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UE um passo mais perto da proibição total de três agrotóxicos tóxicos às abelhas

Agrotóxicos neonicotinóides à base dos ingredientes ativos clotianidina, imadaclopride e tiametoxam na mira da European Food Safety Authority (EFSA). E no Brasil? E no Estado do Paraná?

 

Abelhas UE

 

Com base na notícia One step closer to ban on three bee-toxic pesticides da Pesticide Action Network UK (PAN UK) de 28 de fevereiro, a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA, na sibla em inglês, European Food Safety Authority) publicou suas revisões que tratam das evidências científicas sobre os danos causados às abelhas pelos agrotóxicos neonicotinóides. As revisões1 da EFSA, com aproximadamente 1000 artigos científicos, a levaram a concluir que os três agrotóxicos neonicotinóides — clotianidina, imidaclopride e tiametoxam — apresentam alto risco tóxico de dano tanto para as abelhas selvagens quanto para as abelhas domésticas.

Após a publicação desta revisão, o próximo passo é que os Estados-membros da União Europeia (EU, na sigla em inglês, Member States) e a Comissão Europeia (European Commission) decidam pela revogação da atual proibição temporária destes três agrotóxicos de forma a abranger todas as suas utilizações.

A PAN UK atua para que a proibição se torne permanente e que seja estendida para banir todos os usos desses três agrotóxicos neonicotinóides. A PAN UK pede também uma avaliação "rigorosa e robusta" de outros agrotóxicos neonicotinóides, incluindo o recém-surgido sulfloxaflor e ativos similares, para que não sejam repetidos os mesmos erros que foram cometidos no passado em detrimento das abelhas. A PAN UK também espera que o compromisso do governo do Reino Unido seja atendido e que qualquer proibição seja mantida após sua retirada da União Europeia.

 

Já no Brasil…

De acordo com a notícia Agrotóxico ameaça vida das abelhas e de outros animais do Greenpeace Brasil de 16 de janeiro:

"(...) Enquanto a Europa estuda estender o banimento dos neonicotinoides de parcial para integral em suas lavouras, o governo brasileiro ainda permite o uso dessas substâncias à torto e à direito. E muitas vezes, esses agentes químicos não são aplicados diretamente nas plantas, mas pulverizados por aviões — uma prática que é perigosa por si só.

Mesmo sob os critérios da lei, a pulverização aérea é extremamente perigosa pois ela raramente atinge apenas o seu alvo, a lavoura – boa parte do veneno se perde pelo ambiente. Estima-se que esse desperdício é de ao menos 30%, mas em alguns casos pode ultrapassar de 70%. O que piora muito essa situação é que a prática é raramente realizada com responsabilidade e dentro da legalidade, ou seja, atingindo frequentemente zonas vizinhas habitadas como comunidades, escolas, meios aquáticos como rios, lagos e lagoas onde a água é captada para consumo, causando a contaminação dessas áreas e a intoxicação da vida animal, vegetal e humana.

Alguns estados estudam acabar com a prática, como o Rio Grande do Sul, onde tramita o Projeto de Lei (PL) 263/2014, que visa proibir a pulverização aérea de agrotóxicos em todo o território gaúcho. Mas por enquanto ainda é permitido em praticamente todo o país, seja de neonicotinoides ou não.

São Paulo é outro estado que possui iniciativas para mudar essa realidade. Tramitam dois Projetos de Lei (PL) na Assembleia Legislativa do Estado: o PL 406/2016, que proíbe o uso e a comercialização de agrotóxicos que contenham clotianidina, tiametoxam e imidaclopride (todos neonicotinoides) em sua composição, e o PL 405/2016, que veta a pulverização aérea de defensivos agrícolas no estado."

Leia (em francês) o novo relatório do Greenpeace Risques enrirnnementaux des pesticides néonicotinoïdes

 

A França proibiu os agrotóxicos neonicotinóides clotianidina, imidacloprida, tiametoxam, tiaclopride e acetamipride

Conforme a notícia France becomes first country in Europe to ban all five pesticides killing bees do The Telegraph de 31 de agosto, a França deu um passo radical no último sábado para proteger sua população de abelhas, tornando-se o primeiro país da Europa a proibir todos os cinco agrotóxicos que os pesquisadores apontam como matadores de abelhas.

A medida para proibir os cinco agrotóxicos neonicotinóides foi saudada por apicultores e ambientalistas, mas os produtores de cereais e de beterraba açucareira alertam que isso poderia deixá-los indefesos na proteção de cultivos valiosos contra outros insetos nocivos.

Ao impor a proibição geral, a França está indo além da restrição da União Europeia, que votou pela proibição do uso de três agrotóxicos neonicotinóides — clotianidina, imidacloprida e tiametoxam — em campos abertos de cultivo, a partir de 19 de dezembro.

A França proibiu esses três, juntamente com o tiaclopride e o acetamipride, não apenas ao ar livre, mas também em estufas.

 

Estudo da Universidade do Texas liga o agrotóxico glifosato à morte de abelhas

Segundo a notícia Glyphosate Linked to Bee Deaths in Shocking New University of Texas Study do Sustainable Pulse de 24 de setembro, o agrotóxico mais usado no mundo também pode indiretamente matar abelhas. Uma nova pesquisa da Universidade do Texas em Austin mostra que as abelhas expostas ao agrotóxico glifosato, o ingrediente ativo do Roundup, perdem algumas das bactérias benéficas em suas entranhas e são mais suscetíveis à infecção e à morte por bactérias nocivas.

Os cientistas acreditam que esta é uma evidência de que o agrotóxico glifosato pode estar contribuindo para o declínio das abelhas e abelhas nativas em todo o mundo.

"Precisamos de melhores diretrizes para o uso do glifosato, especialmente em relação à exposição das abelhas, porque as de agora presumem que as abelhas não são prejudicadas pelo herbicida", disse Erick Motta, estudante de pós-graduação que liderou a pesquisa, juntamente com a professora Nancy Moran. "Nosso estudo mostra que isso não é verdade".

