica", a tática utilizada pela Dow no Brasil é conhecida no mercado como uma maneira de alterar a jurisprudência e criar precedentes para beneficiar a indústria. O docente da Universidade Federal do Ceará (UFC) e doutor em Direito, Nestor Santiago, explica que a estratégia, embora seja muito utilizada na área de direitos humanos – neste caso, o objetivo é avançar teses que beneficiam comunidades – hoje também é uma realidade em setores como o agronegócio e construção civil . "Por se tratar de uma estratégia de advocacy, e que utiliza-se inclusive de lobby perante o Legislativo e o Judiciário, a litigância estratégica tem que contar com uma estratégia de comunicação muito efetiva, a fim de angariar apoio e empatia da sociedade", explica Santiago. (...)]

 

 

4-3-2020 – Rede Brasil Atual & Agrotóxicos: Pacote do Veneno avança no governo Bolsonaro [Liberação de 551 novos produtos, rebaixamento da toxicidade e a recente adoção da aprovação automática. Tudo indica o desmonte da legislação e o congelamento de uma política de redução do uso e de taxação de agrotóxicos conforme a periculosidade (...) Chefiado pela ministra Tereza Cristina – a "musa do veneno" –, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou nesta segunda-feira (2) a liberação de mais 14 agrotóxicos. A lista traz ainda dois outros produtos de ação biológica, totalizando 16 defensivos, como preferem os ruralistas. Desde que Jair Bolsonaro e sua ministra tomaram posse, já foram liberados um total de 551. É como se a cada dia de governo eles dessem sinal verde para a comercialização de mais de um novo produto. "Esses 16 são um prenúncio de que vão aprovar muito veneno novo em 2020", avalia Marcos Pedlowski, professor e pesquisador da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), que criou uma espécie de observatório da liberação de agrotóxicos no atual governo. Outra avaliação é que a maioria dos produtores favorecidos pela liberação, muitos vinculados à associação CropLife, têm como fabricante primária uma empresa localizada na China. "Este fato reforça a relação direta entre Brasil e China no circuito mundial dos agrotóxicos e na grande circulação de commodities agrícolas. O problema é que as commodities brasileiras valem sempre menos que os agrotóxicos chineses, deixando ainda mais evidente quem sai ganhando ou perdendo nessa parceira envenenada", diz. (...)]

2-3-2020 – Campanha permanente contra os agrotóxicos e pela vida & Nota sobre a "aprovação tácita" de agrotóxicos

14-2-2020 - Metrópoles & Agrotóxicos: o Brasil ultrapassa todos os limites de segurança [Governo federal age como um motorista que devia ser parado: comete todas as infrações quanto ao uso, a liberação e o consumo de agrotóxicos. (...) Ao longo de 2019, o governo federal aprovou 475 registros de agrotóxicos, contra 450 no ano anterior. Dos 10 agrotóxicos mais utilizados no Brasil, três são proibidos na União Europeia! (...) Isso está acontecendo porque interessa aos grandes produtores rurais. Visa lucro para alguns, mesmo em detrimento de uma política nacional que atenderia melhor aos propósitos do país! (...)]

 

 

13-2-2010 - Correio Braziliense & Brasil pode 'processar' UE por reduzir permissão de agrotóxico glifosato [Diretor do Itamaraty afirmou que UE avalia reduzir de forma drástica a quantidade aceitável de glisofato nos produtos, o que inviabilizaria produção brasileira] 

12-2-2020 - Globo Rural & Governo seguirá com política de liberar agrotóxicos, diz ministra da Agricultura [Tereza Cristina se posicionou a favor da exploração agropecuária em terras indígenas e contra o "imposto do pecado" sugerido por Paulo Guedes] 

 

 

16-1-2020 - Le gouvernement luxembourgeois & Luxembourg, le premier pays de l'Union européenne à interdire l'utilisation du glyphosate [Le Grand-Duché de Luxembourg est en phase de devenir le premier pays à interdire l'utilisation de la substance active glyphosate présente dans un certain nombre d'herbicides]

 

 

16-1-2020 - Food Navigator & 'Much higher' herbicide residues found in glyphosateresistant soybeans: 'Glyphosate should not be in the food chain' [Researchers in Europe are concerned about the increased levels of herbicide residues found in harvested plants and food products, which they associate with the use of glyphosate-resistant soybeans]

 

 

16-1-2020 - Agência Pública & Agência Pública & Um em cada 5 agrotóxicos liberados no último ano é extremamente tóxico [Primeiro ano do governo Bolsonaro teve aprovação recorde de novos pesticidas; empresa chinesa Adama foi a que teve o maior número de produtos liberados. O primeiro ano do governo Bolsonaro bateu o recorde histórico no número de agrotóxicos aprovados. Em 12 meses, foi publicada no Diário Oficial da União a aprovação de 503 registros, 53 a mais do que em 2018. De acordo com o Ministério da Agricultura, o primeiro ato de aprovações, com 28 produtos, publicado em 10 de janeiro de 2019, contava com produtos aprovados ainda no governo Temer, mas divulgados apenas no governo Bolsonaro. Mesmo sem contar esses, o recorde é do atual governo: foram 475 contra 450 no ano anterior. A primeira lista continha permissão para comercialização do ingrediente ativo inédito Sulfoxaflor, fatal para abelhas. Em agosto, o governo Bolsonaro liberou os seis primeiros produtos à base de Sulfoxaflor para entrar no mercado. Todos eles são produzidos pela empresa americana Dow AgroSciences, agora chamada de Corteva. Durante o decorrer do ano, outros 26 pesticidas inéditos foram aprovados. Entre eles, Florpirauxifen-benzil, Fluopiram e o Dinotefuran. (...)]

