Por Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR)

 

Reflita:

1 – Há sistemático calote contra a data-base! 

2 – Até o final deste ano não haverá — 1ª amarração governamental indireta anti-subsídio — promoção, progressão e tempo de contagem!

3 – Depois de superada a 1ª amarração governamental, o suposto pagamento da promoção e progressão dependerá de disponibilidade de "orçamento" — 2ª amarração governamental indireta anti-subsídio —, o qual pode muito bem "não existir" ante a pegadinha dos 80% (atenção!) e o "efeito financeiro" se dará quando da publicação a bel-prazer de decreto do executivo.

 

Os obscuros bastidores de certas "medidas" que nunca levaram a nada!

Reflita:

1 - Primeiro: as endorfinadoras e pacificadoras "promessas" (jamais cumpridas) dos tais "salvadores projetos de lei" balaios de gatos a fim de "reestruturar" várias tabelas salariais de (quando a quantidade hoje no serviço público é mortal, pasmem) várias carreiras (desta forma promessas inviáveis, ou seja, já "nasciam" natimortos), que quase chegou a sua 4ª versão.

2 - Segundo: a idealização dos status quo do "sistema" de "representação" balaio de gatos (mais um!), "uma vez" que esta Afisa-PR "não representa ninguém" como gostavam de espalhar certos "espertalhões", que hoje mais parece um braço de atuação dos status quo, cujo resultado foi a subtração do poder reivindicatório, ou seja, hoje só se pode pedir, mas não exigir. 

3 - Terceiro: a "cultura" do "primeiro os ônus e 'depois os bônus'" que capturou uma maioria pouco reflexiva. Essa manipulação ideológica (cujo alvo, óbvio, era a política associativa da Afisa-PR baseada na independência e na realidade!) que levou a maioria a uma visceral defesa dos "grandiosos feitos" dos status quo, como se estes pudessem "logo mais" se "materializarem em 'mais' subsídio"... deu no que deu!

4 - Quarto: ilusões sobre "montagem" de uma "força-tarefa" aqui; outra "comissão" acolá, entre outras "medidas" que nada resolvem concretamente. 

  

Nossa política associativa!

A Afisa-PR organizou e liderou a vitoriosa greve por tempo indeterminado do ano de 2011 (que viabilizou a histórica transformação de cargos e posterior enquadramento na carreira própria, medida fundamental para escapar do estagnante quadro geral no qual a quantidade é fator limitante) — portanto, foi a entidade representativa que absorveu sozinha todos os ônus políticos derivados dessa greve. Explica-se sua "demonização" por parte dos status quo, do patronato e outras vertentes exógenas.

Como a vitoriosa greve do ano de 2011 nada ensinou para uma maioria, a  Afisa-PR e a vertente reflexiva que a cerca levaram uma grande rasteira (graças às "articulações" pró-status quo patrocinadas por notórias personalidades) no ano de 2015 quando se tentou organizar um grande movimento reivindicatório neste ano, no qual passou o último (atenção!) bonde de perspectiva de melhoria salarial diante da inicialização do choque ultraneoliberal que se agudiza no presente. 

A Afisa-PR apoia somente a greve geral por tempo indeterminado (mas não a organizará e muito menos a liderará para "vingar" — helás! — a trapaça sofrida no ano de 2015) como única (atenção!) medida com capacidade de fazer o status quo "se mexer". Existem pelo menos duas medidas (já adiantada por nós, mas pelas quais ninguém se interessou) que contornam-atenuam estas amarrações legais indiretas anti-subsídio.

 

A realidade!

Não é possível reverter (um problema que uma maioria não reflexiva não consegue enxergar) as recentes amarrações legais indiretas anti-subsídio: o prejuízo salarial está consolidado. Os próximos anos serão de contínuo arrocho salarial e, consequentemente, de crescente empobrecimento, sobretudo, da base da carreira.  

O que realmente interessa: essa maioria não reflexiva e "articulada" na "representação" balaio de gatos (engenhosidade idealizada pelos status quo a fim de dividir para imperar) terá coragem e condições para encaixar uma vitoriosa greve geral por tempo indeterminado no momento certo, capaz de causar o máximo ônus político possível contra o governo e o maior prejuízo econômico possível contra os seus aliados do neoagrocapitalismo?

Sem uma vitoriosa greve geral por tempo indeterminado (não obstante as privatizações, terceirizações, arranjos legais etc. patrocinadas pelos status quo), não desperdice mais tempo com certas "medidas" que nunca levaram a nada.

Sem uma greve geral por tempo indetermina o tempo transcorrerá no mais absoluta resignação e pacificação e você ficará cada vez mais empobrecido.