NOTÍCIAS DA AFISA-PR

O vírus SADS-CoV

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O vírus SADS-CoV

Infortúnio da natureza ou mais uma consequência originária do "modelo" intensivo de exploração capitalista aplicado às atividades neoagropecuárias?

 

SADS CoV

Crédito imagem: Firstpost

 

Com base na notícia Revelan que un coronavirus 'porcino' que causa enfermedad gastrointestinal en animales, puede replicarse en humanos do RT de 14 de outubro de 2020, uma pesquisa feita pela Universidade da Carolina do Norte (EUA) sugere que a cepa coronavírus que atingiu a indústria suína também apresenta potencial de se espalhar para humanos.

O coronavírus, que causa a síndrome da diarreia aguda em suínos (SADS-CoV), "pulou" de morcegos e infectou (é transmitida através das fezes de morcego-de-ferradura-grande) suínos em toda a China desde que foi descoberto pela primeira vez em 2016. Esse vírus é especialmente fatal para leitões. Surtos do vírus SADS-CoV têm potencial para causar prejuízos econômicos em países dependentes da exploração da indústria suína.

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Mortal vírus da PSA na Alemanha

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Mortal vírus da PSA na Alemanha

Ministra do BMEL alemão confirma a presença do vírus da peste suína africana no Estado de Brandemburgo

 

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Crédito imagem: Eduard Korniyenko | Reuters (divulgada na AAAS)

 

Conforme a notícia Erster Verdachtsfall von Afrikanischer Schweinepest in Brandenburg do RBB24 de 9 de setembro de 2020, na quarta-feira (9) o Laboratório de Berlim-Brandenburg (LLBB, na sigla em alemão, Landerslabor Berlin-Brandenburg) recebeu uma carcaça suspeita de javali selvagem encontrada no distrito de Spree-Neisse que faz fronteira com a Polônia.

Uma amostra coletada dessa carcaça suspeita foi enviada do LLBB para um laboratório de referência nacional, o Instituto Friedrich-Loeffler (FLI, na sigla em alemão, Friedrich-Loeffler-Insitut), onde um exame virológico confirmou a presença do vírus da peste suína africana (PSA) em território alemão.

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China detectou o SARS-CoV-2 na carne de frango congelada

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China detectou o SARS-CoV-2 na carne de frango congelada

Fiscalização da cidade de Shenzhen, província de Guangdong, China, descobriu o novo coronavírus na superfície da carne de frango congeladas importada do Brasil

 

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Crédito imagem: Anthony Wallace | AFP

 

Segundo a notícia Novel coronavirus detected on imported frozen chicken wings from Brazil do Global Times de 13 de agosto de 2020, o novo coronavírus SARS-CoV-2 — responsável pela doença Covid-19 — foi detectado hoje (13) pela fiscalização da cidade de Shenzhen, província de Guangdong, China, sobre a superfície da carne de frango congelada importada do Brasil.

O centro de controle e prevenção de doenças da cidade de Shenzhen retirou amostra da superfície da carne de frango congelada para testar a presença do SARS-CoV-2 e o resultado, através do teste de ácido nucleico1 (RT-PCR), foi positivo.

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A 4ºC o vírus SARS-CoV-2 se mantém estável por quatorze dias na pele suína

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A 4ºC o vírus SARS-CoV-2 se mantém estável por quatorze dias na pele suína

Cientistas do Exército dos EUA alertaram que os frigoríficos "são contínuas rotas de transmissão" da Covid-19

 

Matadouros de suínos Covid 19

Crédito imagem: arc2020 |Noth American Meat Institute | GAO-16-337

  

Segundo a notícia Coronavirus can live for four days on animal skin: US military study (por Stephen Chen) do South China Morning Post de 6 de julho de 2020, cientistas militares do Fort Detrick1, Maryland, EUA, descobriram que o novo coronavírus — o SARS-CoV-2 que causa a Covid-19 —, sobrevive por alguns dias na pele suína.  

Os cientistas do United States Army Medical Research Institute of Infectious Diseases (USAMRIID, na sigla em inglês, Instituto de Pesquisa Médica do Exército dos Estados Unidos de Doenças Infecciosas) testaram a capacidade de sobrevivência do vírus SARS-CoV-2 na superfície de vários materiais, incluindo papel-moeda2 não circulado fornecido pelo Serviço Secreto dos EUA e tecidos de algodão e poliéster não utilizados, de acordo com o artigo científico (ainda não revisado por outros cientistas) Modeling the Stability of Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavirus 2 (SARS-CoV-2) on Skin, Currency, and Clothing3, publicado no dia 3 de julho no portal de pré-impressão medRxiv.