16-1-2020 - Instituto Humanitas Unisinos (IHU) & Glifosato: o julgamento contra Monsanto é adiado enquanto as ações da Bayer afundam [Um esperado julgamento envolvendo uma mulher que teve câncer por causa do uso de Roundup, que deveria começar o final de janeiro de 2020 na área de St. Louis, foi retirado do calendário, segundo um funcionário da corte. Assim publica em seu artigo a jornalista Carey Gillam, no portal U.S. Right to Know. (...)]

14-1-2020 - U. S. Right to Know & Anticipation Builds For Settlement of Roundup Cancer Claims [Anticipation is building around the belief that there could soon be an announcement of at least a partial settlement of U.S. lawsuits pitting thousands of U.S. cancer patients against Monsanto Co. over allegations the company hid the health risks of its Roundup herbicides. Investors in Bayer AG, the German company that bought Monsanto in 2018,  are keeping a close eye on the status of three trials currently still on the docket to get underway this month. Six trials were initially set to take place in January, but three have recently been "postponed." Sources say the postponements are part of the process of obtaining an overall settlement with several plaintiffs' attorneys who have large numbers of cases pending. (...)]

13-1-2020 - Zero Biocidas & Glifosato: Posponen juicio contra Monsanto mientras las acciones de Bayer se hunden [Un muy esperado juicio de una enferma de cáncer a causa del uso de Roundup, que debería comenzar a fines de enero de 2020 en el área de St. Louis fue retirado del calendario, según un funcionario de la corte. Así lo publica en su articulo la periodista Carey Gillam en el medio U.S. Right to Know". El juicio, que enfrentaría a una mujer de 50 años, que padece cáncer, llamada Sharlean Gordon contra el fabricante del Roundup, Monsanto Co., debía comenzar el 27 de enero en el condado de St. Louis y se transmitiría al público. Hay gran expectativa por este caso porque los abogados de Gordon planearon poner al ex CEO de Monsanto, Hugh Grant, en el estrado. St. Louis fue el hogar de la sede corporativa de Monsanto hasta que la compañía fue comprada por Bayer AG de Alemania en junio de 2018. (...)]

 

 

30-12-2019- Monitor & Monsanto und die Lobbyschlacht um Glyphosat [O glifosato é o agrotóxico mais usado no mundo — e sem dúvida o mais controverso. Uma particularidade importante aqui: a mais conhecido fabricante de glifosato do mundo, a Monsanto, agora é parte da Bayer. Há uma batalha que há anos é conduzida: o lobby com estudos científicos. Isto porque a luta pelo glifosato é de bilhões para a indústria de agrotóxicos. Mas quão independentes são esses estudos científicos? Pesquisas mostram agora pela primeira vez que a Monsanto também financiou secretamente estudos científicos na Alemanha que enfatizam os benefícios do glifosato. E de todas as pessoas, um renomado cientista alemão fez os estudos para a Monsanto. Como foi? O que isso significa para a batalha do lobby pelo glifosato? E o que diz o Grupo Bayer, ao qual a Monsanto pertence? O vídeo mostra o status da pesquisa a partir de dezembro de 2019]

 

 

30-12-2019 - Rede Brasil Atual & Autora de atlas sobre a geografia dos agrotóxicos fala sobre escalada do veneno com Bolsonaro

 

 

21-12-2019 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & Estudo de resíduos de agrotóxicos em alimentos: governo do Paraná foi o único que não participou do PARA ["Os técnicos da Anvisa coletaram mais de 4.600 amostras de alimentos em supermercados de quase todos os estados brasileiros entre agosto de 2017 e junho de 2018." (El País)]

 

 

19-12-2019 - Greenpeace & 2019, o ano mais tóxico do Brasil [Liberação de 467 novos agrotóxicos foi recorde este ano. Em 2020, seguiremos lutando por uma agricultura saudável de verdade. Sua participação é fundamental. O ano de 2019 se encerra como o mais tóxico em mais de uma década e um trágico capítulo para a agricultura brasileira e para a população. Em apenas 12 meses, foram aprovados 467 novos agrotóxicos, que vão parar no nosso prato, contaminar trabalhadores rurais, o solo e a água que bebemos e destruir a biodiversidade. Se, em 2018, pressionávamos parlamentares para que não votassem em favor de absurdos como o Pacote do Veneno, em 2019 essa situação mudou bruscamente. Com o governo de Jair Bolsonaro, vivemos a experiência amarga de agrotóxicos serem empurrados goela abaixo da população, sem consulta, sem debate, apenas com canetadas feitas diretamente por Tereza Cristina, a Ministra do Veneno que milita em favor de agrotóxicos já há bastante tempo. Listamos neste blog os maiores retrocessos cometidos pelo governo Bolsonaro em 2019 e alguns graves acontecimentos que reforçam a importância de investirmos em uma agricultura sem veneno. (...)]

