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União Europeia (UE) proibirá o comércio do agrotóxico clorpirifós

Agrotóxico clorpirifós1: a European Food Safety Authority (EFSA) da UE identificou preocupações, amparadas por dados epidemiológicos, que envolvem malefícios genotóxicos e neurológicos em crianças

 

chlorpyrifos pics

Crédito imagem: KQED Sciense

 

Segundo a notícia EU to Ban Chlorpyrifos Pesticide Starting in February (por Stephen Gardner) da Bloomberg Environment de 6 de dezembro de 2019, a União Europeia (UE) confirmou que após 31 de janeiro de 2020 proibirá o comércio e o uso dos agrotóxicos clorpirifós e clorpirifós-metil

O agrotóxico clorpirifós é amplamente usado no Brasil sobre as culturas de banana, batata, café, cevada, citros, feijão, maçã, milho, soja, tomate e trigo.

Em 6 de dezembro de 2019, na reunião do Standing Committee on Plants, Animals, Food and Feed (PAFF Committee) da Comissão Europeia, os eurodeputados votaram dois projetos de regulamentos de execução que propõem a não renovação dos registros dos agrotóxicos clorpirifós e clorpirifós-metil.

No PAFF Committee, contra as renovações dos registros de ambos agrotóxicos, foi alcançada uma maioria qualificada. Isto significa que, uma vez que a Comissão Europeia publique o Regulamento de Execução (previsto para janeiro de 2020), os Estados-membros da UE terão que revogar todos os registros dos agrotóxicos que contenham em suas formulações comerciais o clorpirifós ou o clorpirifós-metil.

 

UE: eram esperadas as proibições do comércio e do uso do clorpirifós e do clorpirifós-metil

Segundo a notícia Chlorpyrifos: assessment identifies human health effects da European Food Safety Authority (EFSA) de 2 de agosto de 2019, esta agência identificou preocupações, amparadas por dados epidemiológicos, que envolvem malefícios genotóxicos e neurológicos em crianças.

 

 

Isso significa que "nenhum nível de exposição seguro — ou valor de referência toxicológico — pode ser definido" para os agrotóxicos clorpirifós e clorpirifós-metil.

 

 

Segundo a Bloomberg Environment a proibição dos agrotóxicos clorpirifós e clorpirifós-metil nos domínios da UE atingirá as indústrias de agrotóxicos Corteva Agriscience, Adama Agriculture BV e Sapec Agro SA que já solicitaram à EFSA as renovações dos registros de comércio. 

 

Mother Jones: políticos norte-americanos contrários à proibição do clorpirifós receberam dinheiro da indústria de agrotóxicos

Com Base na notícia DowDupont Lavishes Campaign Cash On Politicians Who Voted Against a Ban on its Blockbuster Pesticide (por Tom Philpott) do Mother Jones de 24 de maio de 2019, em março de 2017, no início da administração Trump, o então administrador da Agência de Proteção Ambiental (EPA) foi forçado por uma ordem judicial a decidir se honraria o plano desta agência proibir o agrotóxico clorpirifós, um inseticida de grande sucesso usado em uma variedade de culturas. Os próprios cientistas da EPA o consideram perigoso para o desenvolvimento do cérebro das crianças mesmo em níveis muito baixos de exposição. Mesmo assim, a EPA decidiu mantê-lo no comércio.

Nos EUA, desde então, a luta pelo banimento do agrotóxico clorpirifós foi transferida para seu Congresso. Um projeto de lei da Câmara que visava proibir o clorpirifós nos EUA, de janeiro deste ano, atraiu 107 deputados. Acontece que, de acordo com documentos protocolados na Comissão Eleitoral Federal dos EUA, entre os 330 deputados da Câmara que escolheram não patrocinar o projeto de proibição do clorpirifós, 118 arrecadaram desde 2017 um total de US$ 379.651 do seu fabricante. Dos 107 apoiadores do projeto de lei, apenas 10 receberam dinheiro do fabricante, num total de US$ 14.000.

 

 

Agências EPA dos EUA e APVMA da Austrália, realmente, fora de sintonia... mais alguma?

Conforme a Bloomberg Environment um representante da indústria de agrotóxicos, criticando a European Food Safety Authority (EFSA), disse que tanto a Environmental Protection Agency (EPA) dos EUA quanto a Australian Pesticides and Veterinary Medicines Authority (APVMA) da Austrália estariam "fora de sintonia", pois ambas defendem a continuidade do  comércio dos agrotóxicos clorpirifós e clorpirifós-metil. 

No último mês de julho, esse representante da Corteva Agriscience alegou que a EPA dos EUA 'tinha dados" que contestavam as objeções ao uso do clorpirifós julgando-as "não suficientemente válidas, completas ou confiáveis". Porém no estado da California a DowDupont Inc. e outros fabricantes deixarão de comercializar o agrotóxico clorpirifós. A California Environmental Protection Agency (CalEPA) anunciou para o ano que vem o fim da comercialização do agrotóxico clorpirifós devido a um acordo entre o Department of Pesticide Regulation (DPR) e os fabricantes de agrotóxicos. 