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DESTAQUES DA AFISA-PR

O caso da proibição da substância ativa paraquate

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O caso da proibição da substância ativa paraquate

Os capítulos

 

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Crédito imagem:  AFP/File | imagem publicada no RTL Today (Thailand to ban glyphosate and other high-profile pesticides)

 

Capítulo I — A sua proibição no Brasil  

A Resolução de Diretoria Colegiada – RDC nº 177 de 21 de setembro de 2017 — atualizada pela RDC nº 190 de 30 de novembro de 2017 — da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), dispõe sobre a proibição da substância ativa paraquateem formulações comerciais de agrotóxicos a partir de 22 de setembro de 2020 e sobre as medidas transitórias de mitigação de riscos, pelo entendimento de que esse tipo de agrotóxico "pode gerar mutações genéticas e a doença de Parkinson".

A substância ativa paraquate já foi banida em vários países, inclusive, na Grã-Bretanha (seu país de origem) e na União Europeia (UE). 

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Paraná: haverá antecipação da vacinação dos fiscais agropecuários de campo obrigados ao trabalho pelo serviço essencial?

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Paraná: haverá antecipação da vacinação dos fiscais agropecuários de campo obrigados ao trabalho pelo serviço essencial?

A Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Afisa-PR) defende e cobra publicamente do governo estadual a antecipação da vacinação dos fiscais agropecuários de campo obrigados ao trabalho pelo serviço essencial

 

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Crédito imagem: Shutterstock

 

Com relação à vacina russa Sputnik V, segundo a notícia Vacina contra Covid-19 será testada em outubro no PR (por Angieli Maros) do Plural de 4 de setembro de 2020:


[...] Em um primeiro momento, os voluntários serão servidores de saúde dos Hospitais Universitários geridos pelo Estado. No entanto, o instituto não descarta trazer para este universo pessoas de outros grupos de risco. "Poderão ser idosos, hipertensos, diabéticos, os que se encaixam nos protocolos que definem o grupo de risco. Não necessariamente eles terão que ter algum vínculo com órgãos do governo do Estado", declarou [Jorge Callado, diretor-presidente do Tecpar, ndAfisa-PR] Callado. [...]

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Opinião da Direx: governo estadual comete mais uma injustiça contra o fiscal agropecuário

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Opinião da Direx: governo estadual comete mais uma injustiça contra o fiscal agropecuário

Depois do "reconhecimento nacional de área livre de febre aftosa sem vacinação" o governo estadual propõe à Assembleia Legislativa a suspensão da promoção, da progressão e do período de tempo para fins de aquisição de direito em gravíssimo prejuízo ao fiscal agropecuário 

 

Afisa PR ANO XVII

 

No último mês de março, em decorrência da pandemia da Covid-19 e para proteger os setores econômicos ligados à agropecuária, o governo estadual, através do Decreto 4317/2020, define que a fiscalização agropecuária é atividade essencial1,2, portanto, que não pode ser interrompida durante a pandemia.  

Em plena escalada da crise da pandemia o órgão responsável pela fiscalização agropecuária do estado mobilizou centenas de fiscais agropecuários em todo o estado para que fosse possível realizar o inquérito sorológico da febre aftosa.

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Opinião da Direx: a contratação temporária na fiscalização agropecuária do Paraná

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Opinião da Direx: a contratação temporária na fiscalização agropecuária do Paraná

Reflexões sobre o projeto de lei complementar 7/2020

 

Afisa PR ANO XVII

 

De autoria do Executivo tramita no Legislativo o projeto de lei complementar 7/20201,2 (alteração da Lei Complementar 108/2005) para fins de autorização da contratação temporária no âmbito da fiscalização agropecuária do estado.

Segundo a notícia "Ratinho Junior quer passar boiada; Oposição protesta" ["Alinhado ao governo Bolsonaro, Paraná vem desregulamentando no meio ambiente"] do Porém.net de 29 de julho de 2020:

 

(...) O texto foi aprovado com uma emenda que também estende a contratação temporária para realizar atividades de vigilância e inspeção à defesa agropecuária, no âmbito da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. (...)

  

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Opinião da Direx: investimento de R$ 100 milhões por si só pode não ser capaz de manter as exportações

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Opinião da Direx: investimento de R$ 100 milhões por si só pode não ser capaz de manter as exportações

Indústria da carne e Covid-19: são os países importadores de produtos agrícolas que ditam as regras e não o contrário

 

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A notícia "Frigoríficos do Paraná investem R$ 100 milhões para manterem exportações durante Covid-19" (por Jorge de Souza) do Paraná Portal de 24 de julho de 2020 afirma, com base em declarações do patronato sindical, que a indústria da carne teve que investir R$ 100 milhões para manter "as atividades e as exportações" e que "o setor trabalhou dentro de um padrão, com todos os cuidados necessários para garantir a saúde dos trabalhadores".

A nosso ver, não é o investimento de x milhões de reais por si só que é capaz de garantir a continuidade das exportações. São os humores comerciais dos países importadores. Um país subdesenvolvido, dependente de exportações agrícolas in natura, está totalmente à mercê de medidas protecionistas; restrições de sanidade animal; contingências de segurança alimentar etc. impostas pelos países importadores.

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