Os resultados são publicados na revista Proceedings of National Academy of Sciences.

Como o glifosato interfere com uma importante enzima encontrada em plantas e microorganismos, mas não em animais, há muito tempo os chamados reguladores (que concedem registros) o consideram não tóxico para animais, incluindo humanos e abelhas. Mas este último estudo mostra que alterando o microbioma intestinal de uma abelha - o ecossistema de bactérias que vivem no trato digestivo da abelha, incluindo aquelas que o protegem de bactérias nocivas - o glifosato compromete sua capacidade de combater infecções (...)."

 

Glifosato: o agrotóxico mais utilizado no mundo danifica as bactérias benéficas nas entranhas das abelhas e as torna mais propensas a infecções mortais

Segundo a notícia Monsanto's global weedkiller harms honeybees, research finds do The Guardian de 24 de setembro de 2018, uma nova pesquisa descobriu que o agrotóxico mais utilizado no mundo danifica as bactérias benéficas nas entranhas das abelhas e as torna mais propensas a infecções mortais.

Estudos anteriores mostraram que certos agrotóxicos como os neonicotinóides causam danos às abelhas, cuja polinização é vital para cerca de três quartos de todas as culturas alimentares. O glifosato, fabricado pela Monsanto, tem como alvo uma enzima encontrada apenas em plantas e bactérias. No entanto, o novo estudo mostra que o glifosato danifica a microbiota que as abelhas precisam para crescer e combater patógenos que as atacam. As descobertas mostram que o glifosato pode contribuir para o declínio global das abelhas, juntamente com a perda de habitat.

Erick Motta e seus colegas da Universidade do Texas em Austin, EUA, em seu novo artigo afirmaram que "demonstraram que as abundantes espécies da microbiota intestinal dominantes diminuem nas abelhas expostas ao glifosato em concentrações existentes no ambiente". Eles descobriram que as abelhas operárias jovens expostas ao agrotóxico glifosato morreram com mais frequência quando mais tarde foram também expostas a uma bactéria comum.

Segundo a notícia do The Guardian, outra pesquisa, da China e publicada em julho de 2018, mostrou que as larvas de abelhas crescem mais lentamente e morrem com mais frequência quando expostas ao glifosato. Um estudo anterior, em 2015 , mostrou que a exposição de abelhas adultas ao agrotóxico em níveis nos campos onde foi pulverizado "prejudica as capacidades cognitivas necessárias para um retorno bem-sucedido à colmeia".

"O maior impacto do glifosato nas abelhas é a destruição das flores silvestres das quais elas dependem", disse Matt Sharlow, do grupo de conservação Buglife. "As evidências até o momento sugerem que a toxicidade direta para as abelhas é bastante baixa, no entanto, o novo estudo demonstra claramente que o uso de agrotóxicos pode ter consequências não intencionais significativas".

 

Equipe de pesquisa documenta as principais alterações comportamentais em abelhas expostas ao imidacloprido com o uso de um sistema de câmeras roboticamente guiadas

A notícia Research Team Documents Key Behavioral Changes in Bumblebees Exposed to Neonic Imidacloprid Using Robot-Guided Camera System da Hygeia Analytics de 5 de dezembro de 2018, alerta que os agrotóxicos neonicotinóides não são bons para abelhas e outros insetos polinizadores, mesmo em níveis muito baixos de exposição. Sabe-se que o imidacloprido é o único agrotóxico altamente tóxico para as abelhas já descoberto, superando de perto o primeiro, o paration metílico.

Os cientistas ainda tentam descobrir como e a razão de o imidacloprido parece provocar o colapso das colmeias de abelhas e dos insetos polinizadores silvestres em níveis de exposição bem abaixo do que seria suficiente para matar as abelhas.

Em um novo estudo publicado na revista Science no mês passado, uma equipe liderada por pesquisadores de Harvard usou métodos de alta tecnologia para medir o impacto do imidacloprido sobre o comportamento das abelhas.

Nesse modelo experimental, o comportamento das abelhas foi monitorado por um sistema de câmeras roboticamente guiadas sobre as colônias de abelhas. Havia 18 colônias ao todo, e cada uma tinha acesso a uma câmara de forrageio abastecida com néctar. Metade das colônias foram alimentadas com néctar contendo quantidades do agrotóxico imidacloprido equivalentes à exposição ambiental real como nos campos tratados com o agrotóxico.  A outra metade (o grupo controle) foi alimentada com néctar livre do agrotóxico.

A câmera robótica foi capaz de monitorar de uma só vez até 12 colônias. Além disso, abelhas individuais foram marcadas com códigos QRs simples, para que a câmera pudesse rastrear o comportamento individual de cada abelha.  Isso significa que os pesquisadores agora têm "uma plataforma automatizada e robótica para monitoramento contínuo e multicolônias de abelhas exclusivamente identificadas" (Crall et al., 2018).

"Muita coisa acontece à noite nos ninhos de abelhas, incluindo a alimentação e o cuidado das novas", escreve Stephanie Parker em um artigo sobre a pesquisa publicado no Mongabay.com. Mas, "a noite é frequentemente pouco estudada quando se trata de observar os impactos dos neonicotinóides nas populações de abelhas" (Parker, 2018).

O sistema de câmeras funcionou bem e os pesquisadores observaram algumas mudanças distintas de comportamento nas abelhas expostas ao agrotóxico imidacloprido quando comparadas com às do grupo controle. Em particular, o agrotóxico prejudicou a capacidade de termorregulação das colônias expostas, o que é fundamental à medida que as temperaturas sobem e descem nas colmeias lotadas.

A dificuldade em regular a temperatura afetou mais o desenvolvimento das abelhas jovens e larvas. Em todas as colônias que foram expostas ao agrotóxico imidacloprido, as abelhas operárias não construíram uma importante cobertura de cera sobre os ovos, larvas e pupas em desenvolvimento — o comportamento normal das abelhas durante os períodos de frio. "Esse comportamento foi completamente eliminado em colônias expostas ao agrotóxico”, disse o autor James Crall no artigo de Parker. As colónias de controle responderam às temperaturas frias construindo as coberturas de cera, ou seja, o comportamento normal das abelhas.