 

 

19-12-2019 - Repórter Brasil & Empresas estrangeiras desovam no Brasil agrotóxico proibido em seus próprios países [Anvisa decidiu em 2017 proibir o paraquate por risco de provocar Parkinson. Mas desde então, ritmo de importação só aumentou, e restrições foram afrouxadas por pressão de empresas de agrotóxicos. Ele começou com febre e coceira. Depois ficou suando frio, teve diarréia, a pressão caiu. Corremos pro hospital. A pele dele então ficou toda queimada e foi soltando do corpo. Mal consigo lembrar”, conta emocionado o produtor de leite paranaense José Quintino sobre o filho Júlio, que morreu em 2016 em Cascavel (PR) quando tinha 22 anos. "Veio médico de tudo que é parte, mas já não tinha jeito. Aos poucos, ele parou de respirar. Falaram que o pulmão dele tava inteiro queimado." Confirmada como causa da morte, a insuficiência pulmonar foi provocada por intoxicação aguda por agrotóxico. "O paraquate queimou o pulmão dele. Foi queimando a pele, as mucosas orais e nasais, indo até os alvéolos [pulmonares]. Esse é um agrotóxico de ação secante, seca e queima as folhas, faz o mesmo com a pele, as mucosas, o pulmão", afirmou a médica epidemiologista Lilimar Mori, chefe da Divisão de Vigilância em Saúde da Secretaria da Saúde do Paraná e uma das responsáveis por confirmar que o agrotóxico foi a causa da morte de Júlio, contaminado ao descarregar cascas de soja com paraquate. Foi por causa dos riscos de intoxicação aguda do produto que envenenou Júlio, assim como sua relação com doenças como Parkinson, mutações genéticas e depressão, que a Anvisa decidiu em 2017 banir o paraquate, usado na dessecação de plantações para antecipar a colheita. A partir de setembro de 2020, nenhum litro do agrotóxico deve ser usado em solo brasileiro. Apesar das evidências dos riscos, a resolução da Anvisa não fixou metas de redução de uso, de finalização de estoques e nem de importação do paraquate até sua completa suspensão. Sem esse limite, o ritmo de importação do agrotóxico só aumentou desde o início do processo de banimento, conforme apuraram Repórter Brasil e Agência Pública. E essa brecha abriu espaço para um processo que os pesquisadores chamam de “desova”, porque quase que a totalidade do paraquate usado aqui vem de países onde seu uso está proibido.(...)]

 

 

18-12-2019 - U. S. Right to Know & Attorney for Roundup Cancer Plaintiffs Arrested on Criminal Charges

 

 

16-12-2019 - Repórter Brasil & Agrotóxico mais encontrado em frutas e verduras no Brasil é fatal para abelhas [Sem polinizadoras, produção de lavouras fica prejudicada; estudo da Anvisa que analisou que mais da metade das 4 mil amostras de 14 alimentos vegetais no país contém agrotóxico (...) Resultados 'alarmantes' - A pedido da Agência Pública e da Repórter Brasil, especialistas de organizações que estudam o tema dos agrotóxicos analisaram o relatório, disponibilizado no site da Anvisa, e afirmaram que os resultados são alarmantes, ao contrário do que fez parecer o tom otimista da divulgação oficial do relatório. Para Melgarejo, da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), o relatório acende um alerta. "O número de 23% dos produtos apresentarem agrotóxico acima do permitido é assustador. E os 27% com veneno abaixo do limite não traz tranquilidade”, diz. “Nas definições de limites aceitáveis, é tido como base uma pessoa adulta de 50 quilos. Mas estamos alimentando crianças e bebês com esses mesmos alimentos. Estar abaixo do limite considerado seguro para um adulto de 50 quilos não significa dizer que é seguro para um bebê ou criança." (...)] 

13-12-2019 - Brasil de Fato & "Brasil caminha para um futuro tóxico", diz relator da ONU sobre liberação de venenos [Em missão no país, Baskut Tuncak também alertou para resíduos da mineração e criminalização da luta popular. O ritmo de liberação de agrotóxicos no Brasil chamou a atenção do relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para a área de "Implicações da gestão e eliminação ambientalmente racional de substâncias e resíduos perigosos", Baskut Tuncak. Ao encerrar uma missão oficial após 11 dias no país, ele criticou, nesta sexta-feira (13), a liberação de novos pesticidas pelo governo Bolsonaro. Em menos de um ano de mandato, a gestão autorizou mais de 400 produtos a circularem no mercado nacional. "O Brasil está em um caminho íngreme de regressão rumo a um futuro muito tóxico. As ações ou falta de ação do governo liberaram uma onda catastrófica de pesticidas tóxicos, desmatamento e mineração que vão envenenar as gerações futuras, caso ações urgentes não sejam adotadas", afirmou o emissário, ressaltando a necessidade de o país abraçar uma política de desenvolvimento sustentável. Esse é um dos pontos de realce de um relatório preliminar apresentado por Tuncak nesta sexta em Brasília (DF). O emissário reforça que o país adota "dezenas de agrotóxicos que foram proibidos em mercados internacionais." (...)]

