Afisa-PR

Opinião da Direx: o aprofundamento da desvalorização e da injustiça salarial

De natureza essencialmente politicista, a promessa da "área livre de febre aftosa sem vacinação", que pode estar em xeque-mate devido à pandemia da covid-19, não trará plena valorização e justiça salarial ao fiscal agropecuário do Paraná

 

Afisa PR ANO XVII

 

No seu último contracheque, o fiscal agropecuário do Paraná, cujos serviços que presta à população são considerados essenciais — constatou que o seu subsídio foi reduzido ainda mais — e sem reposição deste 2016, suas perdas salariais acumuladas passam de 20%. Mais esta redução é decorrente de dois ataques do governo Ratinho Junior:

 

a) pela destruição da sua Previdência pública, algo que lhe custará muito caro no futuro, levada a cabo pelo governo em turno sem diálogo e em uma única tarde pelos seus aliados políticos no legislativo e

b) como efeito secundário dessa destruição, pelo aumento da alíquota previdenciária (na verdade, um confisco salarial).

 

E no decorrer dos próximos 18 meses não haverá data-base1 (reposição das perdas inflacionárias) e, como agravante, dois institutos de desenvolvimento instituídos pela lei da carreira própria, a progressão e a promoção, foram "suspensos" não se sabe até quando por subalterno decreto do governo Ratinho Junior.

É mais do que evidente que a única "política" (e não há outra) do governo em turno visa aprofundar a desvalorização e injustiça salarial em prejuízo da categoria dos fiscais agropecuários do Paraná.

"De onde menos se espera, daí é que não sai nada." A máxima do jornalista e humorista Apparício Torelly, o Barão de Itararé, continua válida até hoje: do governo Ratinho Junior nada sai em favor do fiscal agropecuário do Paraná; tudo o que sai é em prejuízo da sua dignidade, da sua valorização e do seu subsídio.

 

Sub-remuneração na base perpetua a falta de fiscais agropecuários

A sub-remuneração impede que o Paraná forme um quadro de fiscais agropecuários — principalmente, os com formação em medicina veterinária — adequado, qualificado, estável e permanente.

E foi justamente o patronato sindical, patrocinador da "área livre de febre aftosa sem vacinação", que contribuiu para agravar ainda mais a sub-remuneração que limita e prejudica a fiscalização agropecuária do estado quando, em 2016, atuou com sucesso sobre os integrantes da Assembleia Legislativa para que o subsídio do fiscal agropecuário do Paraná fosse "congelado" pelo então governo Richa.

 

Os alertas da Afisa-PR

O Fiscal agropecuário consciente precisa com urgência reconstruir o coletivo da categoria, cuja tática inicial passa pelo despertar da necessidade de reação e o objetivo estratégico final passa pela conversão do poder potencial da categoria em poder real, mas antes e principalmente, pela conversão deste poder em especificamente político, concentrado e disciplinado em favor da luta reivindicatória autônoma e independente pela conquista dos complementos da carreira própria — estagnada desde 2012 —, traduzidos em plena valorização e justiça salarial.

 

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Neste 1º de maio - Dia do Trabalhador ✊🏿✊🏻✊🏽✊🏼✊🏾 a cor é preta, uma referência ao luto dos servidores por tudo que está acontecendo no Rio Grande do Sul e no Brasil. Os fiscais estaduais agropecuários lamentam o sofrimento das famílias dos trabalhadores de todas as áreas, vítimas dos coronavírus. A pandemia expõe o descaso dos governantes com o serviço público nos últimos anos. . Recentemente, instituições de pesquisa científica foram extintas, servidores da saúde que estão na linha de frente perderam direitos e recursos foram cortados. Serviços públicos de qualidade, agora, são necessários para minimizar os danos dessa pandemia. Estamos de luto! . #afagro #afagroRS #atividadeEssencial #servicoEssencial #servidorPublico #fiscalEstadual #fiscalAgropecuario #defesaAgropecuaria #inspecao #fiscalizacao

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O fiscal agropecuário consciente precisa refletir se vale a pena seu sacrifício em um ambiente "político-administrativo" de desvalorização e de injustiça salarial. Vale a pena colocar em risco sua integridade e vida no meio de um misto de pandemia com pandemônio, "em benefício" da "área livre de febre aftosa sem vacinação" com nítido viés politicista — e que por isto não lhe diz respeito —, que visa atender unicamente os interesses do governo em turno e da indústria pecuária. Além do mais, a nosso ver, a "área livre" em questão se tornou inviável ante as sérias limitações impostas — pelos próximos meses ou anos — pela pandemia causada pelo novo coronavírus.   