Grupos ambientalistas alegam que são esmagadoras as evidências que justificam a proibição de agrotóxico clorpirifós devido aos seus impactos no desenvolvimento neurológico das crianças. "A UE é um grande mercado com poder comercial, por isso esperamos que essa proibição abra caminho para que outras aconteçam mundo afora", disse Nabil Berbour, gerente de campanha da SumOfUsem Paris, França.

 

Um "modelo" de "liberação de agrotóxicos" copiado dos EUA e reproduzido aqui!

Conforme o Immediate Release Analysis: Trump EPA Approved 100-plus Products With Pesticides Banned Elsewhere or Slated for U.S. Phaseout do Center for Biological Diversity de 7 de janeiro de 2020:

 

(...) A Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos EUA aprovou mais de 100 agrotóxicos em 2017 e 2018 que continham ingredientes ativos considerados amplamente os mais perigosos ainda em uso, incluindo alguns que foram proibidos em vários países ou alvos de eliminação progressiva nos EUA, de acordo com uma nova análise do Center for Biological Diversity.

 

 

A análise, Toxic Hangover: How the EPA Is Approving New Products With Dangerous Pesticides It Committed to Phasing Out, descobriu que a EPA está trabalhando ativamente contra sua própria promessa de incentivar a substituição dos agrotóxicos mais antigos e perigosos. (...)

 

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Agrotóxico com monografia C20 - Clorpirifós autorizada para comércio e uso no Brasil e com pelo menos 13 marcas comerciais cadastradas pelo governo do Paraná para comércio o uso, com base na Lista de Agrotóxicos aptos para comércio e uso no Paraná de 5 de dezembro de 2019.

A SumOfUs é uma organização online global que defende os direitos das comunidades e que promove campanhas para responsabilizar grandes multinacionais em questões como mudança climática, direitos dos trabalhadores, discriminação, direitos humanos, direitos dos animais, corrupção e controle corporativo.

Modificado em 11-1-2020 em 19:09 

 

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28-12-2019 - G1 & Número de agrotóxicos registrados em 2019 é o maior da série histórica; 94,5% são genéricos, diz governo [Foram liberados 474, sendo 26 inéditos e 448 baseados em princípios ativos ou produtos já existentes. Do total, 40 são defensivos biológicos e orgânicos]

21-12-2019 - El País & O Brasil precisa de mais regulação e fiscalização de agrotóxicos, não menos [Relatório da Anvisa traz informações preocupantes sobre alimentos comprados e consumidos pela população brasileira. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou no dia 11 de dezembro um relatório com informações preocupantes sobre alimentos comprados e consumidos todos os dias pela população brasileira. Os técnicos da Anvisa coletaram mais de 4.600 amostras de alimentos em supermercados de quase todos os estados brasileiros entre agosto de 2017 e junho de 2018 (somente o estado do Paraná optou por não participar do estudo). Eles testaram 14 alimentos populares entre os brasileiros: abacaxi, alface, arroz, alho, batata doce, beterraba, cenoura, chuchu, goiaba, laranja, manga, pimentão, tomate e uva. (...)]

 

 

19-12-2019 - Greenpeace & 2019, o ano mais tóxico do Brasil [Liberação de 467 novos agrotóxicos foi recorde este ano. Em 2020, seguiremos lutando por uma agricultura saudável de verdade. Sua participação é fundamental. O ano de 2019 se encerra como o mais tóxico em mais de uma década e um trágico capítulo para a agricultura brasileira e para a população. Em apenas 12 meses, foram aprovados 467 novos agrotóxicos, que vão parar no nosso prato, contaminar trabalhadores rurais, o solo e a água que bebemos e destruir a biodiversidade. Se, em 2018, pressionávamos parlamentares para que não votassem em favor de absurdos como o Pacote do Veneno, em 2019 essa situação mudou bruscamente. Com o governo de Jair Bolsonaro, vivemos a experiência amarga de agrotóxicos serem empurrados goela abaixo da população, sem consulta, sem debate, apenas com canetadas feitas diretamente por Tereza Cristina, a Ministra do Veneno que milita em favor de agrotóxicos já há bastante tempo. Listamos neste blog os maiores retrocessos cometidos pelo governo Bolsonaro em 2019 e alguns graves acontecimentos que reforçam a importância de investirmos em uma agricultura sem veneno. (...)]

 

 

