Afisa-PR

Paraná: haverá antecipação da vacinação dos fiscais agropecuários de campo obrigados ao trabalho pelo serviço essencial?

A Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) defende e cobra publicamente do governo estadual a antecipação da vacinação dos fiscais agropecuários de campo obrigados ao trabalho pelo serviço essencial

 

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Crédito imagem: Shutterstock

 

Com relação à vacina russa Sputnik V, segundo a notícia Vacina contra Covid-19 será testada em outubro no PR (por Angieli Maros) do Plural de 4 de setembro de 2020:


[...] Em um primeiro momento, os voluntários serão servidores de saúde dos Hospitais Universitários geridos pelo Estado. No entanto, o instituto não descarta trazer para este universo pessoas de outros grupos de risco. "Poderão ser idosos, hipertensos, diabéticos, os que se encaixam nos protocolos que definem o grupo de risco. Não necessariamente eles terão que ter algum vínculo com órgãos do governo do Estado", declarou [Jorge Callado, diretor-presidente do Tecpar, ndAfisa-PR] Callado. [...]

 

 

Segundo a notícia Especialistas estrangeiros avaliam vacina russa após publicação de resultados de testes do Sputnik de 5 de setembro de 2020:

"[...] Os resultados de testes clínicos da vacina russa Sputnik V demonstraram resultados impressionantes, reconhecidos pela comunidade médica mundial. Foi provado que a vacina é segura e eficaz, sem efeitos colaterais graves encontrados, e usa uma plataforma comprovada, baseada em vetores de adenovírus humano, o que hoje é o mecanismo mais seguro para introduzir o código genético do espinho de vírus no organismo humano", disse Nadey Hakim, vice-presidente da Academia Internacional de Ciências Médicas e vice-presidente da Cruz Vermelha britânica.

 

 

A Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) defende e cobra publicamente do governo estadual a antecipação da vacinação dos fiscais agropecuários de campo obrigados ao trabalho pelo serviço essencial

No último mês de março, em decorrência da pandemia da Covid-19 e para proteger os setores econômicos ligados à agropecuária, o governo estadual, através do Decreto 4317/2020, define que a fiscalização agropecuária é atividade essencial1,2, portanto, que não pode ser interrompida durante a pandemia.  

O fiscal agropecuário do estado, não obstante às precauções que toma para evitar a disseminação da potencialmente mortal Covid-19, não está livre do risco de prejudicar a sua integridade e saúde, inclusive, de morrer.

 

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1 Conforme as notícias Decreto lista atividades essenciais que podem seguir funcionando da Agência de Notícias do Paraná (ANP) de 22 de março de 2020 e Governo amplia atividades consideradas essenciais no Paraná da Agência de Notícias do Paraná (ANP) de 30 de março de 2020.

2 "Vigilância e certificações sanitárias e fitossanitárias; prevenção, controle e erradicação de pragas dos vegetais e de doença dos animais; inspeção de alimentos, produtos e derivados de origem animal e vegetal e vigilância agropecuária."

 

Matéria relacionada:

4-9-2020 - National Geographic & Sputnik no Brasil: o que já sabemos sobre os estudos com a vacina russa? [Após publicação que detalha segurança das fases 1 e 2 , Paraná vai requerer autorização da Anvisa para realizar testes da fase 3 da vacina. Rússia vê Brasil como parceiro para produção e distribuição na América Latina. Desde que anunciou o registro provisório da primeira vacina contra a covid-19 em 11 de agosto, a Rússia viu-se diante do ceticismo da comunidade científica. Isso porque, quase um mês depois, pouco se sabia sobre o imunizante russo. Mas os resultados preliminares dos estudos clínicos de fase 1/2 da Sputnik V foram publicados nesta sexta-feira (04/09) na revista científica The Lancet. Os cientistas constataram que a vacina não produz efeitos colaterais graves e induziu resposta imune de anticorpos e de linfócitos T. (...) Cooperação Paraná-Rússia - Até 3 de setembro, a OMS listava 34 vacinas candidatas em estudos clínicos pelo mundo. No Brasil, encontra-se um cenário de descontrole da pandemia, grandes centros de pesquisa e um robusto sistema nacional de imunização. Essas características transformaram o país – o segundo com mais casos e mortes por covid-19, atrás apenas dos EUA – em um terreno fértil para estudar a segurança e a eficácia das vacinas contra a doença do Sars-CoV-2. Das oito candidatas que chegaram à fase 3, quatro já realizam estudos clínicos no Brasil: ChAdOx1, de Universidade de Oxford/AstraZeneca; CoronaVac, da Sinovac/Butantan; a BNT162b1, da Pfizer/BioNTech; e a Ad26.Cov2.S, da Janssen. Os governos do Paraná e da Rússia já conversavam desde o final de julho, segundo o biólogo Jorge Callado, diretor-presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). A reunião do dia 12 de agosto coincidiu com o anúncio da Sputnik V e o acordo de cooperação. O Tecpar foi designado como braço tecnológico, científico e executor da parceria. Atualmente, técnicos paranaenses e russos elaboram o protocolo de pesquisa da Sputnik V, que planejam concluir até o final de setembro. A proposta é que o ensaio clínico englobe ao menos 10 mil voluntários, profissionais de saúde de hospitais universitários do Paraná. O documento será submetido à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ao Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), a fim de obter autorização para realizar os estudos de fase 3 no Brasil. Neste protocolo, devem constar o plano de desenvolvimento da vacina, aspectos de segurança, um dossiê do medicamento experimental, modelo de rótulo do produto, análise de estudos farmacológicos e toxicológicos e o cronograma da transferência de tecnologia, que inclui a adaptação do parque industrial com, por exemplo, a adequação de biorreatores. Os órgãos reguladores exigem também que sejam apresentados todos os dados obtidos no desenvolvimento da vacina até agora. No fim de agosto, o Tecpar recebeu da Embaixada da Rússia um documento de 600 páginas, com os resultados detalhados das fases 1 e 2. Uma cláusula de confidencialidade impôs sigilo às informações da Sputnik V até a publicação do artigo científico na Lancet. Callado, por sua vez, afirmou na época que as informações são "bem positivas". "Sempre dizem para nós que a Rússia queimou etapas", ao conceder registro provisório à vacina antes de iniciar os estudos confirmatórios, observa Callado. "Apresentaremos todos os dados de fase 1 e 2 da Rússia, para pleitear a fase 3. Vamos primar pela prudência, segurança e eficácia nesse processo, e transparência também." O doutor Edson Arpini é um voluntário em potencial para receber a Sputnik V, caso o estudo no Brasil seja aprovado pela Anvisa e pelo Conep. Na Universidade Estadual de Maringá, no noroeste do Paraná, ele é médico pediatra do Hospital Universitário, tem 57 anos e é professor de Ensino, Pesquisa e Extensão. No início da pandemia, Arpini integrou o comitê de combate à covid-19 da instituição. O hospital consolidou-se como referência na região, a partir da construção de um plano de contingência em março, mudanças logísticas e ampliação de leitos de UTI antes que a epidemia chegasse. Na cidade de 385 mil habitantes, os diagnósticos diários de covid-19 têm média semanal de 110 casos, sendo 6.305 no total e 107 mortes até 3 de setembro. Agora, Arpini está focado em pesquisas que envolvem aspectos clínicos e laboratoriais. "Se esses dados forem disponibilizados e tudo for adequadamente processado para o teste da vacina, eu não teria problema em ser candidato. Acho que o mais importante é que tenha transparência, que sejam divulgados e comparados com as demais vacinas", conta Arpini. (...)]