 

 

11-12-2019 - Greenpeace & Anvisa quer esconder que sua comida tem veneno [Novo relatório mostra que mais da metade dos alimentos analisados contém resíduos de agrotóxicos, mas órgão finge estar tudo sob controle. Maquiagem! É o que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fez com os novos dados sobre agrotóxicos em nossa alimentação. Ao publicar o novo relatório parcial do PARA (Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos), ontem (10/12), o órgão comemorou os resultados. Enquanto Bruno Rios, diretor adjunto da Anvisa, diz que não há nenhum alarde e que os alimentos estão seguros, a gente pergunta: "Seguro para quem?", já que MAIS DA METADE (51%) dos alimentos analisados, como alface, alho, arroz, batata-doce, beterraba, cenoura, laranja, manga, pimentão, tomate e uva, continham resíduos de agrotóxicos. (...)]

 

 

11-12-2019 - Rede Brasil Atual & Anvisa encontra resíduos de veneno 'chumbinho' na comida do brasileiro [Agrotóxicos como carbofurano estão na alface, laranja, goiaba, uva, chuchu, pimentão e batata doce. E o terbufós, no feijão. Ambos são usados no conhecido - e ilegal - veneno para ratos (...) "Um aspecto que ainda deverá ser analisado é a negligência óbvia sobre a saúde dos trabalhadores rurais e de todos que entrem em contato direto e indireto com esse número aumentado de substâncias altamente tóxicas que estão sendo colocadas no mercado brasileiro. E há que se frisar que isto ocorre para atender as necessidades dos grandes latifundiários que hoje controlam a exportação das commodities onde está fortemente concentrado o uso dessas substâncias", ressaltou Pedlowski. "Os problemas causados pela contaminação ambiental e humana decorrente da transformação do Brasil em uma espécie de piscina tóxica deverão ser sentidos nas próximos anos e décadas, visto que muitos dos produtos que estão sendo liberados ou possuem alta persistência ou geram metabólitos ainda mais tóxicos do que o produto ativo original quando são rapidamente degradados no ambiente." (...)]

 

 

11-12-2019 - Brasil de Fato & Anvisa aponta que mais da metade dos vegetais está contaminada com veneno no Brasil [Embora relatório mostre níveis preocupantes, agência reguladora minimizou os índices, afirmando não haver risco à saúde. Um estudo apresentado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na terça-feira (10) apontou que ao menos metade dos alimentos de origem vegetal consumidos no Brasil tem resíduos de agrotóxicos. O relatório completo é intitulado Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para). (...) Segundo o engenheiro Alan Tygel, da coordenação da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e Pela Vida, o índice de veneno nos alimentos estudados deve ser ainda maior, já que a Anvisa pesquisou apenas 270 agrotóxicos dos 500 registrados no país. Ele faz alerta para a minimização da Anvisa ao risco vigente. "Saber que a população está comendo alimento envenenado todo dia, pelo menos metade – de cada duas garfadas, uma que você está comendo contém veneno –, é algo que nos deixa muito preocupados. E saber que 1% dos alimentos pode provocar danos agudos, também é gravíssimo. Isso traz um alerta de que a agência que deveria estar cuidando da saúde da população, na verdade, está minimizando os danos", critica. (...)]

 

 

11-12-2019 - Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) & Estudo: alimentos vegetais são seguros [Ao todo, foram analisadas 4.616 amostras de 14 alimentos representativos da dieta da população brasileira].