19-12-2019 - Repórter Brasil & Empresas estrangeiras desovam no Brasil agrotóxico proibido em seus próprios países [Anvisa decidiu em 2017 proibir o paraquate por risco de provocar Parkinson. Mas desde então, ritmo de importação só aumentou, e restrições foram afrouxadas por pressão de empresas de agrotóxicos. Ele começou com febre e coceira. Depois ficou suando frio, teve diarréia, a pressão caiu. Corremos pro hospital. A pele dele então ficou toda queimada e foi soltando do corpo. Mal consigo lembrar”, conta emocionado o produtor de leite paranaense José Quintino sobre o filho Júlio, que morreu em 2016 em Cascavel (PR) quando tinha 22 anos. "Veio médico de tudo que é parte, mas já não tinha jeito. Aos poucos, ele parou de respirar. Falaram que o pulmão dele tava inteiro queimado." Confirmada como causa da morte, a insuficiência pulmonar foi provocada por intoxicação aguda por agrotóxico. "O paraquate queimou o pulmão dele. Foi queimando a pele, as mucosas orais e nasais, indo até os alvéolos [pulmonares]. Esse é um agrotóxico de ação secante, seca e queima as folhas, faz o mesmo com a pele, as mucosas, o pulmão", afirmou a médica epidemiologista Lilimar Mori, chefe da Divisão de Vigilância em Saúde da Secretaria da Saúde do Paraná e uma das responsáveis por confirmar que o agrotóxico foi a causa da morte de Júlio, contaminado ao descarregar cascas de soja com paraquate. Foi por causa dos riscos de intoxicação aguda do produto que envenenou Júlio, assim como sua relação com doenças como Parkinson, mutações genéticas e depressão, que a Anvisa decidiu em 2017 banir o paraquate, usado na dessecação de plantações para antecipar a colheita. A partir de setembro de 2020, nenhum litro do agrotóxico deve ser usado em solo brasileiro. Apesar das evidências dos riscos, a resolução da Anvisa não fixou metas de redução de uso, de finalização de estoques e nem de importação do paraquate até sua completa suspensão. Sem esse limite, o ritmo de importação do agrotóxico só aumentou desde o início do processo de banimento, conforme apuraram Repórter Brasil e Agência Pública. E essa brecha abriu espaço para um processo que os pesquisadores chamam de “desova”, porque quase que a totalidade do paraquate usado aqui vem de países onde seu uso está proibido.(...)]

 

 

16-12-2019 - Repórter Brasil & Agrotóxico mais encontrado em frutas e verduras no Brasil é fatal para abelhas [Sem polinizadoras, produção de lavouras fica prejudicada; estudo da Anvisa que analisou que mais da metade das 4 mil amostras de 14 alimentos vegetais no país contém agrotóxico (...) Resultados 'alarmantes' - A pedido da Agência Pública e da Repórter Brasil, especialistas de organizações que estudam o tema dos agrotóxicos analisaram o relatório, disponibilizado no site da Anvisa, e afirmaram que os resultados são alarmantes, ao contrário do que fez parecer o tom otimista da divulgação oficial do relatório. Para Melgarejo, da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), o relatório acende um alerta. "O número de 23% dos produtos apresentarem agrotóxico acima do permitido é assustador. E os 27% com veneno abaixo do limite não traz tranquilidade”, diz. “Nas definições de limites aceitáveis, é tido como base uma pessoa adulta de 50 quilos. Mas estamos alimentando crianças e bebês com esses mesmos alimentos. Estar abaixo do limite considerado seguro para um adulto de 50 quilos não significa dizer que é seguro para um bebê ou criança." (...)] 

13-12-2019 - Brasil de Fato & "Brasil caminha para um futuro tóxico", diz relator da ONU sobre liberação de venenos [Em missão no país, Baskut Tuncak também alertou para resíduos da mineração e criminalização da luta popular. O ritmo de liberação de agrotóxicos no Brasil chamou a atenção do relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para a área de "Implicações da gestão e eliminação ambientalmente racional de substâncias e resíduos perigosos", Baskut Tuncak. Ao encerrar uma missão oficial após 11 dias no país, ele criticou, nesta sexta-feira (13), a liberação de novos pesticidas pelo governo Bolsonaro. Em menos de um ano de mandato, a gestão autorizou mais de 400 produtos a circularem no mercado nacional. "O Brasil está em um caminho íngreme de regressão rumo a um futuro muito tóxico. As ações ou falta de ação do governo liberaram uma onda catastrófica de pesticidas tóxicos, desmatamento e mineração que vão envenenar as gerações futuras, caso ações urgentes não sejam adotadas", afirmou o emissário, ressaltando a necessidade de o país abraçar uma política de desenvolvimento sustentável. Esse é um dos pontos de realce de um relatório preliminar apresentado por Tuncak nesta sexta em Brasília (DF). O emissário reforça que o país adota "dezenas de agrotóxicos que foram proibidos em mercados internacionais." (...)]

 

 

11-12-2019 - Greenpeace & Anvisa quer esconder que sua comida tem veneno [Novo relatório mostra que mais da metade dos alimentos analisados contém resíduos de agrotóxicos, mas órgão finge estar tudo sob controle. Maquiagem! É o que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fez com os novos dados sobre agrotóxicos em nossa alimentação. Ao publicar o novo relatório parcial do PARA (Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos), ontem (10/12), o órgão comemorou os resultados. Enquanto Bruno Rios, diretor adjunto da Anvisa, diz que não há nenhum alarde e que os alimentos estão seguros, a gente pergunta: "Seguro para quem?", já que MAIS DA METADE (51%) dos alimentos analisados, como alface, alho, arroz, batata-doce, beterraba, cenoura, laranja, manga, pimentão, tomate e uva, continham resíduos de agrotóxicos. (...)]

