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UE: avaliação da renovação do uso do agrotóxico glifosato foi baseada em plágio?

Relatório para o Parlamento Europeu sustenta que a renovação do uso do agrotóxico glifosato na União Europeia (EU) foi baseada em texto plagiado produzido pela própria Monsanto. Members of the European Parliament (MEPs) afirmam que relatório para o Parlamento Europeu "explica por que os reguladores da UE descartaram alertas sobre o perigo desse agrotóxico"

EU: Evaluation of the renewal of the use of agrotoxic glyphosate was based on plagiarism? & Report to the European Parliament maintains that the renewal of the use of glyphosate in the European Union (EU) was based on plagiated text produced by Monsanto itself. Members of the European Parliament (MEPs) state that a report to the explains why EU regulators have ruled out warnings about the danger of agrochemicals"

 

Protestos contra renovacao uso glifosato UE

Credito imagem: Yves Herman/Reuters

 

Segundo a notícia EU glyphosate approval was based on plagiarised Monsanto text, report finds [Study for European parliament 'explains why EU assessors brushed off warnings of pesticide's dangers', says MEP] (por Arthur Neslen) do The Guardian de 15 de janeiro de 2019, os reguladores de agrotóxicos da EU basearam sua decisão de renovar por mais 5 anos o registro do controverso agrotóxico glifosato em uma avaliação plagiada de estudos feitos pela própria indústria, de acordo com um relatório feito para o Parlamento Europeu.

Um grupo interpartidário de deputados do Parlamento Europeu encomendou uma investigação sobre as alegações, reveladas pelo jornal inglês The Guardian, de que o Federal Institute for Risk Assessment (BfR) da Alemanha "copiou e colou" extensões de estudos feitos pela própria Monsanto.

As descobertas dessa investigação foram divulgadas horas antes de uma apertada votação parlamentar sobre o escrutínio independente na renovação de licença de uso de agrotóxicos na UE.

Os autores do relatório entregue ao Parlamento Europeu disseram que encontraram "evidências claras da pretensão deliberada do BfR de uma avaliação independente, enquanto que, na realidade, os reguladores estavam apenas ecoando" as avaliações produzidas pela própria indústria requerente da renovação do uso do glifosato.  

Molly Scott Cato, uma eurodeputada do Grupo dos Verdes, disse que a escala de supostos plágios dos autores do documento do BfR é "extremamente alarmante". "Isso ajuda a explicar por que a avaliação da Organização Mundial de Saúde sobre o glifosato como provável carcinógeno humano foi tão conflitante com [as conclusões] os reguladores da UE, que concederam a esse agrotóxico um atestado mais limpo de saúde, descartando alertas sobre seus perigos", disse ela.

 

 

A investigação apresentada para o grupo de eurodeputados do  Parlamento Europeu encontrou plágio em 50,1% dos capítulos que avaliam estudos publicados sobre riscos do glifosato para a saúde das pessoas, incluindo parágrafos inteiros e páginas inteiras de texto.

A European Food Safety Authority (EFSA) baseou sua recomendação de que o glifosato "era seguro para uso público" na avaliação feita pelo BfR da Alemanha. Um porta-voz da EFSA disse: "Essa investigação não fornece nenhuma informação científica nova que ponha em causa a avaliação e as conclusões sobre o glifosato. A EFSA está firmemente por trás da integridade de seus processos de avaliação de risco e suas conclusões sobre o glifosato".

Em uma declaração, o BfR rejeitou qualquer noção de engano deliberado, dizendo que seus autores avaliaram os relatórios relevantes da indústria antes de selecionar passagens de texto para "integrar" o relatório apresentado à EFSA para fins de extensão do registro do glifosato na UE.

"Muitas vezes vemos que a complexidade do procedimento convencional para a renovação do uso de  ingredientes ativos de agrotóxicos não é entendida corretamente", disse o professor do BfR, Andreas Hensel. "O termo 'plágio' não é relevante neste contexto."

