NOTÍCIAS DA AFISA-PR

Exportação de produtos derivados da carne: concorrentes sul-americanos estão organizados

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Exportação de produtos derivados da carne: concorrentes sul-americanos estão organizados

Estadunidenses, através do USDA & FSIS, exigem poder público e não o neoliberal "autocontrole" privado!

 

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Auditados, as Autoridades Centrais Competentes (CCA, sigla em inglês) da Argentina e do Uruguai, respectivamente, o Servicio Nacional de Sanidad y Calidad Agroalimentaria (Senasa) e  Ministerio de Gandería, Agricultura y Pesca (MGAP), mantêm seus respectivos sistemas de fiscalização pública de produtos de origem animal e de segurança alimentar equivalentes à dos EUA: 

 

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O Follow-up Report of an Audit Conducted in Argentina December 2-6, 2019 | Evaluating the Food Safety Systems Governing Meat Exported to the United States Of America — Em resumo, este relatório descreve o resultado de uma auditoria de verificação de equivalência na Argentina conduzida pelo Departament of Agriculture (USDA) & Food Safety and Inspection Service (FSIS) de 2 a 6 de dezembro de 2019. O objetivo da auditoria foi verificar a implementação por parte da Autoridade Central Competente (CCA) da Argentina das ações corretivas em resposta às conclusões da auditoria do USDA & FSIS de 25 de fevereiro a 15 de março de 2019, a fim de determinar se o sistema de fiscalização de segurança alimentar da Argentina que rege a carne permanece equivalente ao dos Estados Unidos, com a capacidade de exportar produtos que são seguros, saudáveis, não adulterados, embalados e rotulados corretamente. Atualmente, a Argentina exporta carne bovina crua intacta e totalmente cozida, e não pronta para o consumo (RTE, Ready-to-Eat) para os EUA.

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Dinamarca adota rigorosas regras contra caminhões transportadores de suínos vivos

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Dinamarca adota rigorosas regras contra caminhões transportadores de suínos vivos

Para proteger sua próspera indústria suinícola, sem amadorismo e sem politicagem, a Dinamarca atua para se manter livre da peste suína africana (PSA) e de outras graves doenças

 

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Crédito imagem: Vincent ter Beek | Pig Progress

 

Como a Dinamarca exporta 90% dos 28 milhões de suínos que cria em 5 mil propriedades rurais, em seu território ingressam muitos caminhões descarregados para o transporte de suínos vivos. Para evitar que sua indústria suinícola seja prejudicada pela introdução de graves doenças, esses caminhões só podem ingressar em território dinamarquês através das estações fronteiriças de lavagem e desinfecção que são financiadas pelos próprios produtores de suínos.

Conforme a notícia Keeping ASF at bay at the Danish border (por Vincent ter Beek) do Pig Progress de 15 de janeiro de 2020, a reportagem do britânico Pig Progress acompanhou o ingresso de um caminhão vazio procedente da Polônia pela estação de lavagem e desinfecção localizada a fronteira com a Alemanha. O caminhão foi imediatamente atendido e a primeira ação foi pulverizar o seu para-brisa com uma substância detergente. "É para onde migra a maior parte da sujeira, por isso precisa de mais atenção", explicou Claus Clausen, diretor da Danish Safety Wash em Padborg.

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Bioterrorismo com o vírus da PSA

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Bioterrorismo com o vírus da PSA

"Em nosso modelo teórico, uma única pessoa (um 'lobo solitário') sem nenhum treinamento especial em microbiologia ou apoio financeiro poderia liberar e disseminar o vírus da PSA em um território livre da doença" [African Swine Fever - potential biological warfare threat (EasyChair Preprint nº 1904)]

 

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Crédito imagem: The News & Observer

 

O estudo African Swine Fever - potential biological warfare threat (EasyChair Preprint nº 1904) ou Peste suína africana - ameaça potencial de guerra biológica (tradução livre), de Andrzej Jarynowski, Daniel Platek, Łukasz Krzowski, Anton Gerylovich e Vitaly Belik, publicado na EasyChair de 8 de novembro de 2019, em resumo, afirma (links inseridos nossos):

