Afisa-PR

Opinião da Direx: promessa do governo para nomear mais fiscais agropecuários não resolve

A promessa sem previsão de data do governo para nomear mais 80 fiscais agropecuários não resolve um dos problemas mais graves da fiscalização agropecuária do estado

 

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Segundo a notícia Gestão Ratinho propõe concurso de quase 6 mil vagas, sem previsão de data (por Catarina Scortecci) da Gazeta do Povo de 3 de julho de 2019, o governo promete:

 

(...) A ideia seria abrir 2.560 vagas de policiais militares, 400 de policiais civis (sendo 50 vagas de delegados e 50 de papiloscopistas e investigadores), 96 de peritos e médicos para a Polícia Científica, 1.269 de agentes de cadeia, 400 de profissionais de saúde, 80 de profissionais para a Adapar (Agência de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná) e 988 de professores (...).

 

A promessa sem previsão de data do governo de nomear mais 30 fiscais agropecuários está longe de resolver um dos problemas mais graves que prejudica a fiscalização agropecuária do estado: a sub-remuneração do fiscal da agropecuário em início de carreira, um fator limitante que impede o estado de formar um quadro de fiscais agropecuários qualificado, adequado, estável e permanente.  

Antes de novas nomeações, o comando comissionado da agricultura do governo em turno deveria corrigir o problema da sub-remuneração. Mas não é capaz disso. A correção proposta por esta Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) foi ignorada.

Sem a correção proposta por esta Afisa-PR, o Paraná nega ao seu fiscal agropecuário em início de carreira plena valorização profissional com justiça salarial. Esse problema implica em consequências altamente nocivas em prejuízo de uma atividade do serviço público que deveria ser considerada estratégica para um estado altamente dependente da agricultura

 

  

Mais nomeações de fiscais agropecuários sub-remunerados não resolve!

A Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) recomenda que o governo invista parte dos alegados R$ 200 milhões/ano do Orçamento em novas nomeações para promover plena valorização profissional com justiça salarial em benefício da base da carreira própria do fiscal agropecuário do estado. 

Sem que se resolva o limitante problema da sub-remuneração em prejuízo do fiscal agropecuário em início de carreira, o governo só poderá "contar" com o "fator sorte" para tentar evitar a reintrodução de doenças virais altamente contagiosas como a febre aftosa, peste suína clássica etc.   

Na Gazeta do Povo:

 

Concursos públicos e contratações – R$ 200 milhões por ano — O governador anunciou ainda a previsão de concursos públicos e contratações de 2.560 policiais militares, 400 policiais civis (50 delegados, 50 papiloscopistas e investigadores), 96 peritos e médicos para a Polícia Científica, 1.269 agentes de cadeia, 400 profissionais para a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), 80 profissionais para a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), 988 professores para a Secretaria Estadual da Educação (Seed), além de quadro próprio para a administração direta, Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Departamento de Estadas de Rodagem (DER), Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) e Teatro Guaíra. Segundo Ratinho, o custo para as contratações será de R$ 200 milhões por ano. Ele não deu detalhes, no entanto, do prazo para a realização dos processos seletivos.

  

Errar é humano, persistir...

Como o governo teima em sub-remunerar o fiscal agropecuário em início de carreira (tido como "menos igual") será inócua sua estratégia de (mais um) concurso público na esperança de "amparar" sua politicista promessa de "área livre de febre aftosa sem vacinação".  

 

 

Modificado em 11-4-2019 em 09:17

 

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