Porém, uma análise segregada dos métodos de pesquisa usados ​​para avaliar o glifosato pela International Agency for Research on Cancer (IARC) da OMS e pela Environmetal Protection Agency (EPA) dos EUA, também levantou questões sobre a real independência regulatória de governos.

Descobriu-se que os reguladores da EPA, p. ex., usaram relatórios inéditos da indústria em 63% dos estudos que avaliaram, enquanto a IARC se baseava unicamente na literatura científica de domínio público disponível.

Quase três quartos dos artigos revisados ​​pela comunidade de cientistas  analisados ​​pelo IARC encontraram evidências de genotoxicidade no glifosato, em comparação com apenas 1% das análises da indústria, de acordo com um estudo publicado pela Environmental Sciences Europe.

Jo Lewis, o diretor de políticas da Soil Association, disse: "É inaceitável que os estudos da  indústria de agrotóxicos recebam maior reconhecimento do que a literatura científica revisada por cientistas, na tomada de decisões [governamentais] regulatórias. Embora este documento se concentre na EPA dos EUA, críticas semelhantes foram feitas às decisões da UE e tememos que, fora da UE, aumente a pressão para a aprovação do uso de agrotóxicos".

 

Novo artigo lança luz na avaliação da EPA dos EUA sobre a "não" genotoxicidade do glifosato

Segundo a notícia New Analysis Sheds Light on EPA's Deception on Genotoxic Glyphosate da Sustainable Pulse de 16 de janeiro de 2019, uma nova análise publicada na terça-feira (15), mostra que a Environmental Protection Agency (EPA) dos EUA baseou-se em estudos secretos da indústria de agrotóxicos, que encontraram "nenhum efeito" do glifosato, ao invés de estudos científicos publicados, que o apontam como substância genotóxica, informou uma reportagem da GMWatch.

 

 

Muitas pessoas ao redor do mundo ainda lutam para entender como e por que a EPA dos EUA  e a European Food Safety Authority (EFSA) da União Europeia (UE) concluíram que o glifosato não é genotóxico (danoso ao DNA) ou carcinogênico, enquanto a International Agency for Research on Cancer (IARC) da Organização Mundial de Saúde (OMS) chegou à conclusão oposta. A IARC declarou que a evidência do potencial genotóxico do glifosato é "forte" e que é um provável carcinógeno humano.

As visões opostas do EPA, EFSA e IARC sobre o potencial genotóxico do glifosato desempenharam um papel crucial em suas diferentes conclusões sobre sua carcinogenicidade, já que a genotoxicidade é um dos dois mecanismos (o outro é o estresse oxidativo) pelos quais ele é considerado pela IARC como carcinogênico.

Agora, um novo artigo revisado por especialistas responde à questão de como e por que a EPA e a EFSA chegaram a conclusões diametralmente opostas à IARC sobre a genotoxicidade do glifosato. O artigo em questão mostra que a EPA dependeu de estudos inéditos da indústria, 99% dos quais indicavam que o glifosato "não era genotóxico", enquanto a IARC se baseou em estudos científicos de domínio público, 74% dos quais indicavam que o glifosato era genotóxico.

O julgamento do "sem risco de genotoxicidade" da EPA sobre o glifosato foi essencial para a classifica-lo como "sem risco carcinogênico". O artigo mostra que apenas enquadrando e restringindo sua avaliação de genotoxicidade de maneira altamente seletiva e tendenciosa, a EPA foi capaz de concluir que o glifosato "não é" genotóxico. Também demonstra que a classificação de câncer da EPA - assim como à da EFSA, que foi baseada nos mesmos dados e foi alcançada de maneira similar - é cientificamente infundada. No geral, o artigo mostra que o modo como os agrotóxicos são avaliados quanto aos seus riscos não é adequado à finalidade e expõe as pessoas e o meio ambiente a riscos inaceitáveis.

O novo artigo sobre o agrotóxico glifosato é de autoria de Charles Benbrook1 e é publicado na Environmental Sciences Europe.