 

A peste suína africana (PSA) é uma infecção viral que causa doença aguda em suínos domésticos e javalis. Embora o vírus não cause doenças em seres humanos, o impacto que causa na economia, especialmente através do comércio e da agricultura, é substancial e causa mais de um bilhão de euros de perdas anuais na Europa Oriental e dezenas de bilhões em todo o mundo. Assim, o PSA é uma possível arma biológica, devido a: facilidade de coleta de material infeccioso; sua virulência extremamente alta; múltiplos mecanismos de rota de transmissão; sem tratamento e sem vacina; sua alta resistência à inativação e impacto devastador na produção de suínos. Em nosso modelo teórico, uma única pessoa (um "lobo solitário") sem nenhum treinamento especial em microbiologia ou apoio financeiro poderia liberar e disseminar o vírus da PSA em um território livre da doença. 

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China obtém promissores progressos no desenvolvimento de uma vacina contra o v-PSA

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China obtém promissores progressos no desenvolvimento de uma vacina contra o v-PSA

"A avaliação da virulência, imunogenicidade, segurança e eficácia protetora em suínos livres de patógenos específicos, suínos comerciais e fêmeas prenhes indicou que um vírus, chamado HLJ/-18-7GD, com sete genes excluídos, é totalmente atenuado em suínos, não pode se converter à cepa virulenta e fornece proteção completa dos suínos contra o desafio letal do v-PSA"

 

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Crédito imagem: NPA

 

De acordo com a notícia Researchers identify a "promising" ASF vaccine breakthrough1 (por The Pig Site) do The Pig Site de 6 de março de 2020, os resultados desse desenvolvimento foram detalhados em um artigo científico2 recentemente publicado, o Harbin Veterinary Research Institute (HVRI), subordinado à Chinese Academy of Agricultural Sciences (CAAS), na cidade de Harbin, nordeste da China, e o principal instituto estatal de pesquisa de doenças animais do gigante asiático, desenvolveu uma vacina contra o vírus da peste suína africana (v-PSA) que em testes de laboratório mostrou-se segura e eficaz.

O HVRI criou uma vacina viva, chamada HLJ/-18-7GD, a partir de uma série de vírus "deletados por genes", com base na primeira cepa de PSA do país.

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DESTAQUES DA AFISA-PR

Opinião da Direx: repudiamos qualquer tentativa de exploração propagandística com viés político em cima dos fiscais agropecuários médicos veterinários! 

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Opinião da Direx: repudiamos qualquer tentativa de exploração propagandística com viés político em cima dos fiscais agropecuários médicos veterinários! 

Em virtude da escassez de profissionais na área da saúde, governo prepara possível obrigatoriedade para que médicos veterinários, inclusive, fiscais agropecuários, sirvam na linha de frente contra a pandemia de Covid-19

 

Afisa PR ANO XVII

 

Esta Afisa-PR repudia qualquer tentativa de exploração propagandística com viés político, seja de órgãos públicos seja de conselho profissional, em cima de um problema da mais alta gravidade.

 

Carne de canhão?

Segundo as notícias divulgadas pelo imprensa não há (e duvidamos que haverá) sequer suficientes equipamentos de proteção individual (EPIs) [veja sua importância a partir da página 43 do Manejo Novo Coronavírus (Covid-19) do Albert Einstein] para os profissionais da saúde (muitos já foram contaminados pela covid-19) que já atuam na tentativa de atender as vítimas da covid-19.

Ante ao caos que infelizmente se avizinha, muitos médicos veterinários, inclusive, fiscais agropecuários, quando a pandemia ganhar dimensão exponencial, podem ser obrigados a enfrentar insidioso vírus sem adequada proteção da saúde e da vida!