O fiscal agropecuário consciente também deve tomar o máximo cuidado com as deliberadas e propositais promessas vinculadas ao "aumento fácil" pela cada vez mais ilusória "reestruturação da carreira própria" no âmbito "político-administrativo" do governo em turno. As promessas do "aumento fácil" iludem a categoria para que esta abdique de movimentos reivindicatórios, se dedique e contribua à consecução dos interesses do governo em turno e dos seu aliados do setor privado da agricultura.  

A categoria tem à sua frente um momentum singular: está ao seu alcance dar um basta à desvalorização e à injustiça salarial. Esse momentum singular exige que a categoria se organize e deflagre um vigoroso movimento reivindicatório pela valorização, pela justiça salarial e, agora, pela defesa da integridade e da vida.

Ou há reação agora ou a categoria, pacificada, mergulhará mais ainda na humilhação, desvalorização e  injustiça salarial e, perigosamente, ingressará no turbilhão de riscos da mortal pandemia em curso.  

 

_____________________

1 Revisão geral anual.

2 Nos próximos meses ou anos, a pandemia da covid-19 imporá extraordinários limites às ações da fiscalização agropecuária do estado. Como agravante, há falta de fiscais agropecuários com formação em medicina veterinária; o concurso público que minimizaria a escassez de fiscais, prudentemente, foi suspenso e nos próximos meses, certamente, não existirão os meios para manter uma adequada fiscalização do trânsito interestadual de animais e seus produtos derivados, um serviço imprescindível para manter a sanidade animal.  

A experiência em fiscalização agropecuária pública indica que em época de pandemia ou o governo Ratinho Junior posterga para depois o cumprimento da sua promessa de "área livre de febre aftosa sem vacinação" ou o molho poderá sairá mais caro do que a galinha. Em última instância, aqueles que pagarão salgado preço, serão os agricultores do estado.

O governo em turno, no entanto, parece estar disposto a dobrar sua aposta nessa questão, pois seus empregados comissionados de confiança ensaiam "pôr em prática" um estudo soroepidemiológico vinculado ao "fim da vacinação" em plena ascensão (vide a figura 5 à p. 8 do Boletim Epidemiológico 07 da SVS do Ministério da Saúde) da crise pandêmica em um país que não se preparou como deveria e que por isso "parece condenado a se tornar o próximo epicentro da crise global de coronavírus".

Como a pandemia da covid-19 impõe várias restrições à fiscalização agropecuária do estado, "realizado" em um contexto absurdamente adverso e com riscos à integridade e à vida dos fiscais agropecuários, terá confiabilidade técnica esse inquérito soroepidemiológico?

Modificado em 9-5-2020 em 16:16

 

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28-4-2020 - RT & Empresa alimentaria de EE.UU. advierte que la carne podría desaparecer de los supermercados por causa de la pandemia ["La cadena de suministro de alimentos se está rompiendo", explicó el presidente de la compañía, que ya se vio obligada a cerrar algunas de sus plantas debido a la crisis. La empresa estadounidense Tyson Foods, que emplea a aproximadamente 100.000 trabajadores, es el segundo mayor procesador y comercializador de pollo, res y cerdo en el mundo. Pero en estos momentos, debido a que asalariados de algunas de sus plantas dieron positivo al SARS-CoV-2, ha tenido que cerrar instalaciones en varios estados.Ahora el presidente de la empresa, John Tyson, en una carta publicada en The New York Times y otros medios, asevera que el cierre forzado de plantas de procesamiento de carne y alimentos debido a la pandemia de coronavirus creará interrupciones significativas en la cadena de suministros de EE.UU. (...)]

 

 

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23-4-2020 - UOL & Fábrica da JBS em Passo Fundo tem surto de coronavírus; MPT investiga 

 

  

22-4-2020 - BBC News & A história por trás do maior foco de coronavírus nos EUA [Em uma fábrica de processamento de carne de porco em Dakota do Sul, o surto do coronavírus se espalhou na velocidade de um incêndio florestal, levantando dúvidas sobre o que a empresa fez para proteger os trabalhadores] 

 

 

18-4-2020 - RT & Bloomberg alerta sobre la escasez de café en el mundo por el coronavirus [Es posible que no haya trabajadores suficientes para recolectar los granos de café de las próximas cosechas en medio de las restricciones impuestas por el nuevo coronavirus, el cierre de los bancos, las jornadas laborales reducidas y el miedo al contagio en las granjas, reporta Bloomberg, mencionando que la presión se siente aguda sobre todo en Colombia, Brasil y Perú, que representan casi dos tercios de la producción mundial de arábica. (...)]