10-12-2019 - Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida & Novo PARA: Roupa bonita para um conteúdo altamente tóxico [(...) Apesar do aspecto técnico da publicação, o release divulgado no site da Anvisa é extremamente otimista. O título da matéria crava: "Estudo: alimentos vegetais são seguros". Outras frases como "Os resultados não apontaram um potencial risco crônico para o consumidor", ou "As inconformidades não implicam, necessariamente, risco ao consumidor" já dão o tom de uma peça de propaganda política para um relatório que, lido atentamente, traz grandes preocupações para a sociedade. Listamos algumas delas: Dos 499 ingredientes ativos registrados na Anvisa, foram avaliados no máximo 270 substâncias em cada cultura. Nos perguntamos: como é possível autorizar um agrotóxicos e não monitorá-lo?. De acordo com o relatório, 51% do alimentos continham resíduos dos agrotóxicos analisados. Consideramos muito grave o fato de que mais da metade dos alimentos consumidos pela população esteja envenenado. Em relação ao relatório de 2013-2015, houve um aumento de 17% no percentual de amostras irregulares, ou seja, amostras com mais agrotóxicos do que o permitido, ou com agrotóxicos não permitidos. Esse aumento é coerente com o aumento do uso de agrotóxicos no período (4% entre 2015 e 2017, segundo Ibama) e com o aumento no registro de intoxicações (14% entre 2015 e 2017, segundo Ministério da Saúde). Este aumento não é mencionado no relatório, fato que confirma uma interpretação por parte da Anvisa que tende a ocultar os riscos. Segundo o relatório, 0,89% das amostras representa risco agudo. Ainda que o método para este cálculo seja bastante questionável, isto significa que, no mínimo de cada cem alimentos que comemos, 1 deles pode causar intoxicações agudas por conta dos agrotóxicos: dores de cabeça, enjoo, vômito, falta de ar… Este percentual não é baixo, e representa um grave perigo à população. Na maioria destas amostras, foi encontrado o carbofurano, produto já banido no Brasil por se mostrar teratogênico e mutagênico, e por provocar danos ao aparelho reprodutor. Em 0,9% dos casos, foram encontrados agrotóxicos não permitidos no Brasil. Novamente, 1 em cada 100 amostras possui produtos já considerados perigosos demais para a saúde, e seguem sendo usados na agricultura. Isto revela que a política do governo de minimizar a prevenção e apostar na fiscalização é inadequada e pouco responsável. Não foram incluídos nesta edição produtos processados, o que leva à impressão de que os resíduos de agrotóxicos estão presentes apenas em produtos in natura. Além disto representar um equívoco, induz a população a pensar que é mais saudável comer um salgadinho do que uma fruta, o que contribui ainda mais para os baixos índices de ingestão de frutas legumes e verduras observados no Brasil. Em um contexto de uso crescente de agrotóxicos ano a ano, e também de aumento sistemático das intoxicações por agrotóxicos registradas, é lamentável ver a Agência que deveria garantir a segurança alimentar da população minimizando resultados gravíssimos sobre as condições da comida servida ao povo brasileiro. (...)]

  

 

9-12-2019 - Agence nationale de sécurité sanitaire de l'alimentation, de l'environnement et du travail (Anses) & L'Anses annonce le retrait de 36 produits à base de glyphosate [Suite à la réapprobation pour cinq ans de la substance active par l'Union européenne en 2017, l'Anses procède au réexamen des autorisations de mise sur le marché des produits à base de glyphosate commercialisés en France et a lancé une évaluation comparative avec les alternatives disponibles. Sans attendre la fin du processus en cours, l'Agence a notifié le retrait des autorisations de 36 produits à base de glyphosate et le refus d'autoriser 4 nouveaux produits, les données fournies par les industriels ne permettant pas de statuer sur leur éventuelle génotoxicité. Ces produits représentaient en 2018 près des trois quarts des tonnages de produits à base de glyphosate vendus en France, pour des usages agricoles et non agricoles (...)]

 

 

9-12-2019 - G1  & França retira permissão de venda de 36 herbicidas com glifosato [Atualmente, são comercializados 69 produtos à base do agrotóxico no país]

4-12-2019 - G1 & Pesquisadores encontram 1.200 toneladas de trigo contaminado com inseticida em silo público no Paraná [Pesticida, que não se degradou no prazo estipulado, foi encontrado nas amostras analisadas pelo projeto. Produto não traria problemas para a população se fosse vendido para indústria. Um estudo coordenado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) encontrou 1.200 toneladas de trigo contaminado por um tipo de inseticida dentro de um silo público, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. A pesquisa foi divulgada em novembro deste ano. De acordo com a Embrapa, durante a análise de silos monitorados foi detectada a presença de fosfato de alumínio - pesticida usado para controle de insetos e pragas - em um silo da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Conforme a Embrapa, os inseticidas não se degradaram no prazo estabelecido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). (...)]

 

  

3-12-2019 - Terra de Direitos & Diante da perseguição à sociedade civil, articulação denuncia para ONU o grave quadro de uso dos agrotóxicos [Em dossiê entregue ao relator do organismo internacional, coletivo detalha a adoção de projeto pelo Estado em favor dos venenos]

 

 

3-12-2019 - CartaCapital & Agrotóxicos: enquanto o mundo condena o glifosato, o Brasil o inocenta [O dia 3 de dezembro de 2034 marcará o aniversário de 50 anos da maior mortandade, concentrada, conhecida e registrada, da indústria química. Na Tragédia de Bhopal, em 1984, a explosão da fábrica indiana de agrotóxicos além de matar milhares de pessoas formou um exército de sequelados. Contabilizam-se 25 mil casos de cegueira num universo de cerca de 50 mil incapacitados para o trabalho. Meio século foi o tempo necessário para o banimento do inseticida DDT do território brasileiro, em 2009, em razão de severos danos tais como alterações hormonais, malformações de fetos, depressão do sistema imunológico, infertilidade e câncer. Noutros países, como a Suécia e os Estados Unidos, o uso do DDT já estava proibido desde o início da década de 1970. (...)]