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O agrotóxico clorotalonil no Paraná

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O agrotóxico clorotalonil no Paraná

Devido sua nocividade à saúde das pessoas, aos animais e ao meio ambiente, a União Europeia (UE) proibiu o agrotóxico clorotalonil1 em seus domínios; não obstante, em detrimento da saúde da população, o governo Ratinho Junior mantém 38 cadastros que autorizam o comércio e uso de 38 marcas comerciais de agrotóxicos  que contém em suas formulações ingrediente ativo clorotalonil

 

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Crédito imagem: SWI | (© Keystone / Christian Beutler)

 

No final de março de 2019, a Directorate-General for Health and Food Safety (DG Sante) da Comissão Europeia, responsável pela saúde e segurança alimentar na União Europeia (UE), decidiu pela não renovação do registro do agrotóxico fungicida clorotalonil1. Em consequência, no final de abril do ano passado, a UE proibiu o agrotóxico clorotalonil em seus domínios e que eventual "prazo de tolerância" não pode ultrapassar o próximo dia 20 de maio.

Essa proibição ocorre, entre outros problemas, devido à "preocupação grave em relação à contaminação das águas subterrâneas por metabólitos do clorotalonil", pois para o agrotóxico clorotalonil, em todos os "cenários pertinentes para todas as utilizações propostas", prevê-se que seus "metabolitos R417888, R419492, R471811, SYN507900, M3, M11, M2, M7 e M10 ocorram acima do valor paramétrico de 0,1 μg/l". Desta forma, "não é possível estabelecer atualmente que a presença de metabolitos do clorotalonil nas águas subterrâneas não terá efeitos inaceitáveis nessas águas nem efeitos nocivos na saúde humana".

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Opinião da Direx: párias do mundo?

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Opinião da Direx: párias do mundo? 

Caso não seja debelada, a pandêmica covid-19 tem condições de aniquilar as exportações agrícolas 

 

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Crédito imagem: RT Uma célula humana cercada por SARS-CoV-2. Imagem colorida. / NIAID

 

Para a Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR), caso os governos não sejam eficientes para debelar a tenebrosa pandemia da covid-19, muito em breve, os produtos da agricultura serão boicotados em escala mundial, por mais que os responsáveis pelos negócios da agricultura teimem em contrário.

O contexto é gravíssimo, visto que a exportação primária de produtos agrícolas é o que restou, já que o insano neoliberalismo deflagrado em 1990 fez com que a indústria nacional entrasse em espiral de abismo e fosse subsituída pelo rentismo.   

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Opinião da Direx: "Estratégia" fadada ao fracasso!

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Opinião da Direx: "Estratégia" fadada ao fracasso!

O que tem a esclarecer o governo (sic) Ratinho Junior?

 

Afisa PR ANO XVII

 

Uma reflexão muito importante: caso um fiscal agropecuário do estado esteja contaminado com a Covid-19, porém, ainda assintomático; em um dia de expediente em um dos "postos de fiscalização do trânsito animal" pela "proteção" da politicista "área livre de febre aftosa sem vacinação", este fiscal agropecuário poderá contaminar quantos caminhoneiros, disseminando a sua doença?

Caminhoneiros esses que transitam para diversas outras regiões que, contaminados, levarão a Covid-19 para outras cidades do Paraná ou até para outros estados. 

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Opinião da Direx: exige-se o cumprimento do art. 1º do Decreto 4.320/2020!

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Opinião da Direx: exige-se o cumprimento do art. 1º do Decreto 4.320/2020!

Caso contrário, conclamamos que o coletivo de fiscais agropecuários promova imediata greve branca total (braços cruzados) na defesa agropecuária do Paraná contra a notoriamente politicista "área livre de febre aftosa sem vacinação"

 

Afisa PR ANO XVII

 

Diante das notícias que circularam entre os fiscais agropecuário do Paraná, que dão conta do possível descumprimento do novo horário de experiente estabelecido, a Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR exige que a direção comissionada de confiança da autarquia de defesa agropecuária do estado, nomeada pelo governo (sic) Ratinho Junior, cumpra todos os decretos governamentais e todas as normativas de precaução da Secretaria de Estado da Administração e da Previdência (Seap/PR), principalmente, o art. 1º do Decreto 4.310/2020, que minimiza (mas não resolve!) a potencialmente perigosa aglomeração de fiscais agropecuários em seus locais de expediente.

Como notoriamente conhecido, o art. 196 da CRFB/1988 garante direito à saúde:

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