 

 

10-12-2019 - Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida & Novo PARA: Roupa bonita para um conteúdo altamente tóxico [(...) Apesar do aspecto técnico da publicação, o release divulgado no site da Anvisa é extremamente otimista. O título da matéria crava: "Estudo: alimentos vegetais são seguros". Outras frases como "Os resultados não apontaram um potencial risco crônico para o consumidor", ou "As inconformidades não implicam, necessariamente, risco ao consumidor" já dão o tom de uma peça de propaganda política para um relatório que, lido atentamente, traz grandes preocupações para a sociedade. Listamos algumas delas: Dos 499 ingredientes ativos registrados na Anvisa, foram avaliados no máximo 270 substâncias em cada cultura. Nos perguntamos: como é possível autorizar um agrotóxicos e não monitorá-lo?. De acordo com o relatório, 51% do alimentos continham resíduos dos agrotóxicos analisados. Consideramos muito grave o fato de que mais da metade dos alimentos consumidos pela população esteja envenenado. Em relação ao relatório de 2013-2015, houve um aumento de 17% no percentual de amostras irregulares, ou seja, amostras com mais agrotóxicos do que o permitido, ou com agrotóxicos não permitidos. Esse aumento é coerente com o aumento do uso de agrotóxicos no período (4% entre 2015 e 2017, segundo Ibama) e com o aumento no registro de intoxicações (14% entre 2015 e 2017, segundo Ministério da Saúde). Este aumento não é mencionado no relatório, fato que confirma uma interpretação por parte da Anvisa que tende a ocultar os riscos. Segundo o relatório, 0,89% das amostras representa risco agudo. Ainda que o método para este cálculo seja bastante questionável, isto significa que, no mínimo de cada cem alimentos que comemos, 1 deles pode causar intoxicações agudas por conta dos agrotóxicos: dores de cabeça, enjoo, vômito, falta de ar… Este percentual não é baixo, e representa um grave perigo à população. Na maioria destas amostras, foi encontrado o carbofurano, produto já banido no Brasil por se mostrar teratogênico e mutagênico, e por provocar danos ao aparelho reprodutor. Em 0,9% dos casos, foram encontrados agrotóxicos não permitidos no Brasil. Novamente, 1 em cada 100 amostras possui produtos já considerados perigosos demais para a saúde, e seguem sendo usados na agricultura. Isto revela que a política do governo de minimizar a prevenção e apostar na fiscalização é inadequada e pouco responsável. Não foram incluídos nesta edição produtos processados, o que leva à impressão de que os resíduos de agrotóxicos estão presentes apenas em produtos in natura. Além disto representar um equívoco, induz a população a pensar que é mais saudável comer um salgadinho do que uma fruta, o que contribui ainda mais para os baixos índices de ingestão de frutas legumes e verduras observados no Brasil. Em um contexto de uso crescente de agrotóxicos ano a ano, e também de aumento sistemático das intoxicações por agrotóxicos registradas, é lamentável ver a Agência que deveria garantir a segurança alimentar da população minimizando resultados gravíssimos sobre as condições da comida servida ao povo brasileiro. (...)]

  

 

9-12-2019 - EUobserver & Pesticide chlorpyrifos banned by EU [EU member states have voted to ban from the market chlorpyrifos, a pesticide which is toxic to the brain in both its forms, and has been the subject of a long-running Le Monde and EUobserver investigation. During a meeting of the the standing committee on plants, animals, food and feed (SCOPAFF) on Friday (6 December), the member states representatives voted against the renewal of the authorisation for both pesticide - which was due to expire on 31 January 2020. That means both chlorpyrifos and chlorpyrifos-methyl, two pesticides harmful to the brains of foetuses and young children, will no longer be available in the European Union (EU). The European Commission proposed the ban on the basis of interim opinions from the European Food Safety Authority (EFSA). (...)]

 

 

7-12-2019 - Revista Saúde & O perigo dos agrotóxicos para as crianças [Com o organismo em pleno desenvolvimento, os pequenos seriam especialmente afetados pelos pesticidas aplicados na comida]

 

 

11-12-2019 - Human Rights Watch (HRW) & New York: Cuomo Announces Pesticide Ban [Move Could Protect Children, Workers, and the Environment]

 

 

30-10-2019 - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) & Em audiência na Câmara, ministra reforça segurança dos alimentos do país [Tereza Cristina informou que 97% dos produtos vegetais analisados, em 2018, estavam dentro dos limites de resíduos]