 

 

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16-4-2020 - Food & Water Walch & USDA Is Removing Safeguards On Food While Everyone Else Is Fighting A Pandemic
[During a pandemic, being able to trust our food system is crucial for our stability. So why is the USDA sneakily approving industry requests to put profit over safety for food and workers? As the world focuses on the COVID-19 pandemic and its devastating impact on public health, the Trump Administration has been busy behind the scenes doubling down on its campaign to deregulate Big Ag. At the same time, it is not providing safeguards to food production workers and government inspectors who are being made to work on the frontlines without frontline employee protections. The USDA Is Playing Fast And Loose With Meat Inspection Lines During The Coronavirus Outbreak — USDA's Food Safety and Inspection Service (FSIS) is deregulating inspection in some of the largest pork processing facilities by reducing the number of inspectors assigned to the slaughter line. They turn over critical inspection tasks to untrained company employees, and remove the cap on how fast the line can run. FSIS anticipates that 40 hog slaughter facilities will convert to this method, which is being called the New Swine Inspection System (NSIS). Those 40 facilities process over 92% of all pork in the U.S. Some of the big names in pork processing are pushing for this, such as JBS, Tyson, Smithfield, Clemens, and Quality Pork Processors. In one plant that has been experimenting with the new system, FSIS inspectors have 2.6 seconds to determine whether the company employees have performed their tasks properly. As a consequence, it is not uncommon for hog carcasses to be contaminated with feces, hair, toe nails, and bile to be greenlit for processing into bacon, pork chops, hot dogs, sausage, and other pork products. (...)]

 

 

15-4-2020 - The New York Times & Smithfield Foods Shuts U.S. Bacon, Ham Plants as Coronavirus Hits Meat Sector [Smithfield Foods Inc, the world's largest pork processor, said on Wednesday it would shutter two U.S. plants that process bacon and ham, after closing a separate hog slaughterhouse because of an outbreak of the coronavirus among employees. The latest shutdowns show the domino effect that can occur when the closure of a major slaughterhouse removes raw materials that are turned into food for consumers. (...)]

15-4-2020 - Reuters & Smithfield Foods shuts U.S. bacon, ham plants as coronavirus hits meat sector [Smithfield Foods Inc, the world’s largest pork processor, said on Wednesday it would shutter two U.S. plants that process bacon and ham, after closing a separate hog slaughterhouse because of an outbreak of the coronavirus among employees. (...)]

 

 

14-4-2020 - Today & Meat factories are shutting down across the country: Will there be a shortage of food? [Will the Smithfield Foods plant closure cause a nationwide pork shortage? (...) On Sunday, Smithfield Farms, one of the nation's largest pork producers, announced it was closing one of its meat processing plants in South Dakota. But it wasn't just any plant. This particular facility in Sioux Falls is responsible for 4-5% of all U.S. pork production (according to figures provided by the company). It will be closed for at least two weeks. The closure comes after at least 300 of the facility's 3,700 employees tested positive for the novel coronavirus. The Virginia-based company is owned by China's WH Group, which is the world's largest pork producer, supplying meat for brands like Smithfield and Nathan's Famous. "The closure of this facility, combined with a growing list of other protein plants that have shuttered across our industry, is pushing our country perilously close to the edge in terms of our meat supply. It is impossible to keep our grocery stores stocked if our plants are not running," Kenneth M. Sullivan, Smithfield's president and chief executive officer, said in a statement released Sunday. "These facility closures will also have severe, perhaps disastrous, repercussions for many in the supply chain, first and foremost our nation’s livestock farmers." (...)]

14-4-2020 - The Philadelphia Inquirer & Slaughterhouses that supply America's meat are starting to close because of coronavirus [On Sunday, one of America's largest pork slaughterhouses shut down after more than 200 workers tested positive for the coronavirus. A day later, a massive beef-processing plant in Colorado announced it's winding down operations. In Canada at least five meat plants have halted operations since the end of March. And most companies haven't said exactly when they'll reopen.To be clear: Nobody is saying North America is running out of meat yet. In fact, refrigerated inventories remain robust across the U.S. and most plants remain open. But the virus, which has now infected hundreds of meat-plant workers in the region, is spreading — and the prospect of prolonged shutdowns has the boss of Smithfield, the world's top pork producer, warning America is "perilously close" to a shortfall. What makes meat supplies especially vulnerable is the fact that they need to be refrigerated. And there's only so much fridge space, said Krista Foster, who teaches Supply Chain Management at the University of Notre Dame's Mendoza College of Business. "Once the existing inventory is used up, consumers can expect to see smaller quantities of pork products in stores due to processing plant closures." (...)]