Os principais resultados do artigo de Benbrook, segundo a notícia do Sustainable Pulse, são os seguintes: ­

1. A EPA baseou-se em estudos setoriais secretos e tendenciosos, enquanto a IARC utilizou estudos publicados — Enquanto a IARC referenciou apenas estudos revisados ​​por cientistas e relatórios disponíveis na literatura de domínio público, a EPA se baseou fortemente em estudos regulatórios não publicados encomendados pelos próprios fabricantes de agrotóxicos. De fato, 95 (63%) dos 151 ensaios de genotoxicidade citados na avaliação da EPA foram de estudos da indústria de agrotóxicos, enquanto o IARC citou (100%) fontes de literatura de domínio público.

Há uma grande diferença nos resultados dos ensaios patrocinados pela indústria de agrotóxicos versus os da literatura de domínio público. Dos 95 ensaios industriais levados em conta pela EPA, apenas um relatou um resultado positivo (ou seja, que o glifosato teve um efeito genotóxico), ou apenas 1%. Entre o total de 211 estudos publicados, 156 relataram pelo menos um resultado positivo, ou 74%.

Um olhar mais atento aos ensaios referenciados pela EPA, mas não pela IARC; e pela IARC, mas não pela EPA, também ajuda a explicar por que a EPA e a IARC chegaram a conclusões opostas.

A EPA citou 109 testes totais não incluídos no relatório da IARC, 87% dos quais eram estudos regulamentares encomendados pela indústria de agrotóxicos, e todos, exceto um, eram negativos (ou seja, "nenhum efeito genotóxico").

A IARC incluiu os resultados de 67 ensaios não incluídos na análise da EPA, todos eles de publicações revisadas por cientistas, e 82% dos quais tiveram pelo menos um resultado positivo para genotoxicidade.

2. A EPA analisou uma substância à qual quase ninguém está exposto, enquanto a IARC analisou o contexto real que envolve o uso de agrotóxicos — Outra diferença importante é que a EPA concentrou sua análise no glifosato em sua forma química pura ou técnico. O problema é que quase ninguém está exposto ao glifosato técnico isolado. Os aplicadores de agrotóxicos e o público em geral estão expostos às formulações comerciais de agrotóxicos, que consistem no glifosato mais ingredientes adicionados. As formulações comerciais foram repetidamente mostradas como sendo mais tóxicas do que o glifosato técnico isolado.

A IARC, em contraste com a EPA, colocou um peso considerável em 85 estudos concentrados em agrotóxicos à base de glifosato formulados comercialmente, os quais as pessoas realmente usam e estão expostas. O fato é que 79% dos ensaios com agrotóxicos à base de glifosato publicados na literatura de domínio público relataram um ou mais resultados positivos de nocividade. A EPA listou estudos sobre agrotóxicos comercialmente formulados à base de glifosato no seu relatório, no entanto, reconhece que colocou pouco ou nenhum peso nos resultados do ensaio com agrotóxicos à base de glifosato formulados comercialmente.

Essa diferença é refletida na porcentagem geral de testes positivos. Apenas 24% dos 151 ensaios citados pela EPA relataram resultados positivos, enquanto 76% dos citados pela IARC tiveram pelo menos um resultado positivo nocivo.

3. A EPA não considerou a exposição ocupacional, enquanto a IARC o fez — A análise da EPA foi limitada à exposição dietética típica do público em geral como resultado do uso legal em culturas alimentares, porém, não abordou a exposição ocupacional e os riscos.

A avaliação da IARC englobou dados de cenários típicos de elevada exposição dietética e ocupacional. Eventos de exposição elevados causados ​​por derrames, mangueiras ou conexões com vazamentos ou deriva pelo vento são realmente comuns para pessoas que aplicam agrotóxicos vários dias por semana, durante várias horas, como parte de seu trabalho.