10-9-2019 - Casa e Jardim & Pesquisa aponta que consumo de agrotóxicos reduz a atividade cerebral em adolescentes[​Entre os adolescentes que são expostos a uma alimentação com pesticidas, as funções cognitivas são debilitadas, segundo um estudo da Universidade de Berkeley, na Califórnia. ​O debate é universal: o uso de pesticidas e agrotóxicos nos alimentos faz mal à saúde, mas ainda há quem defenda a aplicação. A favor dos orgânicos, um estudo da Universidade de Berkeley, na Califórnia, afirma que estes ingredientes podem desencadear diversas consequências cerebrais, principalmente em adolescentes. De acordo com os resultados, o cérebro das crianças expostas a pesticidades passa a funcionar de forma diferente do que o de quem consome apenas orgânicos. Publicado na revista National Academy of Sciences, os pesquisadores estudaram imagens detalhadas do funcionamento do cérebro de adolescentes de 15 a 17 anos ao realizar funções cognitivas de compreensão ou atenção. Os resultados apontam que os jovens expostos a agrotóxicos têm o fluxo sanguíneo mais lento, a flexibilidade cognitiva menor e a memória visual reduzida. ​(...)"​]

s/d - Earthjustice & Chlorpyrifos [The toxic pesticide harming our children and environment.For half a century, staple food crops in the United States — such as corn, wheat, apples and citrus — have been sprayed with chlorpyrifos, a dangerous pesticide that can damage the developing brains of children, causing reduced IQ, loss of working memory, and attention deficit disorders. Earthjustice, among other groups, has pushed the U.S. Environmental Protection Agency to ban chlorpyrifos, as it is known to harm human health, water, and wildlife. The U.S. EPA was expected to make a decision in 2017. But two days before the court-ordered deadline, the agency reversed its own proposal and refused to ban the pesticide. After years of work in the courts, Earthjustice attorneys presented oral arguments, on behalf of our clients, at the Ninth Circuit Court of Appeals en banc re-hearing on Mar. 26, 2019, arguing that chlorpyrifos must be banned from all food uses. 24 days later, the Ninth Circuit issued its ruling, ordering the U.S. EPA to decide by Jul. 18 whether to ban chlorpyrifos. The agency announced it would allow the brain-damaging pesticide to stay in our fruits and vegetables (...)]

 

 

 

3-8-2019 - O Dia & Pesquisa indica que não há dose segura de agrotóxico [Pesquisadores testaram diferentes concentrações dos pesticidas, desde as doses mínimas indicadas até concentrações equivalentes a 1/30 dessas dosagens. Uma análise de dez agrotóxicos de largo uso no País revela que os pesticidas são extremamente tóxicos ao meio ambiente e à vida em qualquer concentração - mesmo quando utilizados em dosagens equivalentes a até um trigésimo do recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Encomendado pelo Ministério da Saúde e realizado pelo Instituto Butantã, o estudo comprova que não existe dose mínima totalmente não letal para os defensivos usados na agricultura brasileira. "Não existem quantidades seguras", diz a imunologista Mônica Lopes-Ferreira, diretora do Laboratório Especial de Toxinologia Aplicada, responsável pela pesquisa. "Se (os agrotóxicos) não matam, causam anomalias. Nenhum peixe testado se manteve saudável." (...) ]

 

 

6-8-2019 - Brasil de Fato & Agrotóxicos: 44% dos princípios ativos liberados no Brasil são proibidos na Europa [Estudo evidencia discordância quanto ao uso de venenos; impasse pode prejudicar acordo comercial entre UE e Mercosul]

6-8-2019 - Correio do Povo & Brasil vai aprovar mais agrotóxicos para "entrar na modernidade", diz Tereza Cristina [Ministra afirmou que é necessário tomar cuidado para não "aterrorizar" os consumidores brasileiros acerca dos defensivos]

6-8-2019 - Sputnik & Ministra da Agricultura diz temer que críticas à liberação de agrotóxicos gerem guerra comercial [A ministra da Agricultura Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, disse nesta terça-feira (6), que teme que as autorizações dadas pelo governo para o registro de agrotóxicos no país se transformem em uma "guerra comercial" no âmbito internacional]

6-8-2019 - Folha de S.Paulo & 'Nenhum consumidor brasileiro está sendo intoxicado', diz ministra da Agricultura sobre agrotóxicos[Nova classificação reduziu número de defensivos na categoria dos extremamente tóxicos]

2-8-2019 - Brasil de Fato & Número de agrotóxicos que Anvisa considera "extremamente tóxicos" cai de 34% para 2% [Novo marco regulatório é "forma de enganar a sociedade", segundo pesquisador; mudança também impacta rótulo dos produtos. A nova classificação de agrotóxicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada esta semana no Diário Oficial da União, provocou uma redução drástica do número de produtos considerados "extremamente tóxicos" no Brasil. Nos últimos estudos divulgados antes da mudança no método de sistematização, 800 agrotóxicos, em média, pertenciam a essa categoria, em um universo de cerca de 2300 – aproximadamente 34,7%. A nova tabela, divulgada pela Agência nesta quinta (1º), classifica apenas 43 como "extremamente tóxicos", o que equivale a 2,2% dos 1924 produtos analisados. A sistematização dos produtos, até então regulada por uma legislação de 1989 que previa a existência de quatro categorias segundo o nível de perigo oferecido pelos venenos, passou a ter cinco divisões, com novos critérios. As novas normas também permitem que produtos  antes considerados "altamente tóxicos", que provocam irritação severa na pele, passem para a categoria de toxicidade moderada, enquanto os "pouco tóxicos" – com risco de irritação leve na pele e nos olhos, por exemplo – fiquem liberados de classificação. Com isso, eles não apresentarão advertências no rótulo para o consumidor. (...)]