 

 

13-4-2020 - Food & Water Watch & USDA and Industry Are Neglecting Frontline Food Safety Workers and It’s Going to Impact Our Meat Supply [Smithfield Foods should've closed Sioux Falls facility weeks ago. Over the weekend, Smithfield Foods announced that it will be closing its Sioux Falls, South Dakota pork processing facility indefinitely in light of the coronavirus pandemic. The Sioux Falls plant produced four to five percent of pork production in the U.S., but its focus was on export markets. In response, Tony Corbo, Sr. Government Affairs Representative for Food & Water Action issued the following statement: "Of course high numbers of meat plant workers are starting to test positive for COVID-19. USDA and food production companies like Smithfield have steadfastly refused to respond to the coronavirus pandemic. Their workers - the people who are critical to our food supply chain - have been left unprotected as frontline responders. "Social distancing is impossible in meatpacking plants. The plants are incubators for spreading COVID-19 and neither the plant owners nor the USDA has provided adequate personal protective equipment (PPE) for workers and inspectors to use while on the job. Workers and inspectors at these plants must be immediately tested for COVID-19 and then immediately provided PPE and hazardous duty pay. We must treat these people who are critical to ensuring the safety of our food supply like the frontline workers that they are. (...)]

 

 

13-4-2020 - Bloomberg & Slaughterhouses That Supply America's Meat Are Starting to Close [On Sunday, one of America’s largest pork slaughterhouses shut down after more than 200 workers tested positive for the coronavirus. A day later, a massive beef-processing plant in Colorado announced it’s winding down operations. In Canada at least five meat plants have halted operations since the end of March. And most companies haven’t said exactly when they'll reopen. To be clear: Nobody is saying North America is running out of meat yet. In fact, refrigerated inventories remain robust across the U.S. and most plants remain open. But the virus, which has now infected hundreds of meat-plant workers in the region, is spreading -- and the prospect of prolonged shutdowns has the boss of Smithfield, the world’s top pork producer, warning America is "perilously close" to a shortfall. (...)]

 

 

11-4-2020 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & Opinião da Direx: em xeque-mate a "área livre de febre aftosa sem vacinação"!? [Apanhada no contrapé pela mortal pandemia de covid-19, há "futuro" para a "área livre de febre aftosa sem vacinação" do governo Ratinho Junior? Seus defensores insistirão (remando contra a maré) nela ou retomarão a política de vacinação?]

 

 

8-4-2020 - Food & Water Match & The COVID-19 Pandemic Shows Banning Factory Farms Is More Important Than Ever [When a crisis hits, Americans need a food system that's resilient enough to withstand the storm. Here's how banning factory farms can help make that happen. My great grandparents once owned the only grocery store in their tiny, western North Dakota town, where they sold ground beef and roasts from cattle they purchased and processed locally. The store stood for generations, until a Super Walmart opened up in Williston twenty miles away. Similar stories could be told all across rural America, where once thriving rural communities with diverse agricultural systems now struggle to survive, with the shuttering of the local grocery store the final death knell. Agribusiness giants claim that the current food system—characterized by industrial practices and rampant consolidation—is necessary to feed the world. But the coronavirus pandemic is disproving this narrative; major supermarkets are struggling to meet the demand for staples like meat and milk, not due to food shortages but rather the disruption of supply chains. As experts have long warned, the highly consolidated, industrial food system is in fact less resilient than the regional, diversified systems it replaced.  We need smaller, more diverse crop-and-livestock systems and regional food hubs—and a new bill in Congress, the Farm System Reform Act (FSRA), provides the roadmap forward. (...)]

