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A 4ºC o vírus SARS-CoV-2 se mantém estável por quatorze dias na pele suína

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A 4ºC o vírus SARS-CoV-2 se mantém estável por quatorze dias na pele suína

Cientistas do Exército dos EUA alertaram que os frigoríficos "são contínuas rotas de transmissão" da Covid-19

 

Matadouros de suínos Covid 19

Crédito imagem: arc2020 |Noth American Meat Institute | GAO-16-337

  

Segundo a notícia Coronavirus can live for four days on animal skin: US military study (por Stephen Chen) do South China Morning Post de 6 de julho de 2020, cientistas militares do Fort Detrick1, Maryland, EUA, descobriram que o novo coronavírus — o SARS-CoV-2 que causa a Covid-19 —, sobrevive por alguns dias na pele suína.  

Os cientistas do United States Army Medical Research Institute of Infectious Diseases (USAMRIID, na sigla em inglês, Instituto de Pesquisa Médica do Exército dos Estados Unidos de Doenças Infecciosas) testaram a capacidade de sobrevivência do vírus SARS-CoV-2 na superfície de vários materiais, incluindo papel-moeda2 não circulado fornecido pelo Serviço Secreto dos EUA e tecidos de algodão e poliéster não utilizados, de acordo com o artigo científico (ainda não revisado por outros cientistas) Modeling the Stability of Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavirus 2 (SARS-CoV-2) on Skin, Currency, and Clothing3, publicado no dia 3 de julho no portal de pré-impressão medRxiv.

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Segurança alimentar: o vírus Sars-CoV-2 e o transporte entre países de alimentos congelados

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Segurança alimentar: o vírus Sars-CoV-2 e o transporte entre países de alimentos congelados

Um epidemiologista chinês alertou que o vírus Sars-CoV-2 é particularmente resistente ao frio e pode sobreviver por meses a -4°C e por 20 anos a -20°C. Resistente ao congelamento, o vírus Sars-CoV-2 tem potencial para ser disseminado pelo transporte entre países de alimentos congelados 

 

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Crédito imagem: The Straits Times | Reuters

 

Segundo a notícia China's CDC experts investigate Xinfadi market three times, announce groundbreaking virus tracing discovery (por Zhao Yusha) do Global Times de 19 de junho de 2020, uma pesquisa epidemiológica em fase inicial revelou que a cepa de Sars-CoV-2 encontrada no mercado atacadista de alimentos de Xinfadi que assolou a capital Pequim é originária da Europa, porém, ela é mais antiga que o atual coronavírus europeu, segundo resultados preliminares de pesquisas, disse Zhang Yong, diretor assistente do Instituto Nacional para Controle e Prevenção de Doenças Virais (CDC, na sigla em inglês, National Institute for Viral Disease Control and Prevention).

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As abrangentes estratégias F2F e BDS da Comissão Europeia

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As abrangentes estratégias F2F e BDS da Comissão Europeia

Através do seu ambicioso Pacto Ecológico Europeu a Comissão almeja na União Europeia (UE) um sistema alimentar saudável e sustentável. Esta não é uma boa notícia para os países exportadores de produtos agrícolas para a UE que dependem fortemente do uso de agrotóxicos

 

Comissao Europeia

Crédito imagem: Wikipédia

 

O vice-presidente da Comissão Europeia, Frans Timmermans, afirmou que a crise do novo coronavírus revelou "como todos são vulneráveis e como é importante restaurar o equilíbrio entre as atividades humanas e o meio ambiente". Na União Europeia (UE), no âmbito do Pacto Ecológico Europeu, as estratégias Sustainable food – 'farm to fork' (F2F)1 e Biodiversity (BDS) são partes fundamentais de uma "grande transição em que embarcaram os europeus", de um novo direcionamento e de um melhor equilíbrio entre meio ambiente, a biodiversidade, os sistemas de produção de alimentos e da proteção da saúde e do bem-estar das pessoas e, ao mesmo tempo, também pretende aumentar a competitividade da UE e sua capacidade de resiliência.

As estratégias F2F e BDS da Comissão estabelecem metas ambiciosas que deverão ser atingidas até o ano de 2030: (a) redução em 50% do uso e dos riscos dos agrotóxicos2; (b) redução em 50% do uso de agrotóxicos mais tóxicos e  perigosos; (c) redução da dependência e substituição do uso de agrotóxicos por práticas agroecológicas; (d) conversão de 25% das áreas cultivadas em agricultura orgânica3; (e) proibição do uso de agrotóxicos nas áreas urbanas; (f) redução em 50% das perdas de nutrientes (com a garantia da não diminuição da fertilidade do solo); (g) redução em 20% do uso de fertilizantes agrícolas4; (h) redução em 50% do uso de antibióticos na indústria de animais5 e, até o ano de 2025, todas as áreas rurais da UE deverão acessar a internet banda larga rápida para possibilitar a inovação digital.

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EUA: "foi uma falsa escassez de carne"

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EUA: "foi uma falsa escassez de carne"

Um "negócio essencial"

 

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Crédito imagem: US Today | LM Otero, AP

 

Conforme a notícia 'It Was a Fake Meat Shortage': Reporting Suggests Industry Sacrificed Workers During Pandemic to Keep Exports Moving (por Eoin Higgins) dos Common Dreams de 17 de junho de 2020, como a pandemia da Covid-19 adoeceu em todo os EUA os trabalhadores de frigoríficos, ameaçando a produção de carne, os líderes da indústria animal apelaram ao governo para permitir que os frigoríficos permanecessem abertas, sob a alegação de uma "ameaça catastrófica de escassez de alimentos doméstica".