Outro comportamento incomum foi observado nas abelhas expostas ao imidacloprido, incluindo uma tendência a permanecer nas bordas de seu ninho e passar "menos tempo alimentando, cuidando do ninho e interagindo com os companheiros de ninho". De fato, as abelhas expostas ao agrotóxico "eram menos ativos em geral do que as abelhas que tinham acesso ao néctar sem agrotóxico" (Parker, 2018).

Dada a natureza complexa das interações sociais em uma colônia de abelhas e o papel crítico que desempenha na divisão de tarefas que permite que uma colônia sobreviva, esse tipo de impacto comportamental é preocupante. Dado que os agrotóxicos neonicotinóides também têm mostrado impacto no forrageamento e infecções, essas novas descobertas se somam às razões pelas quais agricultores e reguladores precisam encontrar formas mais eficazes de proteger os polinizadores dos quais os agricultores e consumidores dependem.

Para mais informações sobre os impactos dos agrotóxicos neonicotinóides sobre os insetos polinizadores, consulte o relatório da Sociedade Xerces para Conservação de Invertebrados How Neonicotinoids Kill Bees (como os neonicotinóides matam as abelhas). O relatório completo e o resumo executivo estão disponíveis on-line. Eles também desenvolveram um banco de dados de artigos de pesquisa sobre impactos dos agrotóxicos em polinizadores, aqui disponível.

 

Afisa-PR

Opinião da Afisa-PR

O interessante é que o Decreto 4.074 de 2002 exige em seu art. 8º que "os agrotóxicos, seus componentes e afins só poderão ser produzidos, manipulados, importados, exportados, comercializados e utilizados no território nacional se previamente registrados no órgão federal competente, atendidas as diretrizes e exigências dos órgãos federais responsáveis pelos setores de agricultura, saúde e meio ambiente"

 

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O interessante é que o Decreto 4.074 de 2002 exige em seu art. 8º que "os agrotóxicos, seus componentes e afins só poderão ser produzidos, manipulados, importados, exportados, comercializados e utilizados no território nacional se previamente registrados no órgão federal competente, atendidas as diretrizes e exigências dos órgãos federais responsáveis pelos setores de agricultura, saúde e meio ambiente".

Segundo seu art. 7º, II, o Ministério do Meio Ambiente é obrigado a "realizar a avaliação ambiental, dos agrotóxicos, seus componentes e afins, estabelecendo suas classificações quanto ao potencial de periculosidade ambiental". O citado Decreto, inclusive, proíbe (art. 31, VIII) o registro de agrotóxicos, seus componentes e afins "cujas características causem danos ao meio ambiente".

O mais interessante ainda é que os agrotóxicos neonicotinóides, à base de nicotina, notórios neurotóxicos, constituem um  grande risco não apenas às abelhas, ameaçadas de extinção, mas também, para outros animais como borboletas, aves e insetos. As abelhas do mundo inteiro estão ameaçadas sobretudo pelos neonicotinóides, e isso não é mais novidade para ninguém.

Desde 2008 a comunidade internacional discute os perigos dos agrotóxicos neonicotinóides. Em 2013, a União Europeia (UE) proibiu parcialmente sua aplicação nas lavouras, como forma de proteger as populações de abelhas, insetos fundamentais para a produção agrícola e que se encontram em forte declínio. Um novo relatório do Greenpeace publicado na Europa aponta que agrotóxicos neonicotinóides impõem um sério risco não apenas às abelhas, mas também para diversas outras espécies.

 

Já no Brasil…

Enquanto outros países estudam o banimento parcial ou integral dos agrotóxicos neonicotinoides em suas lavouras, os governos brasileiros os liberam "sob égide" das legislações federal (registro) e estadual (cadastramento). Será que a legislação vigente nesta plaga é para inglês ver?

 

Extermínio das abelhas: neonicotinóides derrotarão o ganancioso "agronegócio"

Com base na notícia Neonicotinoids Significantly Limit How Far Bees Can Fly, Study Finds do Yale Environment 360 de 1º de maio de 2019, as  abelhas expostas aos agrotóxicos neonicotinóides conseguem voar apenas um terço da distância que podem as abelhas não expostas e permanecem no ar por muito menos tempo, de acordo com o estudo Pesticide exposure affects flight dynamics and reduces flight endurance in bumblebees publicado na Revista Ecology and Evolution

As descobertas indicam que os agrotóxicos neonicotinóides podem reduzir em até 80% a área em que as colônias de abelhas são capazes de procurar por alimentos.

A pesquisa, conduzida por cientistas do Imperial College de Londres, usou um "moinho de voo" experimental — um braço magnético giratório que se prende a um imã colocado nas costas de uma abelha — para rastrear a velocidade e a distância dos voos. Descobriu-se que as abelhas expostas aos agrotóxicos neonicotinóides tendiam a exibir uma pequena explosão de energia no início de seu voo, movendo-se mais rápido que as abelhas não expostas, antes de rapidamente gastarem suas energias.

"Os neonicotinóides são similares à nicotina na maneira como estimulam os neurônios e, portanto, uma explosão de atividade hiperativa faz sentido", disse Daniel Kenna, ecologista do Imperial College London e principal autor do estudo. "No entanto, nossos resultados sugerem que pode haver um custo para este voo inicial rápido, potencialmente através do aumento do gasto de energia ou a falta de motivação, na forma de redução da resistência de voo".

 

 

EUA: ação judicial de conservacionistas e apicultores força EPA cancelar agrotóxicos neonicotinóides

Com base na notícia Center for Food Safety wins in case to force EPA to ban 12 neonicotinoids​ (por Dan Flynn) do Food Safety News de 22 de maio de 2019, avisos finais de cancelamento para o registro de 12 agrotóxicos neonicotinóides foram publicados no Registro Federal pela Environmental Protection Agency [Agência de Proteção Ambiental] dos EUA.