Artigo "importante" (editor de periódico) — Em um passo incomum, o editor-chefe da Environmental Sciences Europe, o professor Henner Hollert e seu coautor, o professor Thomas Backhaus, pesaram com uma forte declaração em apoio à aceitação do artigo de Benbrook para publicação. Em um comentário publicado na mesma edição da revista, eles escreveram: "Estamos convencidos de que o artigo fornece novos insights sobre por que conclusões diferentes sobre a carcinogenicidade do glifosato e dos GBHs [herbicidas à base de glifosato] foram alcançados pela EPA e IARC dos EUA. É uma contribuição importante para a discussão sobre a genotoxicidade dos GBHs".

Os professores Hollert e Backhaus explicaram que é prática comum enviar manuscritos submetidos à revista para 2 ou 4 revisores. Mas devido ao fato de que a discussão sobre a carcinogenicidade do glifosato tornou-se uma "questão tóxica", a revista enviou o artigo para não menos que 10 revisores e todos, menos um dos quais, recomendaram sua publicação.

Editor de revista e coautor pedem reforma de aprovações de agrotóxicos — Em seu comentário, os professores Hollert e Backhaus ofereceram uma lista de "lições a serem aprendidas" com o artigo de Benbrook para a avaliação de risco de agrotóxicos e outros produtos químicos. Essas lições incluem recomendações para reforma - muitas das quais há muito solicitadas pelo GMWatch e outras ONGs. Em suma, estas são: a) Estudos relacionados ao glifosato e formulações comerciais de agrotóxicos à base desse ingrediente ativo devem ser levados em consideração nas avaliações de risco; b) A etapa de formulação do problema da avaliação de risco é fundamental para uma compreensão do resultado. Assim, deve ficar claro para todos, incluindo leigos, qual substância está sendo avaliada - e quais cenários de exposição, endpoints e metas de proteção estão sendo considerados; c) Como diferentes avaliadores dão diferentes pesos e escores de confiabilidade a diferentes estudos, todos os estudos usados ​​na avaliação de risco e os dados subjacentes devem ser tornados públicos e, portanto, disponíveis para um exame independente. Assim, a formulação do problema, protocolos de avaliação e análise de dados também devem ser publicados. As avaliações de agrotóxicos devem implementar a metodologia de revisão sistemática já promovida pela EFSA e d) Novos estudos devem ser registrados, da mesma forma que os ensaios clínicos, para garantir que as conclusões de "sem efeito" (que são notoriamente difíceis de publicar em revistas), bem como resultados indesejados, sejam igualmente consideradas na avaliação; e) Dado que as formulações de agrotóxicos à base de glifosato são mais tóxicas do que o glifosato, os efeitos da formulação comercial devem ser considerados durante a avaliação de risco [em conformidade com o Artigo 4.3 (b) do Regulamento (CE) 1107/2009]. No entanto, isto representa um desafio para a avaliação transparente [no licenciamento de uso], uma vez que os ingredientes em formulações comerciais de agrotóxicos não são geralmente divulgados pelos fabricantes e são em grande parte desconhecidos.

ONGs e presidente da comissão parlamentar da UE pedem reforma da regulamentação do uso de agrotóxicos — A GMWatch dá as boas-vindas ao artigo de Benbrook e ao comentário dos professores Hollert e Backhaus como análises altamente informativas do que está errado com as avaliações regulatórias dos agrotóxicos [EPA e EFSA] e como o sistema precisa de mudança.  Na UE, essas novas publicações reforçam e em muitos aspectos refletem as demandas pela reforma do processo governamental de avaliação de risco de agrotóxicos apresentadas no ano passado pelos Citizens for Science in Pesticide Regulation,  uma coalizão de 120 ONGs, incluindo o GMWatch.

apoio adicional a muitas destas medidas vem da Comissão PEST do Parlamento Europeu, que foi criada em resposta às preocupações levantadas pela European Citizens' Iniciative (European Commission) de banir da UE o agrotóxico glifosato, os Documentos da Monsanto (documentos internos da Monsanto divulgados em litígios judiciais de câncer nos EUA revelando "como a indústria subverteu a ciência") e as discrepâncias nas avaliações do glifosato sobre o câncer entre as instituições europeias e a IARC.