1-8-2019 - Por trás do alimento & Cegueira e corrosão da pele: novas regras para agrotóxicos aumentam riscos para trabalhador [Para especialistas, mudança em rótulo de pesticida que não apresenta risco de morte pode fazer agricultor acreditar que eles são menos perigosos. As novas regras anunciadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre classificação de agrotóxicos parecem, à primeira vista, apenas uma adaptação ao padrão internacional. Mas, na prática, especialistas e defensores dos direitos dos trabalhadores rurais afirmam que a medida vai colocar sob risco ainda maior a saúde de quem lida diretamente com a aplicação dos pesticidas. Isso porque a principal alteração do Marco Regulatório acontece na hora de classificar os produtos mais perigosos, ou seja, das classes "altamente tóxicos" e "extremamente tóxicos". Se antes os que causavam problemas como úlceras, corrosão dérmica e na córnea e até cegueira entravam nessas categorias, agora só vão fazer parte delas os que apresentarem risco de morte por ingestão ou contato. Assim, mais de 500 dos 800 produtos agrotóxicos hoje considerados altamente tóxicos vão passar para as classes menos perigosas, o que deve aumentar a produção e o consumo desse tipo de pesticida. Além disso, eles terão menos alertas no rótulo, ou seja, perdem a tarja vermelha e a caveira que chamava atenção sobre o risco mesmo para agricultores de baixa escolaridade. (...)]

 

 

 

28-7-2019 - Poder 360 & Agrotóxicos são potentes venenos, escreve Althen Teixeira Filho [Discussão sobre impacto foi superada. Malefícios já estão comprovados. Agrotóxicos são venenos, pensados e elaborados com o propósito único de lesar organismos! De forma mais direta e clara: são biocidas que matam células, sejam elas animais, vegetais, fungos, bactérias ou fauna edáfica! Refletindo nessa lógica, responde-se ao Sr. Graziano, sempre lastreado em fatos e argumentos científicos, evitando-se interpretações numéricas controversas, ideologias, visões economicistas ou tergiversações. O campo acadêmico e científico apresenta discordâncias, obviamente, mas os embates travados, mesmo no calor da disputa de ideias, devem ser sempre respeitosos e possíveis “agressividades de argumentos” jamais podem alcançar a órbita da pessoalidade. (...)]

26-7-2019 - G1 & Anvisa 'não tinha boa vontade' para liberar agrotóxicos, diz ministra da Agricultura [Ministério aprovou na segunda (22) o registro de mais 51 agrotóxicos e na terça-feira (23) a Anvisa definiu um novo marco regulatório para avaliação e classificação toxicológica dos produtos (...) O Ministério da Agricultura aprovou na segunda-feira (22) o registro de mais 51 agrotóxicos, totalizando 262 neste ano. O ritmo de liberação de novos pesticidas é o mais alto já visto para o período (...)]

25-7-2019 - Folha de S.Paulo & Novo marco de agrotóxicos não atende padrão internacional de riscos [Anvisa diz que novas regras se aplicam à comunicação do perigo, mas não à avaliação de risco]

24-7-2019 - Brasil de Fato & Nova classificação de agrotóxicos é "forma de enganar a sociedade", diz pesquisador  [Metodologia muda rótulo dos produtos; Greenpeace aponta que sistematização confunde consumidores (...) Especialista no tema, o engenheiro agrônomo Leonardo Melgarejo, da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida, diz que a nova metodologia impõe riscos à saúde humana porque os pesticidas têm reconhecida ligação com diferentes tipos de males. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, em média, 193 mil mortes registradas ao ano no planeta podem ter relação com o uso de agrotóxicos e outros produtos químicos.  "A informação de risco agora privilegia os casos de morte. Sobrevalorizar um veneno porque ele causa morte e deixar de lado preocupações de longo prazo, como câncer, cegueira, problemas de raciocínio e no sistema nervoso central, para nós, é uma forma de enganar a sociedade. Vai minimizar o cuidado que as pessoas vão ter com venenos que não causam a morte, mas que trazem dramas que, para uma família, são tão relevantes quanto a perda de um parente", reflete. (...) "Seria racional que nós tivéssemos um modelo semelhante, mas, na comunidade econômica europeia, pelo que sabemos, são proibidos vários dos produtos que são autorizados aqui. Seria de se esperar que uma reclassificação que compatibilizasse a realidade brasileira com a europeia retirasse do mercado esses produtos. No entanto, não há nenhuma sinalização nesse sentido", pondera Melgarejo, acrescentando que mais de 30% dos venenos que circulam nacionalmente são rejeitados por esses países. (...)]   