A decisão de retirar os agrotóxicos do comércio é parte de um acordo judicial alcançado em dezembro de 2018 envolvendo o Center for Food Safety (CFS) [Centro de Segurança Alimentar] e a EPA. O CFS é uma organização sem fins lucrativos com sede em Washington DC.

O litígio decorre de uma ação de 2013 impetrada pela CFS em nome de uma coalizão de conservacionistas e apicultores. A queixa civil acusou a EPA de não proteger os insetos polinizadores, os apicultores e as espécies ameaçadas pelos agrotóxicos neonicotinóides.

Segundo a notícia, outra parte do acordo vai se desenrolar ao longo do tempo. Pela primeira vez, a EPA é obrigada a analisar e abordar o impacto de toda a classe de agrotóxicos neonicotinóides em espécies ameaçadas sob a Endangered Species Act [Lei de Espécies Ameaçadas] dos EUA.

 

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1 Leia (em inglês) o relatório completo intitulado Evaluation of the data on clothianidin, imidacloprid and thiamethoxam for the updated risk assessment to bees for seed treatments and granules in the EU da EFSA.

Leia (em inglês) as perguntas e respostas Q&A: Conclusions on neonicotinoids 2018 sobre como a EFSA chegou às suas conclusões. 

Leia o Sumário Executivo do relatório em português Os Riscos Ambientais dos Pesticidas Neonicotinoides: uma análise das evidências pós – 2013

Modificado em 11-6-2020 em 18:00

 

Informações vinculadas:

10-7-2020 - The Guardian & Brussels failing to protect bees, says watchdog [EU loopholes allow use of banned pesticides known to be major killers of key species. Bees and other wild pollinators are not being protected from decline by the EU, with loopholes even allowing for the use of banned pesticides known to be major killers of key species. A report from the European court of auditors has found that Brussels’ efforts to prevent the decline of bees, wasps, hoverflies, butterflies, moths, and beetles have been largely ineffective. Just one full-time official within the European commission has been tasked with working on an EU “pollinators initiative” launched with great fanfare two years ago. The number of hours of work dedicated to combating the impact of pesticides equated to a second full-time equivalent, the watchdog has reported. (...)]

21-6-2020 - Rede Brasil Atual & Entidades latino-americanas pedem à OEA ações de proteção às abelhas [As 219 entidades querem que a Organização recomende medidas urgentes em relação aos agrotóxicos envolvidos na morte de colmeias]

11-6-2020 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & Os Insetos estão em declínio global devido às monoculturas industriais [O uso pesado de agrotóxicos nas monoculturas industriais dizima os insetos polinizadores e ameaça a produção de alimentos — já que 75% dos cultivos agrícolas mais importantes dependem dos insetos polinizadores]

 

 

31-5-2020 - BBC News Brasil & Avanço da soja cria 'cemitério de colmeias' no interior do Pará [Cercada de plantios de soja por todos os lados, a Chácara João do Mel, em Belterra, no oeste do Pará, é como uma ilha de biodiversidade que ainda reflete a natureza amazônica em um cenário formado por áreas desmatadas a perder de vista]

29-11-2019 & G1 & Pesquisa da USP de São Carlos e UFV mostra que fungicida 'envelhece' e mata abelhas [Pesquisadores observaram insetos contaminados por 10 dias dentro da colmeia, 65% morreram e as outras passaram a se comportar como 'idosas']

 

 

Yahoo Finanças & Dossiê Agrotóxico: Morte de 500 milhões de abelhas reacende debate sobre riscos de saúde [(...) Há meses, no entanto, esse “drama essencial da vida” parece estar sendo dirigido por Quentin Tarantino: entre dezembro de 2018 e fevereiro de 2019, cerca de 500 milhões de abelhas foram encontradas mortas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Análises laboratoriais e laudos técnicos — como o do Laboratório Nacional Agropecuário do Rio Grande do Sul (Lanagro-RS), do Ministério da Agricultura — apontam para a presença de agrotóxicos nas abelhas mortas, no mel, nas crias e nos favos. (...)]

17-10-2019 - UOL & Apicultores gaúchos temem desaparecimento de abelhas com aumento da liberação de pesticidas

5-10-2019 - Instituto Humanitas Unisinos (IHU) & Colmeias expostas a herbicidas definham e morrem em três meses. Entrevista especial com Rubens Nodari [O uso de fipronil, inseticida usado no tratamento de sementes de soja, foi identificado como a principal causa da mortandade de mais de 50 milhões de abelhas no início deste ano em Santa Catarina. De acordo com o agrônomo Rubens Nodari, resíduos dessa substância foram encontrados em percentuais muito superiores à dose letal permitida no laudo realizado pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina – Cidasc, que investigava o caso. "Alguns agricultores ou produtores de soja transgênica que estão chegando perto dos apiários, estão usando a aplicação foliar e essa aplicação provoca imediatamente a contaminação do pólen e, eventualmente, do néctar", informa. Na entrevista a seguir, concedida por telefone à IHU On-Line, o pesquisador explica que produtos químicos à base de fipronil têm uma dose letal baixa para organismos não alvos, como as abelhas, quando aplicados no solo. Entretanto, na aplicação foliar, adverte, a quantidade de resíduo presente no pólen das plantas será muito alta, aumentando as chances de contaminação dos polinizadores. A mortandade das abelhas em Santa Catarina, diz, possivelmente aconteceu por causa do uso indevido do produto. "Na floração ou próximo da floração, os agricultores da região, na tentativa de controlar uma praga que ocorreu, lançaram mão do fipronil, que não é nem indicado para isso. Portanto, aconteceram duas irregularidades simultaneamente: primeiro, foi feita uma aplicação aérea próxima do florescimento e aí o pólen já estava em desenvolvimento e, segundo, essa substância foi utilizada para um uso não autorizado", esclarece. Professor do Programa de Pós-Graduação Ecossistemas Agrícolas e Naturais da Universidade Federal de Santa Catarina, Nodari assegura que a morte de grandes quantidades de abelhas nos últimos anos está diretamente relacionada ao uso de agrotóxicos. "Há ainda uma grande controvérsia: a maioria dos técnicos formados há mais tempo diz que a principal causa da morte das abelhas são as doenças. De fato, as doenças em abelhas causam mortandade, mas o que temos assistido nos últimos tempos são episódios recorrentes de um efeito bastante agudo, causado por agrotóxicos", diz. (...)]