 

A política de liberação do uso de agrotóxicos no Brasil

Segundo a notícia Governo liberou registros de agrotóxicos altamente tóxicos [Entre eles está o Sulfoxaflor, liberado nos últimos dias do ano passado, que já foi acusado de exterminar as abelhas nos EUA]  (por Pedro Grigori) do Repórter Brasil de 18 de novembro de 2019, "Quarenta novos produtos comerciais com agrotóxicos receberam permissão para chegar ao mercado nos próximos dias. O Ministério da Agricultura publicou no Diário Oficial da União de 10 de janeiro o registro de 28 agrotóxicos e princípios ativos". Segundo a notícia, "Especialistas ouvidos pela reportagem apontam uma aceleração na permissão de novos registros, que estaria em 'nível desenfreado'" e que "No ano passado, 450 agrotóxicos foram registrados no Brasil, um recorde histórico. Destes, apenas 52 são de baixa toxicidade".

 

 

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1 Desde setembro de 2017, Charles Benbrook tem servido como um perito testemunha em processos judiciais envolvendo a contribuição de Roundup (um herbicida à base de glifosato) para o linfoma não-Hodgkin. Ele testemunhou em nome de Lee (Dewayne) Johnson durante seu julgamento em San Francisco em 2018.

 

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15-3-2019 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & Na "dose segura": novo estudo toxicológico revela efeitos nocivos dos GBHs [Novo estudo, realizado por várias instituições científicas independentes em todo o mundo, descobriu que a exposição aos agrotóxicos herbicidas à base do i. a. glifosato [glyphosate-based herbicides (GBHs)] causou efeitos reprodutivos e de desenvolvimento em ratos machos e fêmeas, em um nível de dose tido nos EUA "como seguro" (1,75 mg/ kg pc/dia) - In the "safe dose": new toxicological study shows harmful effects of GBHs & A new study, made by several independent scientific institutions around the world, found that exposure to herbicide-based herbicides I.A. glyphosate-based herbicides (GBHs) caused reproductive and developmental effects in male and female rats at a dose level in the US "as safe" (1.75 mg / kg bw / day)]

 

 

14-3-2019 - Rede Brasil Atual & Nota técnica da Anvisa sobre glifosato ignora riscos à saúde da população [Documento do órgão afirma, por exemplo, que o agrotóxico não provoca mutação genética nem é cancerígeno, negando diversos estudos do meio científico. A nota técnica divulgada pela Anvisa sobre o uso de glifosato no Brasil, agrotóxico mais utilizado no país, "não é séria", segundo análise da pesquisadora do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP), Larissa Mies Bombardi, autora do Atlas Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia]

 

 

13-3-2019 - Sustainable Pulse & Global Glyphosate Study Pilot Phase Shows Reproductive and Developmental Effects at 'Safe' Dose [A new study, performed by multiple independent scientific institutions around the world, has found that exposure to glyphosate-based herbicides (GBHs), including Roundup, caused reproductive and developmental effects in both male and female rats, at a dose level currently considered safe in the U.S. (1.75 mg/kg bw/day)]

13-3-2019 - Le Monde & Le glyphosate suspecté d’être un perturbateur endocrinien [Une étude, publiée le 12 mars par un consortium international de chercheurs, ajoute une nouvelle controverse sur ce produit déjà soupçonné d’être génotoxique ou cancérogène]

 

 

11-3-2019 - The Ramazzini Institute & Global Glyphosate Study Pilot Phase Shows Reproductive and Developmental Effects at 'Safe' Dose [A new study has found that exposure to glyphosate-based herbicides (GBHs), including Roundup, caused reproductive and developmental effects in both male and female rats, at a dose level currently considered safe in the U.S. (1.75 mg/kg bw/day)]

 

 

7-3-2019 - Monitor Mercantil & Glifosato: consulta pública da Anvisa sobre o 'veneno' manipula dados [​​​​​​​Liberação de novos agrotóxicos para a agricultura atinge níveis preocupantes no governo Bolsonaro]

 

 

7-3-2019 - Sustainable Pulse & European Court of Justice Orders EU Regulators to Publicly Release Secret Industry Glyphosate Studies [The European Court of Justice (ECJ) has ordered the European Food Safety Authority (EFSA) to release all of the secret carcinogenicity and toxicity pesticide industry studies on glyphosate to the general public, in a huge legal victory for public health protection. The full ECJ press release, published Thursday (...)]