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DESTAQUES DA AFISA-PR

Opinião da Direx: a contratação temporária na fiscalização agropecuária do Paraná

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Opinião da Direx: a contratação temporária na fiscalização agropecuária do Paraná

Reflexões sobre o projeto de lei complementar 7/2020

 

Afisa PR ANO XVII

 

De autoria do Executivo tramita no Legislativo o projeto de lei complementar 7/20201 (alteração da Lei Complementar 108/2005) para fins de autorização da contratação temporária no âmbito da fiscalização agropecuária do estado.

Segundo a notícia "Ratinho Junior quer passar boiada; Oposição protesta" ["Alinhado ao governo Bolsonaro, Paraná vem desregulamentando no meio ambiente"] do Porém.net de 29 de julho de 2020:

 

(...) O texto foi aprovado com uma emenda que também estende a contratação temporária para realizar atividades de vigilância e inspeção à defesa agropecuária, no âmbito da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. (...)

  

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Opinião da Direx: investimento de R$ 100 milhões por si só pode não ser capaz de manter as exportações

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Opinião da Direx: investimento de R$ 100 milhões por si só pode não ser capaz de manter as exportações

Indústria da carne e Covid-19: são os países importadores de produtos agrícolas que ditam as regras e não o contrário

 

 Afisa PR ANO XVII

 

A notícia "Frigoríficos do Paraná investem R$ 100 milhões para manterem exportações durante Covid-19" (por Jorge de Souza) do Paraná Portal de 24 de julho de 2020 afirma, com base em declarações do patronato sindical, que a indústria da carne teve que investir R$ 100 milhões para manter "as atividades e as exportações" e que "o setor trabalhou dentro de um padrão, com todos os cuidados necessários para garantir a saúde dos trabalhadores".

A nosso ver, não é o investimento de x milhões de reais por si só que é capaz de garantir a continuidade das exportações. São os humores comerciais dos países importadores. Um país subdesenvolvido, dependente de exportações agrícolas in natura, está totalmente à mercê de medidas protecionistas; restrições de sanidade animal; contingências de segurança alimentar etc. impostas pelos países importadores.

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Opinião da Direx: o novo coronavírus e a indústria de animais

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Opinião da Direx: o novo coronavírus e a indústria de animais

O novo surto da Covid-19 de Pequim, no curto prazo, tem potencial para impactar as futuras exportações de produtos de origem animal

 

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Crédito imagem: FFF

 

Logo, que a indústria de animais (cujos trabalhadores sofrem com alarmante índice de contaminação pela Covid-19) se prepare, caso se conforme que a exportação1 de produtos de origem animal tem capacidade de disseminar2 o altamente contagioso coronavírus.

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Opinião da Direx: em plena crise pandêmica, governo quer estudo soroepidemiológico pela "área livre de aftosa"

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Opinião da Direx: em plena crise pandêmica, governo quer estudo soroepidemiológico pela "área livre de aftosa"

Em plena crise pandêmica, o governo Ratinho Junior1 movimentará centenas de fiscais agropecuários em todo o estado para a realização de um estudo soroepidemiológico pela "área livre de aftosa sem vacinação"

 

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Crédito imagem: Getty Images

 

O governo Ratinho Junior, em um momento em que a pandemia da covid-19 preocupa o seu próprio secretário da saúde que que apela para o isolamento da população nas próximas semanas, movimentará centenas de fiscais agropecuários para um estudo soroepidemiológico vinculado à febre aftosa que pretende fiscalizar 330 propriedades em todo o estado a fim de identificar e coletar sangue dos bovinos nelas existentes.    

Para a Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR), não é razoável que nesse momento se obrigue extensas "atividades de campo" como é o caso desse estudo. Nas próximas semanas, a curva da altamente contagiosa e mortal covid-19 se acentuará e as mortes podem dobrar em 20 dias sem medidas de contenção, circunstâncias que, obviamente, colocarão em risco a integridade e vida dos fiscais agropecuários do estado e dos agricultores que serão fiscalizados.  

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Opinião da Direx: o aprofundamento da desvalorização e da injustiça salarial

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Opinião da Direx: o aprofundamento da desvalorização e da injustiça salarial

De natureza essencialmente politicista, a promessa da "área livre de febre aftosa sem vacinação", que pode estar em xeque-mate devido à pandemia da covid-19, não trará plena valorização e justiça salarial ao fiscal agropecuário do Paraná

 

Afisa PR ANO XVII

 

No seu último contracheque, o fiscal agropecuário do Paraná, cujos serviços que presta à população são considerados essenciais — constatou que o seu subsídio foi reduzido ainda mais — e sem reposição deste 2016, suas perdas salariais acumuladas passam de 20%. Mais esta redução é decorrente de dois ataques do governo Ratinho Junior:

 

a) pela destruição da sua Previdência pública, algo que lhe custará muito caro no futuro, levada a cabo pelo governo em turno sem diálogo e em uma única tarde pelos seus aliados políticos no legislativo e

b) como efeito secundário dessa destruição, pelo aumento da alíquota previdenciária (na verdade, um confisco salarial).

 

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