 

 

4-10-2019 - Instituto Humanitas Unisinos (IHU) & Governo Bolsonaro celebra Dia das Abelhas liberando ainda mais agrotóxicos [Número de substâncias aprovadas em 2019 já passa de 400. Muitos desses produtos são proibidos na União Europeia. Chega de veneno! A reportagem é de Mariana Campos, publicada por Greenpeace, 09-10-2019. Hoje é o Dia Nacional das Abelhas e o Dia Nacional da Agroecologia, duas datas importantes para quem valoriza uma alimentação saudável e sem veneno para todas as pessoas. Parece que o governo Bolsonaro escolheu esse dia a dedo e liberou mais 57 agrotóxicos no país, mostrando que não está preocupado com a saúde da população e do meio ambiente. Já são 410 novos agrotóxicos desde o início de 2019 – número que supera o total de quase todos os anos anteriores (a exceção é 2018). O ritmo de aprovações de agrotóxicos é, de longe, o mais acelerado da última década. “Já batemos recordes de anos anteriores inteiros e ainda estamos em outubro. Chegaremos ao fim de dezembro com um triste recorde. Muitos desses produtos são proibidos na União Europeia. Por que os europeus são poupados, mas os brasileiros não?”, questiona Iran Magno, da campanha de Agricultura e Alimentação do Greenpeace Brasil. (...)"

22-8-2019 - Pública & Com aprovação de mais agrotóxicos, apicultores temem novo extermínio de abelhas [Última leva de aprovações do governo Bolsonaro incluiu seis produtos com Sulfoxaflor; pesticida é apontado como causador de morte de enxames]

14-8-2019 - G1 RS & MP encaminha pedido de suspensão de inseticida que causou mortandade de abelhas no RS [Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente pede restrição do uso do inseticida Fipronil, na modalidade foliar. Inquérito apurou que, em 32 municípios gaúchos, em torno de 400 milhões de abelhas morreram entre outubro do ano passado e março deste ano. A Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Porto Alegre encaminhou, nesta quarta-feira (14), um pedido para que o governo avalie a possibilidade de restrição do uso do inseticida Fipronil, na modalidade foliar. O agrotóxico é responsável pela mortandade de milhões de abelhas no estado este ano. O Ministério Público pediu a suspensão provisória do registro do produto no Cadastro Estadual de Registro de Agrotóxicos. O ofício foi encaminhado à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e às Secretarias da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, e de Meio Ambiente e Infraestrutura. (...)]

14-8-2019 - Sul 21 & MP pede suspensão de inseticida responsável pela morte de abelhas no RS [Nesta quarta-feira (14), o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS) encaminhou um despacho solicitando que a modalidade foliar do inseticida fipronil, agrotóxico relacionado à morte de abelhas em colmeias gaúchas, tenha uso suspenso no Estado. O produto foi apontado pelo Laboratório Nacional Agropecuário (LANAGRO) como um dos três inseticidas responsáveis por dizimar 40% de 480 colmeias do interior do Estado em outubro de 2018. Ainda, o fipronil também é visto pela Câmara Setorial de Abelhas, produtos e serviços da Secretaria Estadual de Agricultura como responsável por cerca de 80% das mortes desses insetos entre o final de 2018 e o início de 2019. No despacho, o MP-RS afirma que “parece não haver dúvida de que o produto, na versão foliar, notadamente pelo mau uso, é uma causa importante da mortandade de abelhas no Estado” e que, por isso, “impõe-se avançar na limitação da sua comercialização e uso, especialmente às vésperas do início da safra”. Além da modalidade foliar, ou seja, com aplicação nas folhas, o fipronil também é utilizado na agricultura de outras formas, sendo aplicado no solo, em tratamento de semente e por meio de irrigações. O inseticida é usado para combater insetos como cupins e formigas, mas por atuar no sistema nervoso central dos insetos, acaba matando também as abelhas. (...)]

25-7-2019 - Lupa & #Verificamos: É verdadeiro que agrotóxicos liberados pelo governo contém ativo que extermina abelhas [(...) A informação analisada pela Lupa é verdadeira. Um estudo da Universidade de Holloway, em Londres, mostrou que o sulfoxaflor diminui a população de abelhas em até 54%. Na segunda-feira (22), o Ministério da Agricultura aprovou o registro de mais 51 agrotóxicos – e em ao menos seis deles o princípio ativo sulfoxaflor está presente. O órgão apontou que a utilização dos produtos deve ter restrições de uso estabelecidas pelo Ibama (...)]

24-7-2019 - Folhape & Laudo mostra que agrotóxicos causaram morte de milhões de abelhas [O número de mortes pode ser muito maior porque os casos nem sempre se tornam públicos e não há uma base de dados oficial]

22-7-2019 - Fórum & Governo Bolsonaro autoriza agrotóxico que extermina abelhas; liberações de produtos chega a 262 em 2019 [O sulfoxaflor foi o responsável pela morte de meio bilhão de abelhas nos três primeiros meses de 2019, quando estava em fase de testes. Durante audiência na Câmara em abril, ministra Tereza Cristina foi indagada sobre o extermínio dos polinizadores e disse que o agrotóxico havia entrado de maneira ilegal no Brasil]

 

 

22-7-2019 - Rede Brasil Atual & Governo libera mais 51 agrotóxicos; um deles ameaça abelhas polinizadoras [Chega a 290 o total de produtos liberados em 205 dias de governo Bolsonaro]

22-5-2019 - Food Safety News & Center for Food Safety wins in case to force EPA to ban 12 neonicotinoids [Final notices of cancellation for the registration of 12 neonicotinoid pesticides have been published in the Federal Register by the U.S. Environmental Protection Agency]