7-3-2019 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & UE: Tribunal de Justiça ordenou que EFSA libere "documentos secretos" sobre carcinogenicidade e toxicidade do glifosato [O que revelarão os "documentos secretos" vinculados à carcinogenicidade e toxicidade do glifosato liberados ao público pelo Tribunal de Justiça da União Europeia? - EU: Court of Justice has ordered EFSA to release "secret documents" about carcinogenicity and toxicity of glyphosate & What will reveal the "secret documents" linked to the carcinogenicity and toxicity of glyphosate released to the public by the Court of Justice of the European Union?]

 

 

23-1-2019 - Food Navigator & 'European Union's legal corpus governing chemicals in food safety is extensive and fragmented' & [Food safety is a top priority for the EU because it affects all consumers and influences trade policy decisions (...) But a report by the European Court of Auditors (ECA) this month, it claims the European Union's food safety system is "overstretched" and its 'legal corpus' governing chemicals in relation to food safety is extensive and fragmented]

23-1-2018 - New European Parliament & Pesticides in food: what is the European Parliament doing to help? [Europeans are concerned about pesticide residues in food and their potential effect on health. Find out how MEPs are tackling the issue]

20-1-2018 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & UE: Parlamento aprova relatório da Comissão PEST que propõe mais rigor na autorização de agrotóxicos ["A PAN Europe alerta há anos que a legislação da UE não é respeitada no sistema de autorização de agrotóxicos: a ciência é mal utilizada, conflito de interesses persistem e a indústria de agrotóxicos domina todo o processo realizando seus próprios estudos de avaliação e até mesmo projetando os métodos usados nos procedimentos de avaliação. Não temos ideia sobre quantos agrotóxicos estamos expostos e como essas misturas impactam o meio ambiente, a nós mesmos e a saúde de nossos filhos." — Angeliki Lysimachou & EU: Parliament approves report by the PEST Commission that proposes more rigor in the authorisation of pesticides & "PAN Europe has been alert for years that EU legislation isn´t respected in the pesticide authorisation system: Science is poorly used, conflict of interests persist and the agrochemicals industry dominates the entire process by conducting its own evaluation studies And even projecting the methods used in the evaluation procedures. We have no idea how many pesticides we're exposed to and how these mixtures impact the environment, ourselves and the health of our children." — Angeliki Lysimachou]

17-1-2019 - Children's Health Defense & 12 Reasons Why Even Low Levels of Glyphosate are Unsafe [Here are 12 reasons why there is no safe level of glyphosate herbicide residue in our food or beverages]

 

 

Baum Hedlund Aristei Goldman PC & Roundup Cancer – Non-Hodgkin Lymphoma [Glyphosate, the active ingredient in the Monsanto Roundup weed killer and other companies’ products, has been listed as a probable cause of non-Hodgkin lymphoma by the International Agency for Research on Cancer (IARC), which is the World Health Organization's cancer research arm. The 2015 IARC glyphosate classification was based on a review of multiple studies on the effects of glyphosate to agricultural and forestry workers since 2001. The evidence shows that people who were exposed to glyphosate experienced higher reported incidences of non-Hodgkin lymphoma than those who weren't exposed to the herbicide. The IARC report further points out that glyphosate is currently used in 750 products around the world, and use of the herbicide has "increased sharply with the development of genetically modified glyphosate-resistant crop varieties."]