 

 

2-12-2019 -Brasil de Fato & Tribunal derruba suspensão de 63 agrotóxicos, e governo Bolsonaro consolida recorde [Venenos que estavam suspensos desde o dia 21 voltaram a constar no Diário Oficial e estão liberados para uso. Uma decisão publicada nesta segunda-feira (2), no Diário Oficial da União, restabelece a liberalização do 63 registros de agrotóxicos que já haviam sido autorizados no dia 13 de setembro, mas estavam suspensos desde o último dia 21. Com a resolução, o número de agrotóxicos liberados desde o início do governo de Jair Bolsonaro bateu 467. É o registro mais expressivo desde 2005, de acordo com um monitoramento feito pela Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, quando começou a série histórica. A deliberação foi proferida pelo desembargador Francisco Roberto Machado, da 1ª Turma do Tribunal de Justiça da 5ª Região, que derrubou o ato nº 82, de 21 de novembro de 2019, que suspendia a liberação dos 63 registros. (...)]

29-11-2019 - Instituto Hmanitas Unisinos (IHU) & A reclassificação toxicológica dos agrotóxicos e os impactos do glifosato na saúde. Entrevista especial com Luiz Cláudio Meirelles [A reclassificação toxicológica dos agrotóxicos feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa em agosto deste ano, além de ter rebaixado a classificação toxicológica do glifosato, não reconhece o herbicida como uma substância carcinogênica, com alto potencial de causar câncer em humanos. De acordo com o agrônomo e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz - Fiocruz Luiz Cláudio Meirelles, “recentemente o glifosato passou a ser classificado pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer - Iarc, que é vinculada à Organização Mundial da Saúde - OMS, na categoria 2A como um provável carcinógeno para humanos". Segundo ele, a classificação da Iarc tem gerado polêmica, "porque as agências reguladoras, de forma geral, foram contrárias à posição". Apesar da disputa entre a Iarc e as agências reguladoras acerca do efeito cancerígeno do glifosato, Meirelles frisa que as pesquisas científicas provavelmente irão corroborar a decisão da Iarc. "Eu nunca vi a ciência voltar atrás na sua posição depois de levantar qualquer possibilidade de perigo em relação a um produto que demonstra ser carcinogênico ou que pode causar danos milionários". O pesquisador lembra que quando o DDT, pesticida usado para combater os mosquitos vetores da malária e da dengue, "foi apontado como problemático à saúde humana e ao meio ambiente, várias correntes que defendiam o produto ou que o comercializavam, partiram para a 'pancadaria' para dizer 'que não era bem assim', mas o tempo mostrou os efeitos desse produto e nunca mais se voltou atrás" (...)]

27-11-2019 - Sputnik & Em ritmo recorde, governo libera 57 agrotóxicos, chegando a 439 no ano [O número de agrotóxicos liberados no Brasil em 2019 chegou a 439, com a autorização do uso de mais 57 produtos, segundo anunciado nesta quarta-feira (27) pelo Ministério da Agricultura. Em 2018, houve 450 registros de agrotóxicos liberados, recorde desde que a contagem passou a ser feita, em 2005. O ritmo de liberação permanece o maior da série histórica. Do total liberado hoje, 55 são genéricos - feitos com base em ingredientes ativos presentes em produtos existentes no mercado, e dois inéditos. De acordo com a pasta, o objetivo da aprovação dos genéricos é aumentar a concorrência no mercado e diminuir o preço dos defensivos, provocando assim a diminuição de custos. O ministério explicou que 12 desses genéricos são "produtos biológicos ou orgânicos", que podem usados na agricultura orgânica e tradicional. Um dos produtos tem glifosato, que poderia provocar câncer - Um dos genéricos tem como ingrediente ativo o glifosato, agrotóxico mais vendido no mundo e que, segundo estudos, poderia ter relação com o câncer. Alguns países da Europa, como Áustria e Alemanha, decidiram bani-lo. (...)]

23-11-2019 - U. S. Right to Know & Roundup (Glyphosate) Cancer Cases: Key Documents & Analysis [Approximately 42,700 people have filed suit against Monsanto Company alleging that exposure to Roundup herbicide caused them or their loved ones to develop non-Hodgkin lymphoma, and that Monsanto covered up the risks, according to Monsanto’s German owner Bayer AG. As part of the discovery process, Monsanto has had to turn over millions of pages of its internal records. We are posting these Monsanto Papers and other court records here. (Monsanto was purchased by Bayer AG in 2018]

14-11-2019 - Rede Peperi & Trigo contaminado com glifosato é encontrado em silos no RS [Um enorme estoque de trigo contaminado com agrotóxicos proibidos ou em níveis acima do permitido por lei foi encontrado em um silo da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e em outro armazém que pertence à empresa gaúcha Unnilodi, mas que presta serviços à estatal. Ao todo são 2.850 toneladas estocadas em Ponta Grossa, no Paraná, e Marau, no Rio Grande do Sul. A descoberta foi feita pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) durante uma pesquisa para analisar perdas qualitativas e quantitativas na fase de armazenamento do grão. Pesquisadores identificaram quantidades de glifosato 100 vezes acima do limite seguro para o consumo humano. (...)]