 

 

6-4-2020 - Sputnik & China aponta 'racismo' de Weintraub e critica declarações 'desprezíveis' no Twitter [A Embaixada da China no Brasil divulgou um comunicado no início da madrugada desta segunda-feira no qual criticou duramente o ministro da Educação do Brasil, Abraham Weintraub, que ridicularizou o sotaque de asiáticos e fez acusações contra Pequim]

28-3-2020 - Brasil de Fato & Trabalhadores de frigorífico em SC relatam medo e desespero por conta do coronavírus [Nas maiores empresas de produção suína do país, funcionários convivem com transporte lotado e aglomerações. Os frigoríficos do Sul do país estão operando sem restrições durante a quarentena que tenta conter a pandemia do covid-19. O impacto sobre a vida e a saúde dos trabalhadores se tornou motivo de preocupação desde o começo da semana, quando imagens enviadas por trabalhadores da Aurora e da BR Foods (BRF), em Chapecó (SC), mostraram que as empresas não estão adotando medidas suficientes de prevenção. Santa Catarina começou 2020 com o melhor desempenho histórico em volume de exportação de carne suína e de frango, com um faturamento acima de US$ 3 bilhões. É um dos principais polos de produção de proteína animal do mundo. Mas a pujança econômica não se reflete nos cuidados com a saúde dos trabalhadores. Ao manter a produção com foco nos resultados econômicos, as empresas expõem os trabalhadores ao coronavírus, sem restringir o contato, aplicar medidas de segurança no transporte e evitar momentos de aglomeração. (...)] 

 

 

26-3-2020 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & Opinião da Direx: párias do mundo? [Caso não seja debelada, a pandêmica covid-19 tem condições de aniquilar as exportações agrícolas]

 

 

23-3-2020 - Brasil de Fato & Frigoríficos descumprem normas e expõem milhares de trabalhadores ao coronavírus [Todos os dias, 5,5 mil trabalhadores se movimentam em torno do maior frigorífico brasileiro de abates de suínos, a unidade 1 do Frigorífico Aurora, localizada em Chapecó, principal cidade da região Oeste de Santa Catarina. Trabalhadores chegam em grandes grupos, oriundos dos bairros periféricos e de 20 pequenos municípios da região. São transportados por dezenas de ônibus, sempre lotados, sempre com pressa, de olho no relógio, nas metas e nos prazos. Nas linhas de abate, corte e embalagem de carnes, homens e mulheres seguem suas rotinas, suas vidas. É preciso garantir que os alimentos cheguem aos lares brasileiros e a diversos países ao redor do mundo. A rotina é extenuante e arriscada, envolve equipamentos de corte, materiais sensíveis, regras de segurança. Sempre foi assim, estão acostumados. Mas agora há um novo componente: o tic tac invisível de uma bomba relógio prestes a estourar. Aqui, do jeito que estão trabalhando, é impossível implantar protocolos de segurança que garantam a proteção contra o coronavírus. A pandemia já chegou a essa região. (...)] 

 

 

23-3-2020 - Brasil de Fato & Frigoríficos descumprem normas e expõem milhares de trabalhadores ao coronavírus, em Chapecó (SC) [Todos os dias, 5,5 mil trabalhadores se movimentam em torno do maior frigorífico brasileiro de abates de suínos, a unidade 1 do Frigorífico Aurora, localizada em Chapecó, principal cidade da região Oeste de Santa Catarina. A pandemia já chegou a essa região. Mas pouco está sendo feito pelas indústrias. A pandemia dissemina medo e angústia entre os trabalhadores, que imploram pela redução do ritmo e por medidas de proteção. Sob o risco de contaminação generalizada, os trabalhadores acusam a empresa de se preocupar apenas em manter a produção. Todos os dias, 5,5 mil trabalhadores se movimentam em torno do maior frigorífico brasileiro de abates de suínos, a unidade 1 do Frigorífico Aurora, localizada em Chapecó, principal cidade da região Oeste de Santa Catarina. A pandemia já chegou a essa região. Mas pouco está sendo feito pelas indústrias. A pandemia dissemina medo e angústia entre os trabalhadores, que imploram pela redução do ritmo e por medidas de proteção. Sob o risco de contaminação generalizada, os trabalhadores acusam a empresa de se preocupar apenas em manter a produção]

 

 

22-3-2020 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & Opinião da Direx: exige-se o cumprimento do art. 1º do Decreto 4.320/2020! [Caso contrário, conclamamos que o coletivo de fiscais agropecuários promova imediata greve branca total (braços cruzados) na defesa agropecuária do Paraná contra a notoriamente politicista "área livre de febre aftosa sem vacinação"]

 

 

21-3-2020 - APP Sindicato & Governador Ratinho coloca em risco vida de funcionários(as) da educação [Novo decreto (4316/2020), publicado neste sábado(21), define que a entrega de merenda escolar será mantida mesmo com estabelecimentos sem estudantes]