22-5-2019 - Sul21 & Entidades recorrem ao MPF para tentar barrar agrotóxico responsável por mortandade de abelhas

2-5-2019 - Instituto Humanitas Unisinos (IHU) & Mortandade de abelhas é indicador biológico: tudo pode estar contaminado [Entrevista especial com Dayson Castilhos. A correlação entre o uso de agrotóxicos em lavouras agrícolas e a mortandade de abelhas é apontada em estudo recente, realizado por Dayson Castilhos, autor da tese de doutorado "Desaparecimento e morte de abelhas no Brasil, registrados no aplicativo Bee Alert". A partir de análises toxicológicas em duas matrizes de abelhas africanizadas em seis estados brasileiros, Castilhos afirma que foram encontrados altos níveis de agrotóxicos."Nas abelhas coletadas mortas encontramos uma frequência de contaminação de 92%, ou seja, este percentual estava contido nas amostras a nível letal. Nas abelhas coletadas vivas encontramos uma frequência de contaminação de 14%, sendo esse percentual quantificado a nível sub-letal", informa. Segundo ele, a partir das análises realizadas foi possível "determinar o índice de mortalidade de colônias em todo o Brasil, com destaque para os estados mais impactantes como RS, SC, SP, MS e MT. Nesses estados, dentre os apicultores que perderam abelhas o índice de perda de colônias chegou a 52%" (...)]

1-5-2019 - Yale Environment 360 & Pesticide exposure affects flight dynamics and reduces flight endurance in bumblebees [Bees exposed to a neonicotinoid pesticide are able to fly just a third of the distance that unexposed bees can and stay in the air for far less time, according to a new study published in the journal Ecology and Evolution. The findings indicate that the pesticide may reduce the area that bee colonies are able to forage for food by as much as 80 percent]

16-4-2019 - G1 & Milhares de abelhas morrem e uso de agrotóxico pode ser a causa em Santa Cruz da Conceição [Pesquisador da Unesp de Rio Claro analisou as características da mortandade em apiário]

10-4-2019 - Independent & New 'safe' pesticides to replace banned chemicals still hurt bees, scientists say [Chemicals combined with common fungicides appear to impact bee survival and behaviour]

9-4-2019 - De Olho nos Ruralistas & Ministra erra ao dizer que agrotóxico responsável por morte de abelhas no RS não tem registro no Brasil [Durante audiência pública na Câmara, Tereza Cristina contestou estudos sobre intoxicação por pesticidas e negou que o Sulfoxaflor, causador da morte de meio bilhão de abelhas, tenha sido registrado no Brasil; fabricado pela Dow AgroSciences, produto foi liberado em janeiro [...] Esse inseticida foi liberado em janeiro, por meio do Ato nº 1 do Departamento de Fiscalização de Insumos Agrícolas, após ter sido aprovado nos últimos dias do governo de Michel Temer. Produzido pela Dow AgroSciences, o Sulfoxaflor é classificado pela Anvisa como “medianamente tóxico”, mas fora do Brasil é alvo de polêmica. Em agosto, pesquisadores da Universidade de Londres demonstraram que, sob certas condições, o inseticida tem um impacto negativo sobre a produção reprodutiva de colônias de abelhas, reduzindo em 54% o tamanho das colmeias. Em 2015, o produto teve seu registro cancelado nos Estados Unidos após uma decisão da Corte de Apelações de São Francisco indicar que a Agência de Proteção Ambiental [EPA, na sigla em inglês] falhou em considerar os impactos do Sulfoxaflor sobre insetos polinizadores. Um ano depois, a EPA voltou a conceder o registro, mas com abrangência limitada (...)]

 

 

30-3-2018 - Sul21 & Morte de abelhas por agrotóxicos gera representação junto ao Ministério Público Estadual no RS [(...) O fato novo registrado agora é o resultado de laudos científicos que confirmam essa informação e já servem de amparo para uma representação coletiva apresentada junto ao Ministério Público Estadual (MPE/RS) pedindo a abertura de inquérito civil público e propondo ação civil pública e ação penal junto à toda cadeia de responsabilidade que envolve utilizadores, aplicadores, revendedores, distribuidores, importadores e fabricantes (...)]

 

 

22-3-2019 - Environmental Health News & Weed killer residues found in 98 percent of Canadian honey samples [Study is the latest evidence that glyphosate herbicides are so pervasive that residues can be found in foods not produced by farmers using glyphosate]

 

 

18-3-2019 - DW & Por que o Brasil deveria se importar com a morte de abelhas [País enfrenta mortandade de colmeias em vários estados. Diminuição das espécies tem impactos na agricultura, meio ambiente e economia. Mas tema ainda é negligenciado]

16-3-2019 - Instituto Humanitas Unisinos (IHU) & Pesticidas influenciam o desenvolvimento e a longevidade das abelhas que nidificam no solo [(...) O estudo, publicado na revista Nature’s Scientific Reports, analisa os efeitos não-alvo de pesticidas em abelhas que nidificam no solo, um grupo que realmente compõe a maioria das espécies de abelhas. Os efeitos não visados referem-se aos efeitos em outros organismos que não os pretendidos. Muitas das pesquisas atualmente disponíveis sobre os efeitos não-alvo de pesticidas foram limitadas a mel e abelhas e sua exposição a pesticidas ao coletar pólen e néctar. Embora esses estudos anteriores tenham mostrado que o consumo de agrotóxicos pelo mel e por abelhas pode ter importantes conseqüências ecológicas, este novo estudo é um dos primeiros do tipo a determinar os efeitos do contato com pesticidas, como os que ocorrem nos solos, que outros espécies de abelhas podem encontrar (...)]

