Afisa-PR

O governo (sic) Richa e a área livre de peste suína clássica: Vitória de Pirro?

Vitória de Pirro?

 

 

Não obstante as deficiências vinculadas à gestão pública do governo (sic) estadual em turno em prejuízo da defesa agropecuária tutelado pelo Estado, especialmente com relação à fiscalização do trânsito de animais e seus produtos derivados, a OIE - Organização Mundial de Saúde Animal, surpreendentemente (certamente considerou-se tão somente o fator epidemiológico), concedeu certificado favorável de situação sanitária de peste suína clássica. Esse certificado significa que o Estado do Paraná, assim como diversos outros estados e alguns municípios, é considerado zona livre de peste suína clássica.

Não obstante o certificado da OIE ser extensivo para os estados do ACRE, BAHIA, ESPÍRITO SANTO, GOIÁS, MATO GROSSO, MATO GROSSO DO SUL, MINAS GERAIS, RIO DE JANEIRO, RONDÔNIA, SÃO PAULO, SERGIPE, TOCANTINS, DISTRITO FEDERAL, inclusive, para os municípios de GUARAJÁ e BOCA DO ACRE, parte sul de CANUTAMA e parte sudoeste de LÁBREA [todos no Estado do AMAZONAS], o governo estadual em turno o comemorou com pompa e circunstância.

Agora o outro lado dessa questão deve ser explorado, ou seja, a intensificação da cobrança por gestão pública autônoma, competente e profissional (virtudes impossíveis com o governo estadual em turno) em favor dos serviços oficiais de defesa agropecuária, para que seja possível ao Estado do Paraná sustentar, ao longo do tempo, a condição sanitária de zona livre de peste suína clássica.

A Afisa-PR - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná alerta que a zona livre de peste suína clássica não se sustentará apenas com sucessão de documentos1 à OIE. O Estado do Paraná prescinde de boa gestão pública em defesa agropecuária e de eficiente sistema, ao longo de suas regiões de fronteira, de fiscalização do trânsito de animais e seus produtos derivados. A manutenção de condição sanitária favorável também exige, com condição sine qua non, quadro de servidores (fiscais da defesa agropecuária e assistentes de fiscalização da defesa agropecuária) adequado e permanente, com a adoção de políticas públicas que possibilitem plena valorização profissional com justiça remuneratória.

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1 O reconhecimento em questão é baseado na documentação apresentada pelo delegado brasileiro junto à OIE. Segundo os termos do certificado, o delegado brasileiro tem a obrigação de notificar imediatamente a OIE sobre a existência de qualquer situação epidemiológica relacionada com a peste suína clássica, além de anualmente confirmar que a situação epidemiológica do Brasil não se alterou, em conformidade com as disposições do Código Sanitário para os Animais Terrestres preconizado pela OIE.

Atualizado em 14/01/2017 - 22:50

 

Matérias vinculadas: 

20/06/2015 - Afisa-PR & Paraná: Má gestão pública impede a área livre de peste suína clássica [State of Parana: Inefficient public administration preclude free zone for Classical Suine Fever]

31/07/2015 - Afisa-PR & Afisa-PR denuncia à OIE precariedade na fiscalização do trânsito de animais no Paraná [Afisa-PR denounces to the OIE the precariousness in the animals traffic inspection in the Parana, Brazil]

31/07/2015 - Afisa-PR & Estado do Paraná: Afisa-PR discorda do uso de contêineres na fiscalização do trânsito agropecuário [State Parana, Brazil: Afisa-PR disagree of the use containers for inspection agricultural and cattle traffic]

 

Notícia vinculada:

13/08/2015 - Gazeta do Povo & GAZETA DO POVO & Uso de contêineres como postos de fiscalização provoca polêmica no Paraná

 

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