14-11-2019 - Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) & "Será que estamos nos alimentando com resíduos de glifosato nos alimentos que produzimos?" – entrevista com Antonio Andrioli [Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) encontraram quantidades de glifosato cem vezes acima do limite seguro para consumo humano no estoque de trigo em um silo da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e em um armazém da empresa gaúcha Unnilodi, que presta serviços à estatal. Segundo matéria da Rede Peperi, a equipe monitorou os dois estoques, de fevereiro a novembro de 2018. De acordo com a autora do estudo, o problema foi “pontual”. Mas o cebiano Antonio Inácio Andrioli, doutor com tese sobre soja transgênica pela Universidade de Osnabrück (Alemanha), alerta que o problema pode ser maior. "A matéria é importante por isso: aponta um problema que está velado na opinião pública", afirma. O trigo contaminado é oriundo de Pato Branco (PR) e seria de vários produtores cujos nomes não foram revelados. Ainda segundo a matéria, os grãos foram adquiridos pela Conab entre dezembro de 2017 e janeiro de 2018. Segundo apurou a reportagem, boa parte dos grãos continua armazenada nos silos. São 1.650 toneladas em Marau (RS) e uma outra parte estocada em Ponta Grossa (PR). Em nota à reportagem, a Conab informou que o trigo contaminado com glifosato se encontra apenas no armazém de Marau. "Em uma das amostras retiradas do estoque em Marau os pesquisadores registraram concentração de 5,206 mg/kg de glifosato. O limite máximo de resíduo permitido é de 0,05 mg/kg, valor 100 vezes inferior",  aponta o repórter no texto. (...)]

11-11-2019 - Gazeta do Povo & Trigo com altos índices de herbicida é encontrado em silo de estoque público

1-11-2019 - Globo Rural & Resíduos de agrotóxicos em alimentos estão dentro do limite permitido, diz Tereza Cristina [Segundo ministra da Agricultura, 97% de todas as amostras analisadas em 2018 pelo Plano Nacional de Controle de Resíduos estavam dentro da conformidade]

31-10-2019 - Agência Pública & Glifosato deixa de ser considerado "extremamente tóxico" após mudança da Anvisa [Levantamento inédito mostra que 93 produtos com glifosato tiveram classificação reduzida pelo governo Bolsonaro – ao mesmo tempo que o cerco ao pesticida se fecha no mundo. O cenário mundial não está favorável aos fabricantes de glifosato. O herbicida enfrenta vetos em países europeus e mais de 18 mil ações nos tribunais nos Estados Unidos que relacionam o seu uso a doenças como o câncer. Mas, no Brasil, o agrotóxico mais vendido no mundo não só teve a licença de comercialização renovada como também, oficialmente, tornou-se menos perigoso aos olhos do governo brasileiro. Isso porque, após a reclassificação de toxicidade aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), 93 produtos formulados à base de glifosato tiveram a classificação de toxicidade reduzida, segundo um levantamento inédito realizado pela Agência Pública e Repórter Brasil com base na publicação no Diário Oficial. Antes, 24 produtos à base do herbicida eram considerados "Extremamente Tóxico". Agora não há nenhum produto enquadrado na categoria máxima de toxicidade. O levantamento mostrou ainda que três produtos se mantiveram na mesma classe toxicológica. “Esse alerta vai sair da embalagem do glifosato, um produto que pode corroer a córnea. A embalagem agora será igual a de qualquer produto de uso doméstico. Estamos seguindo contra todos os alertas que o mundo está abrindo para o glifosato”, afirma Luiz Cláudio Meirelles, pesquisador da Fiocruz]

30-10-2019 - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) & Em audiência na Câmara, ministra reforça segurança dos alimentos do país [Tereza Cristina informou que 97% dos produtos vegetais analisados, em 2018, estavam dentro dos limites de resíduos]

17-6-2019 - Business Insider & The EPA says a chemical in Monsanto's weed-killer doesn't cause cancer — but there's compelling evidence the agency is wrong [The weed-killing chemical glyphosate, which Monsanto uses in its Roundup herbicide, has been getting increased attention for its potential link to cancer. Several gardeners and weed-whackers in the US who were exposed to glyphosate have won billions of dollars in lawsuits against Monsanto. Glyphosate has been shown to cause harm in large doses. The World Health Organization's International Agency for Research on Cancer says it "probably" causes cancer. But the EPA and Bayer (the company that now owns Monsanto) maintain that glyphosate does not cause cancer in humans. Bayer and the US government may not be considering all types of exposure in their analyses, according to a study published in the journal Environmental Sciences Europe. Bayer announced this month that the company is committing $5.6 billion to the research and development of potential glyphosate alternatives. (...)]