16-3-2019 - Meio Norte & Extinção de abelhas ameaça o Piauí [Uso de agrotóxicos associado à estiagem limita a variedade genética dos insetos e tem afetado, sobretudo, as abelhas, bioindicadores para condições ambientais. Sua dizimação pode afetar toda a vida na Terra]

7-3-2019 - Carta Campinas & Com 500 milhões de abelhas mortas em três meses, agricultura brasileira pode entrar em colapso [Nos últimos três meses, mais de 500 milhões de abelhas foram encontradas mortas por apicultores apenas em quatro estados brasileiros, revela reportagem de Pedro Guigori para a Agência Pública e Repórter Brasil. Foram 400 milhões no Rio Grande do Sul, 7 milhões em São Paulo, 50 milhões em Santa Catarina e 45 milhões em Mato Grosso do Sul, segundo estimativas de Associações de apicultura, secretarias de Agricultura e pesquisas realizadas por universidades. O principal causador, afirmam especialistas e pesquisas laboratoriais analisadas pela reportagem, é o contato com agrotóxicos à base de neonicotinoides e de Fipronil, produto proibido na Europa há mais de uma década. Esses ingredientes ativos são inseticidas, fatais para insetos, como é o caso da abelha, e quando aplicados por pulverização aérea se espalham pelo ambiente, relata o texto. Recentemente, um grupo de pesquisadores brasileiros alertaram em relatório que o desmatamento e o agrotóxico são atualmente os principais inimigos dos agricultores brasileiros]

7-3-2019 - Por trás do Alimento & Fim das abelhas? Cidade gaúcha de Cruz Alta perdeu 20% das colmeias [Apicultores dizem que crise começou no final do ano passado com uso desenfreado de agrotóxicos. Cerca de 100 milhões de abelhas morreram na cidade, um quinto do total de abelhas mortas no país]

7-3-2019 - Repórter Brasil & Apicultores brasileiros encontram meio bilhão de abelhas mortas em três meses [Casos foram detectados no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Análises laboratoriais identificaram agrotóxicos em cerca de 80% dos enxames mortos no RS]

 

 

26-2-2019 - Euractiv & EU Commission to crack down on recalcitrant member states over neonicotinoids [The European Commission will trigger a never-before-used option against two member states over the abuse of so-called "emergency authorisations" for neonicotinoids, European Commissioner for Health and Food Safety Vytenis Andriukaitis said in a letter sent to NGOs, dated 19 February and seen by EURACTIV]

4-1-2019 - Gaz & Contaminação por agrotóxico mata cerca de 12 milhões de abelhas [Seis famílias de apicultores tiveram perda total das colmeias no dia 31 de dezembro]

3-1-2019 - Sul21 & Cerca de 12 milhões de abelhas morrem contaminadas por agrotóxico no norte do RS [Cerca de 200 colmeias, com uma população estimada de 12 milhões de abelhas, foram dizimadas nos últimos dias de 2018, na Linha Progresso, localizada no município de São José das Missões, região norte do Rio Grande do Sul. Seis famílias de apicultores tiveram perda total em suas colmeias, uma de suas principais fontes de renda]

5-12-2018- Hygeia analytics & Research Team Documents Key Behavioral Changes in Bumblebees Exposed to Neonic Imidacloprid Using Robot-Guided Camera System [We know that neonicotinoid insecticides are no-good for bees and other pollinators, even at very low levels of exposure. We know the major neonic — imidacloprid (Admire®) — is the single most acutely toxic pesticide to bees ever discovered, narrowly edging out the former #1 methyl parathion. But scientists are still trying to figure just how and why neonics seem to trigger honeybee and wild pollinator colony collapse at exposure levels well below those sufficient to kill bees outright. In a new study published in the journal Science last month, a team led by researchers from Harvard used high-tech methods to measure the impact of the imidacloprid on bumblebee behavior]

21-11-2018 - Mongabay & Camera-wielding robot records effects of pesticide on bees' behavior ["It's easy to quantify if insects are dead," said Harvard post-doctoral fellow James Crall, lead author of the recent study "Neonicotinoid exposure disrupts bumblebee nest behavior, social networks, and thermoregulation." What’s more challenging, according to Crall, is studying behavioral changes in living insects, specifically bees in this case. It’s now well-known that bees, vital to crop production and the survival of flowering plants, are in trouble. Neonicotinoid compounds, the most popular type of insecticides, have been shown in various studies to negatively impact wild bee populations as well, most notably by reducing colony sizes. However, the specific ways that these compounds shrink a colony’s size is still not well-understood. That’s where the robot comes in]

9-11-2018 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & O relatório da ONU contra os agrotóxicos não pode ser esquecido ["Usar mais agrotóxicos não tem nada a ver com a eliminação da fome. Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), somos capazes de alimentar 9 bilhões de pessoas hoje. A produção está definitivamente aumentando, mas o problema é a pobreza, a desigualdade e a distribuição [de alimentos]". — Hilal Elver, relatora especial da ONU sobre o direito à alimentação]

16-10-2018 - The Guardian & Invasion of the ‘frankenbees’: the danger of building a better bee [Beekeepers are sounding the alarm about the latest developments in genetically modified pollinators]

27-9-2018 - Galileu & Agrotóxico mais usado no mundo está ajudando a exterminar abelhas [Segundo estudo, o glifosato, princípio ativo do Roundup da Monsanto, afeta o microbioma intestinal das abelhas e as deixa vulneráveis à infecções]

24-9-2018 - Sustainable Pulse & Glyphosate Linked to Bee Deaths in Shocking New University of Texas Study [The world’s most widely used weedkiller glyphosate may also be indirectly killing bees. New research from The University of Texas at Austin shows that honey bees exposed to glyphosate, the active ingredient in Roundup, lose some of the beneficial bacteria in their guts and are more susceptible to infection and death from harmful bacteria]

24-9-2018 - The Guardian & Monsanto's global weedkiller harms honeybees, research finds [Glyphosate – the most used pesticide ever – damages the good bacteria in honeybee guts, making them more prone to deadly infections] 

13-9-2018 - Greenpeace & S.O.S., as abelhas pedem socorro [O doce das abelhas vai muito além do mel. Esses insetos oferecem um serviço de valor inestimável: a polinização. Colocá-las sob ameaça é um tiro no pé]