24-7-2019 - Huffpost & Nova regra da Anvisa permite que agrotóxico extremamente tóxico seja classificado como moderado [Segundo especialistas ouvidos pelo HuffPost, novo marco regulatório omite riscos à saúde humana. Para agência, mudança fortalece a comercialização de produtos nacionais no exterior. (...) Risco maior. Mas, para especialistas, as mudanças significam maiores riscos a agricultores e até mesmo aos consumidores. "O que a gente tem assistido é um grande movimento de flexibilização das regras para agrotóxicos, desde aceleração de aprovações [de novos pesticidas] até adoção desse padrão internacional, que na verdade, são apenas diretrizes", criticou Marina Lacorte, coordenadora da campanha de Agricultura e Alimentação do Greenpeace. Lacorte acusa o governo de usar tais normas internacionais a favor da bancada ruralista, no intuito de flexibilizar regras e classificações atuais e de "omitir" os verdadeiros riscos aos consumidores. Ela ressalta que foram aprovados e usados no Brasil agrotóxicos classificados como cancerígenos pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc, na sigla em inglês), que é respeitada e seguida pelo formato agora adotado pela agência brasileira. "Ou seja, [o governo] adota a classificação que lhe convém. É realmente contraditório", completa. (...)]

 

 

24-7-2019 - Folha de S.Paulo & 78% dos brasileiros acham que agrotóxicos são inseguros [Para 72% dos entrevistados, alimentos produzidos no Brasil têm mais agrotóxicos do que deveriam, aponta Datafolha]

 

 

24-7-2019 - Jornal GGN & Política dos agrotóxicos coloca em risco vida de brasileiros e acordo com União Europeia; entenda [Coordenadora de Atlas Geográfico sobre agrotóxicos aponta que um terço dos pesticidas liberados por Bolsonaro são proibidos em países europeus e, ainda, que a cada dois dias e meio uma pessoa morre no Brasil intoxicada por esses produtos]

 

 

23-7-2019 - Folha de S.Paulo & Anvisa adota risco de morte como único critério para classificar agrotóxicos [Nova regra da agência dispensa irritação de olhos e pele e vai reclassificar agrotóxicos muito tóxicos em categorias mais baixas]

22-7-2019 - Democracy Now! & The "Outdated Pesticide" Chlorpyrifos Is Linked to a Range of Health Issues. Why Isn’t It Banned? [An extended conversation with Patti Goldman of Earthjustice about the Environment Protection Agency’s decision not to ban the powerful pesticide chlorpyrifos. Although no longer available for household use, chlorpyrifos is still used by farmers on more than 50 fruit, nuts, cereal and vegetable crops. The EPA's own research shows that it can cause brain damage in children even at small doses. "It’s an outdated pesticide that hits anything with a nervous system," says Goldman. (...)]

21-7-2019 - Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) & Cientistas independentes alertam que o agrotóxico clorpirifós causa danos cognitivos em crianças ["Quanto vale a saúde do seu filho? A resposta vinda da administração da Agência de Proteção Ambiental dos EUA é: não muito." (Carey Gillam)]

 

 

21-7-2019 - The Guardian & Neurotoxins on your kid's broccoli: that's life under Trump (por ) [In the choice between big chemical corporations and ordinary citizens, the Environmental Protection Agency has made clear where its allegiances lie]

 

 

18-7-2019 - The New York Times & E. P. A. Won't Ban Chlorpyrifos, Pesticide Tied to Children's Health Problems [The Trump administration took a major step to weaken the regulation of toxic chemicals on Thursday when the Environmental Protection Agency announced that it would not ban a widely used pesticide that its own experts have linked to serious health problems in children. The decision by Andrew R. Wheeler, the E.P.A. administrator, represents a victory for the chemical industry and for farmers who have lobbied to continue using the substance, chlorpyrifos, arguing it is necessary to protect crops (...)]

 

 

18-7-2019 - O Globo & Agência americana decide não banir agrotóxico associado a problemas de saúde em crianças [Indústria química usa clorpirifós, um dos mais vendidos no Brasil, em cultivos agrícolas; estudos neurológicos haviam recomendado proibição do pesticida]

29-6-2019 - Brasil de Fato & Agrotóxico "clorpirifós", que diminui QI das crianças, é cada vez mais usado no país [Especialistas alertam para os danos causado pela substância; pesticida é proibido em 8 países europeus. Usado no combate a larvas e insetos, a substância clorpirifós está em uso crescente no Brasil e deixa rastro nos alimentos e no corpo humano. Segundo monitoramento do Ibama, em 2009, foram vendidas 3 toneladas do produto. Oito anos depois, em 2017, as vendas ultrapassaram 6,4 toneladas. Os dados foram divulgados pela revista Carta Capital. Enquanto aumenta o uso no Brasil, o agrotóxico já foi banido por 8 países europeus e está em contestação em 6 estados americanos. Além disso, de acordo com o jornal francês Le Monde, a comissão da União Europeia estuda não renovar a licença da pesticida que tem autorização de uso até 2020. Segundo especialistas, os danos causados pelo pesticida vão de distúrbios hormonais a deficiência mental irreversível nos fetos e diminuição de até 2,5 pontos de QI (quociente de inteligência) das crianças. O clorpirifós atinge o funcionamento de um neurotransmissor fundamental ao sistema nervoso central dos insetos, a acetilcolina, se tornando muito eficiente. A questão é que outros seres vivos também possuem esse circuito e, entre eles, os humanos (...)]