 

 

18-1-2019 - Repóter Brasil & Governo liberou registros de agrotóxicos altamente tóxicos [Entre eles está o Sulfoxaflor, liberado nos últimos dias do ano passado, que já foi acusado de exterminar as abelhas nos EUA]

17-1-2019 - Euractiv & Greens save glyphosate from EU ban calls, as deal with EPP triumphs [The Greens in the European Parliament have blocked an amendment calling for the ban of Monsanto's controversial weedkiller, as part of a broader political deal with the centre-right European People's Party (EPP) to back a report calling for a rethink of the EU's pesticide approval system]

17-1-2019 - Euroreporter & Pesticides – Protecting consumers is our highest priority says EPP [EPP Group protects consumers, insists on science-based approach towards pesticides authorization]

16-1-2019 - Sustainable Pulse & New Analysis Sheds Light on EPA’s Deception on Genotoxic Glyphosate [New analysis published Tuesday shows that the U.S. Environmental Protection Agency (EPA) relied on secret industry studies, which found ‘no effect’ from glyphosate, rather than published studies, which mostly found the chemical was genotoxic, GMWatch reported]

 

 

16-1-2019 - Euractiv & Four things to watch ahead of final EU vote on pesticides [European Parliament lawmakers will today (16 January) vote on a non-binding report calling for a rethink of the EU’s authorisation procedure for pesticides. The PEST Special Committee was set up last February following a heated debate on the 5-year renewal of the controversial glyphosate weedkiller, but with a broader mandate to examine the current authorisation scheme for pesticides in general]

 

 

15-1-2019 - Euractiv & Europe's food safety system 'overstretched', auditors say [The European Union’s food safety system is respected across the globe but it's now "overstretched", the European Court of Auditors (ECA) said in a report published on Tuesday (15 January), urging policymakers to bolster implementation capacity. The new ECA report, which focused on chemicals, found that the implementation of EU laws on chemicals in food, feed, and plants has not reached the desired levels]

15-1-2019 - The Guardian & EU glyphosate approval was based on plagiarised Monsanto text, report finds [Study for European parliament 'explains why EU assessors brushed off warnings of pesticide's dangers', says MEP]

 

 

14-1-2019 - France 24 & Glyphosate: 'The most toxic product ever invented by man' [Toxic weedkillers have been banned from gardens across France this month. Households are no longer allowed to stock, never mind use, the chemical compounds, which are deemed a danger to the environment. Industrial use, however, continues. The world's most popular weedkiller, glyphosate, is still being spread in huge quantities. Some people say it is a safe solution to supplying enough food to feed the world. Others say it is clearly a poison that should be banned]

 

 

9-11-2018 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & O relatório da ONU contra os agrotóxicos não pode ser esquecido ["Usar mais agrotóxicos não tem nada a ver com a eliminação da fome. Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), somos capazes de alimentar 9 bilhões de pessoas hoje. A produção está definitivamente aumentando, mas o problema é a pobreza, a desigualdade e a distribuição [de alimentos]". — Hilal Elver, relatora especial da ONU sobre o direito à alimentação & The UN report against pesticides can't be forgotten & "Using more pesticides has nothing to do with the elimination of hunger. According to the United Nations Food and Agriculture Organization (FAO), we're able to feed 9 billion people today. The production is definitely increasing, but the problem is poverty, inequality and distribution [of food]". — Hilal Elver, UN Special rapporteur on the right to food]

19-8-2018 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & Opinião da Direx: agrotóxico glifosato e o alegado "risco zero para a saúde" [Diretor da Sociedade Rural Brasileira afirma em notícia que o "glifosato tem risco zero para a saúde" das pessoas e que o Ministério Público Federal quer "transformar 'disparates' em 'verdades absolutas'"; porém, a realidade toxicológica da formulação comercial do agrotóxico à base de glifosato é outra & Opinion by Direx: agrotoxic glyphosate and the alleged "zero risk to health" & Director of the Brazilian Rural Society says in the news that "glyphosate has zero risk to people's health" and that the Federal Public Ministry wants to "in 'absolute truths' "But the toxicological reality of the commercial formulation of glyphosate-based pesticide is another]