 

 

11-4-2019 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & EUA: relatório federal preliminar da ATSDR 'confirma vínculos do glifosato com câncer' [O relatório federal preliminar Toxicological Profile for Glyphosate & Draft for Public Comment da Agency for Toxic Substances and Disease Registry (ATSDR) [Agência de Substâncias Tóxicas e Registro de Doenças] sobre o perfil toxicológico do agrotóxico glifosato, "confirma seu vínculo com o câncer". Nos EUA, o relatório da ATSDR está sob consulta pública]

 

 

10-4-2019 - The Guardian & The family that took on Monsanto: 'They should've been with us in the chemo ward' [The words flashed on the screen and changed his life. Edwin Hardeman had struggled through six rounds of chemotherapy in 2015 when he saw a TV report that said exposure to a popular weedkiller could lead to the exact cancer that was destroying his life. For the first time, the Californian had a possible explanation for his disease. What he didn’t know then was that four years later, he would become the first person to prove in US federal court that Roundup had caused his non-Hodgkin lymphoma (NHL) – and that in the process, he would help uncover damning secrets about the manufacturer, Monsanto, and its influence in science and government. "I hope this is a significant turnaround in Monsanto's history," Hardeman, 70, said on a recent morning in his Windsor living room, his first interview since a jury ruled that the company was liable for his cancer and owed him $80m in damages. "Maybe they will finally do the right thing." Monsanto, now owned by the German pharmaceutical corporation Bayer, has given no indication that it plans to change its ways. But Hardeman's triumph, overcoming a judge that was openly hostile to his case, could impact tens of thousands of other cancer survivors and families in court – and could affect the agrochemical industry for years to come. (...)]

 

 

4-10-2018 - Sustainable Pulse & US FDA and Cornell University Reports Show Glyphosate Residues in Corn, Soybeans and Pet Food [The world’s most used herbicide, glyphosate, has been found in corn, soybeans and pet food by two different testing studies released by the The U.S. Food and Drug Administration (FDA) and Cornell University this week. The FDA report released Monday on their 2016 testing program, showed that 2,670 domestic food samples were tested for pesticides, 99% of which were found to be in compliance with federal EPA pesticide residue standards and 4,276 imported food samples were tested, 90% of which were found to be in compliance with the EPA standards. The FDA also tested for glyphosate and AMPA (the main metabolite of glyphosate) for the first time in a small range of products in 2016, these included corn, soybeans, eggs and milk. The results showed that glyphosate was found at high but legal levels in soybeans and corn but not in eggs or milk]

2-10-2018 - Food Navigator & FDA releases pesticide residue report; scope of glyphosate testing inadequate, says Detox Project [A new report from the FDA shows the vast majority of human and pet foods produced and imported into the US in 2016 below federal limits for pesticide residues, although those hoping to discover more about the presende of glyphosate will not learn anything new from this data set]

 

 

19-8-2018 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & Opinião da Direx: agrotóxico glifosato e o alegado "risco zero para a saúde" [Diretor da Sociedade Rural Brasileira afirma em notícia que o "glifosato tem risco zero para a saúde" das pessoas e que o Ministério Público Federal quer "transformar 'disparates' em 'verdades absolutas'"; porém, a realidade toxicológica da formulação comercial do agrotóxico à base de glifosato é outra & Opinion by Direx: agrotoxic glyphosate and the alleged "zero risk to health" & Director of the Brazilian Rural Society says in the news that "glyphosate has zero risk to people's health" and that the Federal Public Ministry wants to "in 'absolute truths' "But the toxicological reality of the commercial formulation of glyphosate-based pesticide is another]

 

 

27-11-2017 - Repórter Brasil & Agrotóxicos: Brasil libera quantidade até 5 mil vezes maior do que Europa [Oito brasileiros se intoxicam com agrotóxicos por dia devido à permissividade da lei brasileira, aponta estudo inédito. O debate sobre o uso de agrotóxicos ganhou um novo capítulo, e ele não é bom para o Brasil. Estudo inédito revelou o abismo que existe entre a legislação brasileira e a da União Europeia sobre o limite aceitável de resíduos na água e nos alimentos. A contaminação da água é o que mais chama a atenção, com a lei brasileira permitindo limite 5 mil vezes superior ao máximo que é permitido na água potável da Europa. No caso do feijão e da soja, a lei brasileira permite o uso no cultivo de quantidade 400 e 200 vezes superior ao permitido na Europa. Esses são os resultados do estudo "Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia", da pesquisadora Larissa Mies Bombardi, do Laboratório de geografia Agrária da Universidade de São Paulo. “Infelizmente, ainda não é possível banir os agrotóxicos. Por isso, é importante questionar por que o governo brasileiro não usa parâmetros observados no exterior”, afirma Bombardi, para quem a permissividade em relação à água "é uma barbárie". Enquanto a União Europeia limita a quantidade máxima que pode ser encontrada do herbicida glifosato na água potável em 0,1 miligramas por litro, o Brasil permite até 5 mil vezes mais. (...)]

 

 

Out-2017 - Longreads & What the World's Most Controversial Herbicide Is Doing to Rural Argentina [After enormous lobbying efforts, Monsanto's GMO soybeans, treated with Roundup, became the country's largest export, as cancer rates and other health issues skyrocketed]