 

 

24-5-2019 - Mother Jones & DowDupont Lavishes Campaign Cash On Politicians Who Voted Against a Ban on its Blockbuster Pesticide [Chlorpyrifos has been linked to brain damage in kids. In March 2017, at the dawn of the Trump administration, then-Environmental Protection Agency administrator Scott Pruitt was forced by a court order to decide whether to honor his agency’s own plan to ban a pesticide called chlorpyrifos. Made by DowDupont, chlorpyrifos is a blockbuster insecticide used on a variety of crops, from corn and soybeans to grapes and tree nuts. The EPA’s own scientists had deemed the chemical a danger to kids’ brain development at very low exposure levels. Even so, Pruitt decided to keep the chemical on the market. Since then, the fight over chlorpyrifos has moved to Congress. A House bill that would ban the chemical, introduced in January, drew 107 sponsors. The money-in-politics watchdog Maplight recently released data on DowDupont’s campaign contributions since Pruitt’s decision. Turns out, according to filings with the Federal Election Commission, among the the 330 House members who chose not to sponsor the bill to ban the insecticide, 118 had raked in a total of $379,651 from Dow since 2017. Of the bill’s 107 sponsors, just 10 had received money from the company, for a total of $14,000 (...)].

25-4-2019 - Kaiser Health News (KHN) & States Weigh Banning A Widely Used Pesticide Even Though EPA Won't [Lawmakers in several states are trying to ban a widely used pesticide that the Environmental Protection Agency is fighting to keep on the market. The pesticide, chlorpyrifos, kills insects on contact by attacking their nervous systems. Several studies have linked prenatal exposure of chlorpyrifos to lower birth weights, lower IQs, attention deficit hyperactivity disorder and other developmental issues in children. But the EPA in 2017 ignored the conclusions of its scientists and rejected a proposal made during the Obama administration to ban its use in fields and orchards. Hawaii was the first state to pass a full ban last year. Now California, Oregon, New York and Connecticut are trying to do the same. Should California succeed, the rear-guard action could have a big impact."If California is successful, that's a big deal because it's such a big state — the biggest agricultural state," said Virginia Ruiz, director of occupational and environmental health at the Washington, D.C.-based nonprofit Farmworker Justice (...)]

24-4-2019 - Beyond Pesticides & Federal Court Orders EPA to Justify Use of Chlorpyrifos within 90 Days [On April 19, the U.S. Court of Appeals for the 9thCircuit ordered the U.S. Environmental Protection Agency (EPA) to provide a justification for why chlorpyrifos, a neurotoxic insecticide commonly used in agriculture, should remain in the U.S. market. The EPA has 90 days to comply. Chlorpyrifos has been linked to damaging and often irreversible health outcomes in workers, pregnant women, and children. Low levels of exposure early in life can lead to increased risk of learning disabilities including lowered IQ, developmental delay, and attention deficit/hyperactivity disorder (ADHD). Farmworkers and their children are disproportionately affected by the use of this chemical because they are exposed at work, home, and even at school. "While we are moving forward, the tragedy is that children are being exposed to chlorpyrifos, a pesticide science has long shown is unsafe," said Earthjustice Attorney Patti Goldman in a statement. "We hope Trump’s EPA finally decides to protect the future of countless children and the health of millions of farmworkers." (...)]

14-7-2017 - The Intercept & Poison Fruit [Dow Chemical Wants Farmers to Keep Using a Pesticide Linked to Autism and ADHD [(...) In 2014, the first and most comprehensive look at the environmental causes of autism and developmental delay, known as the CHARGE study, found that the nearby application of agricultural pesticides greatly increases the risk of autism. Women who lived less than a mile from fields where chlorpyrifos was sprayed during their second trimesters of pregnancy, as Magda did, had their chances of giving birth to an autistic child more than triple. And it was just one of dozens of recent studies that have linked even small amounts of fetal chlorpyrifos exposure to neurodevelopmental problems, including ADHD, intelligence deficits, and learning difficulties. On November 10, the U.S. Environmental Protection Agency issued a groundbreaking report laying out the serious dangers of chlorpyrifos. The "Chlorpyrifos Revised Human Health Risk Assessment," as it was called, laid out the evidence that the pesticide can cause intelligence deficits and attention, memory, and motor problems in children. According to the report, 1- and 2-year-old children risk exposures from food alone that are 14,000 percent above the level the agency now thinks is safe. Dow, the giant chemical company that patented chlorpyrifos and still makes most of the products containing it, has consistently disputed the mounting scientific evidence that its blockbuster chemical harms children. But the government report made it clear that the EPA now accepts the independent science showing that the pesticide used to grow so much of our food is unsafe. The "pre-publication copy" of the report stated that "residues of chlorpyrifos on most individual food crops exceed the 'reasonable certainty of no harm' safety standard under the Federal Food, Drug and Cosmetic Act," which means, in simple terms, that any given sample of food may contain harmful levels of chlorpyrifos. In addition, estimated drinking water and non-drinking water exposures to the chemical also exceed safety standards. The next step was to finalize a chlorpyrifos ban. (...)]

 

 

10-11-2016 - United States Environmental Protection Agency (EPA) & Updated Human Health Risk Analyses for Chlorpyrifos [For Release:  November 10, 2016]