21-3-2020 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & Opinião da Direx: infelizmente, parece que teremos "heróis" na fiscalização agropecuária do Paraná [Trata-se de um governo (sic) que impõe risco de morte por decreto e que acredita que os supostos "dividendos políticos" advindos da "área livre" são "mais importantes" que a preservação da vida do fiscal agropecuário do estado]

 

 

19-3-2020 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & Opinião da Direx: o Decreto 4.260/2020 e a suspensão dos deslocamentos e viagens a trabalho [Trata-se da  vida do fiscal agropecuário (e dos seus familiares) que está em risco!]

 

 

19-3-2020 - Associação dos Fiscais Agropecuários do Rio Grande do Sul (Afagro) & Secretaria da Agricultura expõe produtores rurais e servidores ao coronavírus [(...) Segundo o presidente da Afagro, Pablo Fagundes Ataide, que participou da reunião com o secretário da Agricultura Covatti Filho, a orientação do titular da pasta é que os servidores façam regime de revezamento e tomem os devidos cuidados com higiene. Contudo, no interior há inspetorias com somente um ou dois servidores. Por este motivo, tal medida não é eficiente pois os produtores que se dirigem às inspetorias para comprovar a vacinação do rebanho ficarão ainda mais tempo aguardando atendimento. “É um contrassenso manter uma campanha de vacinação que promove a aglomeração de produtores nas agropecuárias, nas inspetorias e nos sindicatos rurais. Neste momento, é contribuir para agravar a situação de calamidade”, descreve Ataide. “É lamentável perceber a falta de preocupação com a saúde pública”, acrescenta a vice-presidente da Afagro, Beatriz Scalzili. (...)]

  

 

18-3-2020 - Associação dos Fiscais Agropecuários do Rio Grande do Sul (Afagro-RS) & Coronavírus: Afagro denuncia aglomeração de pessoas nas inspetorias [(...) Ao longo de toda a terça-feira (17/3), a diretoria da Afagro buscou, sem sucesso, informações sobre medidas preventivas junto ao gabinete do secretário Covatti Filho e também junto às chefias. Isto porque a entidade recebeu muitas informações, vindas do interior, sobre a concentração de pessoas nas inspetorias. Conforme divulgado pela imprensa nesta quarta-feira (18/3), o titular da pasta garantiu que o coronavírus não afetará a campanha da vacinação contra a febre aftosa. Tal declaração demonstra que a preocupação primeira é atender aos interesses econômicos do Estado. Até o momento, os servidores da Secretaria da Agricultura apenas receberam a orientação de fazer a distribuição de fichas (senhas) para evitar aglomerações nas inspetorias de defesa agropecuária, porém seguem trabalhando normalmente. Contudo, a tendência é que os produtores se desloquem até as inspetorias para saber o que está ocorrendo. Agrava a situação a ausência de produtos de higiene e limpeza. Muitos municípios não têm sequer sabonete para que os servidores possam higienizar corretamente as mãos, tampouco álcool gel. Neste momento, para evitar a circulação e reduzir a circulação de pessoas, tanto nas inspetorias quanto nas agropecuárias, onde a vacina é comercializada, a medida mais urgente e prudente é suspender, por pelo menos 15 dias, a campanha de vacinação. (...)]

 

 

17-3-2020 - SindSaúde Paraná & O Paraná não está preparado para a pandemia do Coronavírus [O Paraná não está pronto para enfrentar a pandemia do Coronavírus Covid-19. Para proteger a vida das trabalhadoras e dos trabalhadores da Saúde pública paranaense e a população, o SindSaúde-PR protocolou um ofício direcionado ao secretário de Estado da Saúde, Carlos Alberto Gebrim Preto, exigindo medidas emergenciais. O documento pode ser conferido aqui. Estrutura laboratorial e de insumos é insuficiente No Paraná, não será possível identificar com números mais preciso a quantidade de pessoas infectadas com a doença, uma vez que o testes só serão realizados em casos considerados gravíssimos. "As diretrizes para enfrentamento no Paraná vão na contramão de outros locais onde o impacto da pandemia está sendo controlado. A medida tornará praticamente impossível o mapeamento epidemiológico e a rápida contenção, além de se transformar em subnotificação de um lado e inflar os dados de letalidade de outro", afirma a coordenadora-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde Pública do Estado do Paraná (SindSaúde-PR), Olga Estefania]