7-9-2018 - Sustainable Pulse & France Becomes First Country in Europe to Ban All Bee Killing Neonics [France took a radical step towards protecting its dwindling bee population last Saturday by becoming the first country in Europe to ban five pesticides researchers believe are killing off insects]

1-9-2018 - Le Monde & Les pesticides néonicotinoïdes désormais interdits pour protéger les abeilles [Disponibles depuis le milieu des années 1990, les néonicotinoïdes sont devenus les insecticides les plus utilisés dans le monde]

31-8-2018 - The Telegraph & France becomes first country in Europe to ban all five pesticides killing bees [France will take a radical step towards protecting its dwindling bee population on Saturday by becoming the first country in Europe to ban all five pesticides researchers believe are killing off the insects]

30-8-2018 - UOL & Abelhas criam dependência em pesticidas como humanos se viciam em nicotina

29-8-2018 - The Guardian & 'Like nicotine': Bees develop preference for pesticides, study shows [Insects’ acquired taste for pesticide-laced food is similar to nicotine addiction in smokers, say scientists]

29-8-2018 - Imperial College London & The more pesticides bees eat, the more they like them [Bumblebees acquire a taste for pesticide-laced food as they become more exposed to it, a behaviour showing possible symptoms of addiction] 

29-8-2018 - The Royal Society & Foraging bumblebees acquire a preference for neonicotinoid-treated food with prolonged exposure

4-8-2018 - The Guardian & Trump administration lifts ban on pesticides linked to declining bee numbers [Environmentalists say lifting the restriction poses a grave threat to pollinating insects]

6-5-2018 - Rede Brasil Atual & MPF aponta série de inconstitucionalidades no 'Pacote do Veneno' [Relatório do ruralista Luiz Nishimori, que deve ser votado nesta terça (8), ignora os efeitos à saúde e ao meio ambiente e permite o registro de produtos que causam câncer e malformações]

4-5-2018 - Rede Brasil Atual & Conselho Nacional de Saúde recomenda veto ao ‘Pacote do Veneno’ [Para o órgão do Ministério da Saúde, projeto aumenta a permissividade e flexibilização do uso de agrotóxicos ao reduzir a atuação dos órgãos de saúde e meio ambiente, ampliando a competência do setor agrícola]

30-4-2018 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & União Europeia (UE) proibirá totalmente o uso externo de três agrotóxicos neonicotinóides [O uso externo será totalmente proibido e os agrotóxicos neonicotinóides imidaclopride, clotianidina e tiametoxame só poderão ser usados em estufas permanentes sem contato com as abelhas]

27-4-2018 - European Commission - Daily News & Protecting bees: EU set to completely ban outdoor use of pesticides harmful to bees

27-4-2018 - European Commission & Current status of the neonicotinoids in the EU [27 April 2018: Member States endorsed the Commission's proposals to completely ban the outdoor uses of the three active substances (...) The Commission will adopt the Regulations in the coming weeks] 

27-4-2018 PAN UK & A win for all pollinators/Grat result for pollinators as ban on bee-toxic pesticides made permanent [The new restrictions amount to an almost complete ban since the three neonictoinoids in question – clothianidin, imidacloprid and thiamethoxam – are no longer allowed to be used on any crop that is grown outdoors. The only permitted use is for plants that are grown within a permanent greenhouse and spend their entire lifecycle, from germination to harvest, inside]

28-2-2018 - European Food Safety Authority & Neonicotinoids: risks to bees confirmed [Most uses of neonicotinoid pesticides represent a risk to wild bees and honeybees, according to assessments published today by EFSA. The Authority has updated its risk assessments of three neonicotinoids – clothianidin, imidacloprid and thiamethoxam – that are currently subject to restrictions in the EU because of the threat they pose to bees] 

23-2-2018 - Pesticide Action Network (PAN UK) & One step closer to ban on three bee-toxic pesticides

16-1-2017 - Greenpeace Brasil & Agrotóxico ameaça vida das abelhas e de outros animais [Pesticidas à base de nicotina são grande risco não apenas às abelhas, ameaçadas de extinção, mas também para outros animais como borboletas, aves e insetos]

18-12-2017 - Rede Brasil Atual & Para governo Temer, parceria com setor do agrotóxico para pesquisar abelhas é 'avanço' [Especialistas ouvidos pela RBA defendem pesquisas públicas e isentas, sem financiamento direto e a influência dos fabricantes de produtos relacionados à mortandade dos insetos que atuam na reprodução vegetal]

8-11-2017 - National Geographic & O que acontece se as abelhas desaparecerem? [Abelhas selvagens e abelhas russas podem nos ajudar. Uma abelha rainha, em condições normais, tem uma vida que dura de dois a três anos. Nos Estados Unidos, porém, os apicultores viram essa expectativa de vida cair em mais da metade na última década, por motivos ainda desconhecidos. Essa é uma das muitas questões em aberto associadas à mortalidade das abelhas, um fenômeno alarmante causado por uma mescla de fatores, entre os quais parasitas, pesticidas e perda de hábitat]

 

 

5-10-2017 - The Guardian & Honey tests reveal global contamination by bee-harming pesticides [Neonicotinoid insecticides are found in 75% of global honey samples and half contain a cocktail of chemicals]

31-7-2017 - Stupnik & Mel venenoso: 'ingrediente de Monsanto' está matando apicultura [O uso do polêmico herbicida glifosato em plantações de soja está causando dores de cabeça em outros setores agrícolas]

7-3-2017 - Rede Brasil Atual & Mortandade de abelhas por agrotóxicos põe em risco produção de alimentos e biodiversidade [Mais do que produzir mel, elas são fundamentais na polinização de mais de 70% das culturas agrícolas, da flora e têm papel importante na preservação das matas e florestas]

16-7-2013 & European Commission & Bee Health: EU takes additional measures on pesticides to better protect Europe’s bees

s/d - Associação Paulista de Apicultores Criadores de Abelhas Melíficas Europeias (APACAME) & Um alerta sobre os prejuízos causados pelos pesticidas na apicultura e meliponicultura no Brasil