Afisa-PR

Opinião da Direx: repudiamos qualquer tentativa de exploração propagandística com viés político em cima dos fiscais agropecuários médicos veterinários! 

Em virtude da escassez de profissionais na área da saúde, governo prepara possível obrigatoriedade para que médicos veterinários, inclusive, fiscais agropecuários, sirvam na linha de frente contra a pandemia de Covid-19

 

Afisa PR ANO XVII

 

Esta Afisa-PR repudia qualquer tentativa de exploração propagandística com viés político, seja de órgãos públicos seja de conselho profissional, em cima de um problema da mais alta gravidade.

 

Carne de canhão?

Segundo as notícias divulgadas pelo imprensa não há (e duvidamos que haverá) sequer suficientes equipamentos de proteção individual (EPIs) [veja sua importância a partir da página 43 do Manejo Novo Coronavírus (Covid-19) do Albert Einstein] para os profissionais da saúde (muitos já foram contaminados pela covid-19) que já atuam na tentativa de atender as vítimas da covid-19.

Ante ao caos que infelizmente se avizinha, muitos médicos veterinários, inclusive, fiscais agropecuários, quando a pandemia ganhar dimensão exponencial, podem ser obrigados a enfrentar insidioso vírus sem adequada proteção da saúde e da vida!

Os EUA, com seu capitalismo neoliberal longe de ser civilizado, atua para zerar os estoques, seja proibindo a exportação dos seus estoques; "apreendendo" equipamentos e materiais médicos; pagando em dinheiro vivo até três ou quatro vezes mais etc. da China (um dos raros países preparados para enfrentar a pandemia de covid-19) etc., a fim de tentar salvar (as previsões para a pandemia nos EUA são catastróficas e tenebrosas) a sua população rica; os pobres de lá morrerão em casa, pois não podem pagar as altíssimas contas que são enviadas pelos correios pela medicina privada.

 

 

 

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Crédito imagem: OKBR

 

Como os EUA atuam para zerar os estoques, nada poderá sobrar para este país. Aliás, os países capitalistas já estão em guerra entre si pelos preciosos pelos preciosos aparelhos, EPIs e demais equipamentos médicos.

A nosso ver não há no curtíssimo prazo como este país fabricar mais imprescindíveis EPIs ou respiradores. Desde a década de 90 sucessivos "governos" neoliberais continuamente desmontaram o sistema industrial do país transformando-o, lamentavelmente, em um híbrido de cassino (em favor do rentismo) com fazenda (em favor da exportação primária de produtos agrícolas).

 

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3-4-2020 - Sindicato dos Trabalhadores da Saúde Pública do Estado do Paraná (SindSaúde Paraná) & Falta de equipamentos e riscos de contágio: duas ameaças aos servidores da Saúde durante a pandemia [Servidores da Saúde enfrentam dois desafios: falta de equipamentos de proteção e altos riscos de contágio. O sindicato possui vários canais para denúncias e reclamações. A pandemia do Coronavírus (que causa a Covid-19) é o momento mais grave desta geração e a luta contra ela está apenas começando. Para isso, as trabalhadoras e trabalhadores da Saúde precisam estar prontos para o desafio, o que envolve capacitação e equipamentos adequados e em quantidade suficiente para atender as normas técnicas de proteção para salvar vidas e não se infectar. Estatisticamente, profissionais da Saúde estão muito mais susceptíveis ao contágio, já que estão expostos a situações de risco com mais frequência do que o restante da população. Na Espanha, um dos países mais afetados pela pandemia, mais de 14% dos infectados são profissionais de Saúde. Na Itália, mais de 6,5 mil profissionais do setor foram infectados. Dezenas já morreram. Aqui no Brasil, o objetivo é evitar que isto aconteça. Para isso, é necessário seguir as normas técnicas de uso dos equipamentos de proteção individual (EPIs) e cobrar que eles estejam disponíveis e dentro dos padrões. O SindSaúde-PR tem conversado frequentemente com servidoras e servidores de todas as regiões, fazendo um trabalho de monitoramento constante da situação e tem cobrado sistematicamente da Secretaria de Estado da Saúde assim como diretamente das direções das unidades e dos hospitais no estado, as condições adequadas para o trabalho com o máximo de segurança possível. O sindicato também tem identificado graves falhas na capacitação e no esclarecimento por parte dos gestores, o que aumenta a sensação de insegurança na categoria. Por isso, o sindicato tem cobrado medidas efetivas para que as equipes sejam preparadas, de acordo com as especificidades profissionais de cada função (já que umas estão mais expostas a riscos do que outras). (...)]